Como fazer feliz meu filho?
Não há receitas para tal.
Todo o saber, todo o meu brilho
de vaidoso intelectual
Vacila ante a interrogação gravada em mim, impressa no ar.
Bola, bombons, patinação talvez bastem para encantar?
Imprevistas, fartas mesadas, louvores, prêmios, complacências,
milhões de coisas desejadas, concedidas sem reticências?
Liberdade alheia a limites, perdão de erros, sem julgamento,
e dizer-lhe que estamos quites, conforme a lei do esquecimento?
Submeter-se à sua vontade sem ponderar, sem discutir?
Dar-lhe tudo aquilo que há de entontecer um grão-vizir?
E se depois de tanto mimo que o atraia, ele se sente pobre,
sem paz e sem arrimo, alma vazia, amargamente?
Não é feliz. Mas que fazer para consolo desta criança?
Como em seu íntimo acender uma fagulha de confiança?
Eis que acode meu coração e oferece, como uma flor,
a doçura desta lição: dar a meu filho meu amor.
Pois o amor resgata a pobreza, vence o tédio,
ilumina o dia e instaura em nossa natureza a imperecível alegria.
Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, junho 05, 2009
Lá Em Casa Mandam Eles?
Como Lidar Com as Birras, a Oposição e o Desafio de Vera Ramalho
Editor: Psiquilibrios
Com que frequência podemos esperar que as crianças obedeçam aos pedidos ou ordens dos pais?
Quais são os factores dos pais, das crianças e do meio que os envolve que tornam a obediência mais ou menos provável? Existem factores que influenciam a obediência?
Estas perguntas são muitas vezes feitas pelos pais e surgem com mais frequência quando as dificuldades em controlar o comportamento da criança se torna algo constante. Lá em casa mandam eles? tem como primeiro objectivo ajudar os pais a compreender como a desobediência, as birras e outros problemas de comportamento podem estar a ser mantidos e, mais importante, que as práticas parentais positivas são a chave para facilitar os comportamentos adequados da criança.
O livro destina-se a pais de crianças entre os 3 e os 12 anos e poderá também ser usado como acompanhamento da intervenção psicológica junto dos pais. Centra-se também na prevenção dos problemas de comportamento de forma a evitar que estes comecem a "conquistar terreno" nas famílias nas quais ainda não estão presentes.
Do lado do silêncio
" Do lado do silêncio
Gosto de espreitar o teu sono de criança, à noite, quando dormes alheio a tudo, e eu fico a ouvir a tua respiração a alisar os teus cabelos. Às vezes, chego a pensar que é um desperdício ir dormir, em lugar de ficar a ver-te dormir, porque o tempo voa e em breve já não será criança. Nestas noites, como diz a lei, tenho-te à minha «guarda», o que é prazer insubstituível e a que alguns chamam direitos e outros deveres.
Gosto de acordar de manhã, quando, ainda antes do despertador tocar, oiço o som do Canal Panda na sala, e fico a saber que tu já acordaste e que segues à risca o ritual estabelecido, e a que a seguir irás fazer o teu pequeno almoço e vestires-te para a escola. Mas, apesar disso, gosto de te recomendar que faças tudo isso e não te esqueças de lavar os dentes, sabendo que não te esqueces mas também gostas de ouvir-me dizer-to, porque essa é a forma de saberes que te «guardo».
Saímos de casa deixando para trás o desalinho do teu quarto, a desarrumação vivida das tuas coisas, esses sinais indesmentíveis da tua presença, sem os quais a casa não faz sentido e o silêncio pesa como dor escondida. És sempre tu quem carrega no botão do elevador, quem acende as luzes da garagem, numa atenção emergente para a rotina das coisas, que é forma como vais entrando na manhã. E segues num silêncio atento no banco de trás do carro, que interrompes às vezes com alguma pergunta que te ocorre de repente. Vais chegado para a frente, uma mão pousada nas costas do meu banco, como se quisesses prolongar os últimos instantes de proximidade física. Infelizmente, é tão curto o trajecto, que chego a desejar uma camioneta a descarregar na rua que nos atrase uns minutos antes que a manhã nos separe. E embora eu saiba que não há carros à vista quando tu atravessas a rua para a porta da escola, vou contigo de mão dada, para que sintas ou para que eu finja para comigo que continuo a guardar-te até que a porta nos separe e outros fiquem contigo.
Porque há sempre uma porta que se fecha e que nos separa, ao contrário da casa, onde a porta do teu quarto e a do meu estão sempre abertas. Há sempre esta porta que se fecha sobre ti, outros que te falam e te escutam, enquanto eu caminho na tua ausência e na lembrança da tua voz, outros que sabem de ti o que eu ignoro, outros que por vezes se cansam de ti enquanto eu só te espero, outros que te vêem e te tocam enquanto eu olho as tuas fotos espelhadas pela minha vida. Tão perto e tão longe de ti. Tão fundo e tão ausente. Tantas esperanças, tantos projectos, tantos planos. Tantos enganos. Tantos anos, Tantos danos.
Fecho os olhos e sonho. Tu caminhas comigo, de mão dada, num campo onde não há mais ninguém, e procuramos musgo e pinhas.
Há uma gruta num pequeno bosque de que eu finjo não conseguir encontrar a entrada sem ti. É o nosso segredo e lá estamos protegidos do mundo e dos seus males e perigos. Entro por aí contigo. Adormeço e para sempre viverei contigo nesta gruta. E és tu então que me proteges.
( A todos os pais que não se demitiram de o ser e que gostariam de acordar todas as manhãs com os seus filhos e vê-lo adormecer todas as noites e não podem. A todos os machos-homens, vagueando por casas vazias sem ninguém a quem guardar, sem ninguém a queproteger, sem função útil, nestes tempos em que não há tempo a perder. E escrito em mais um Dia Internacional da Mulher, com o seu coro de lamentações e homenagens à mulher e «à sua tripla função de mãe-trabalhadora-dona-de-casa», face à cada vez mais evidente inutilidade social dos homens)."
Miguel Sousa Tavares
Gosto de espreitar o teu sono de criança, à noite, quando dormes alheio a tudo, e eu fico a ouvir a tua respiração a alisar os teus cabelos. Às vezes, chego a pensar que é um desperdício ir dormir, em lugar de ficar a ver-te dormir, porque o tempo voa e em breve já não será criança. Nestas noites, como diz a lei, tenho-te à minha «guarda», o que é prazer insubstituível e a que alguns chamam direitos e outros deveres.
Gosto de acordar de manhã, quando, ainda antes do despertador tocar, oiço o som do Canal Panda na sala, e fico a saber que tu já acordaste e que segues à risca o ritual estabelecido, e a que a seguir irás fazer o teu pequeno almoço e vestires-te para a escola. Mas, apesar disso, gosto de te recomendar que faças tudo isso e não te esqueças de lavar os dentes, sabendo que não te esqueces mas também gostas de ouvir-me dizer-to, porque essa é a forma de saberes que te «guardo».
Saímos de casa deixando para trás o desalinho do teu quarto, a desarrumação vivida das tuas coisas, esses sinais indesmentíveis da tua presença, sem os quais a casa não faz sentido e o silêncio pesa como dor escondida. És sempre tu quem carrega no botão do elevador, quem acende as luzes da garagem, numa atenção emergente para a rotina das coisas, que é forma como vais entrando na manhã. E segues num silêncio atento no banco de trás do carro, que interrompes às vezes com alguma pergunta que te ocorre de repente. Vais chegado para a frente, uma mão pousada nas costas do meu banco, como se quisesses prolongar os últimos instantes de proximidade física. Infelizmente, é tão curto o trajecto, que chego a desejar uma camioneta a descarregar na rua que nos atrase uns minutos antes que a manhã nos separe. E embora eu saiba que não há carros à vista quando tu atravessas a rua para a porta da escola, vou contigo de mão dada, para que sintas ou para que eu finja para comigo que continuo a guardar-te até que a porta nos separe e outros fiquem contigo.
Porque há sempre uma porta que se fecha e que nos separa, ao contrário da casa, onde a porta do teu quarto e a do meu estão sempre abertas. Há sempre esta porta que se fecha sobre ti, outros que te falam e te escutam, enquanto eu caminho na tua ausência e na lembrança da tua voz, outros que sabem de ti o que eu ignoro, outros que por vezes se cansam de ti enquanto eu só te espero, outros que te vêem e te tocam enquanto eu olho as tuas fotos espelhadas pela minha vida. Tão perto e tão longe de ti. Tão fundo e tão ausente. Tantas esperanças, tantos projectos, tantos planos. Tantos enganos. Tantos anos, Tantos danos.
Fecho os olhos e sonho. Tu caminhas comigo, de mão dada, num campo onde não há mais ninguém, e procuramos musgo e pinhas.
Há uma gruta num pequeno bosque de que eu finjo não conseguir encontrar a entrada sem ti. É o nosso segredo e lá estamos protegidos do mundo e dos seus males e perigos. Entro por aí contigo. Adormeço e para sempre viverei contigo nesta gruta. E és tu então que me proteges.
( A todos os pais que não se demitiram de o ser e que gostariam de acordar todas as manhãs com os seus filhos e vê-lo adormecer todas as noites e não podem. A todos os machos-homens, vagueando por casas vazias sem ninguém a quem guardar, sem ninguém a queproteger, sem função útil, nestes tempos em que não há tempo a perder. E escrito em mais um Dia Internacional da Mulher, com o seu coro de lamentações e homenagens à mulher e «à sua tripla função de mãe-trabalhadora-dona-de-casa», face à cada vez mais evidente inutilidade social dos homens)."
Miguel Sousa Tavares
terça-feira, junho 02, 2009
REMAX
A Equipa de Intervenção Precoce quer agradecer à REMAX de Reguengos de Monsaraz por ter recolhido junto da população brinquedos, livros, roupas e jogos para oferecer aos nossos meninos.
Em nome das nossas famílias: Muito obrigada.
E ficou a promessa de entregarem mais brinquedos...Upi!
Intervenção Precoce: Um sorriso no Alentejo

A Equipa de Intervenção Precoce de Reguengos de Monsaraz e Núcleo de Mourão, no dia 23 de Junho, pelas 9.30 irá realizar um encontro no Auditório Municipal de Reguengos de Monsaraz
9.30h— Recepção
10.00h—Sessão de Abertura
Manuel Galante — Provedor da S.C.M.R.M.
Vítor Martelo — Presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz
Dr.ª Cristina Miranda — Coordenadora Regional da Intervenção Precoce do Alentejo — Administração Regional do Alentejo
Dr. José Verdasca — Direcção Regional de Educação do Alentejo.
Dr. João Canha — Centro Distrital da Segurança Social de Évora
Dr. Fernando Quintas — Mesário da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz
10.30h– Intervenção Precoce no Alentejo
Dr.ª Cristina Miranda — Pediatra - Coordenadora Regional da Intervenção Precoce do Alentejo
11.00h– Pausa para Café
11.15h— Dinâmicas Familiares
Dr.ª Alice Cabral — Técnica de Serviço Social — Centro Distrital da Segurança Social de Évora
11.45h—Apresentação de Caso: O que eu era e o que eu sou...
Dr.ª Cláudia Rocha – Assistente Social / Dr.ª Irini Berketi — Fisioterapeuta / Ana
Paula Rola — Educadora de Infância
Equipa de Intervenção Precoce de Reguengos de Monsaraz — Núcleo de Mourão
12.15h — Espaço para Reflexão
12.30h — Almoço
14.00h— Estudo realizado sobre a Avaliação da Satisfação das famílias apoiadas pelo PIPREM
Dr.ª Carla Duarte — Socióloga
Universidade de Évora
14.30h— Desenvolvimento da Linguagem: Sinais de Alarme
Dr.ª Ana Raquel Brito — Terapeuta da Fala
Equipa de Intervenção Precoce de Reguengos de Monsaraz
15.30h— Slide Show
15.45h— Debate
16.00h— Sessão de Encerramento Conclusivo
Dr.ª Inês Filipe — Direcção Regional de Educação do Alentejo
As inscrições deverão ser enviadas até dia 15 de Junho para a Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz — Equipa de Intervenção Precoce de Reguengos de Monsaraz.
Rua Dr. António José de Almeida, 14 Ap. 61
Reguengos de Monsaraz
A Inscrição poderá também ser realizada através do e-mail da equipa — piprem@gmail.com
Telefone: 266 509 150 969 176 090
segunda-feira, junho 01, 2009
Dia Mundial da Criança

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Dia Mundial da Criança não é só uma festa onde as crianças ganham presentes.
É um dia em que se pensa nas centenas de crianças que continuam a sofrer de maus tratos, doenças, fome e discriminações (discriminação significa ser-se posto de lado por ser diferente).
Sabias que o primeiro Dia Mundial da Criança foi em 1950?
Tudo começou logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945.Muitos países da Europa, do Médio Oriente e a China entraram em crise, ou seja, não tinham boas condições de vida.
As crianças desses países viviam muito mal porque não havia comida e os pais estavam mais preocupados em voltar à sua vida normal do que com a educação dos filhos. Alguns nem pais tinham!
Como não tinham dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes durante muitas horas e a fazer coisas muito duras.
Sabias que mais de metade das crianças da Europa não sabia ler nem escrever? E também viviam em péssimas condições para a sua saúde.
Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver o problema. Foi assim que nasceu a UNICEF.
Mesmo assim, era difícil trabalhar para as crianças, uma vez que nem todos os países do mundo estavam interessados nos direitos da criança.
Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo.
Este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano!
Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a:- afecto, amor e compreensão;- alimentação adequada;- cuidados médicos;- educação gratuita;- protecção contra todas as formas de exploração;- crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.
Sabias que em só nove anos depois, em 1959 é que estes direitos das crianças passaram para o papel?
A 20 de Novembro desse ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança".Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz.
Claro que os Dia Mundial da Criança foi muito importante para os direitos das crianças, mas mesmo assim nem sempre são cumpridos.
Então, quando a "Declaração" fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a "Convenção sobre os Direitos da Criança", que é um documento muito completo (e comprido) com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos (tem 54 artigos!). Estão escritos de uma forma mais simples para tu os perceberes melhor.
Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional!
Aconselhamento Parental
Como educar uma criança?
É importante que os pais tenham noção das diferentes transformações desenvolvimentais por que o filho está a passar, nomeadamente das suas competências e limitações, assim como das tarefas apropriadas a cada fase, para poderem educar o seu filho com tranquilidade mas também com persistência. Esta tarefa constante e diária exige uma combinação de factores pessoais e relacionais que têm de ser suportados por uma estabilidade emocional razoável tanto da figura materna como paterna.
Por vezes, os pais avaliam-se como pouco capazes de transmitir as suas vontades e regras, reforçando a ideia de que os filhos já nasceram com tendência a ser teimosos, irrequietos ou mal comportados e que não há nada a fazer em relação a isso. Outros, relativizam demasiado certos comportamentos, tendo a ideia de que com a idade tudo irá passar e que o problema se resolverá por si só. Também há aqueles que sentem a educação do filho com ansiedade e que pelo contrário valorizam e analisam excessivamente os comportamentos deste e os seus possíveis significados. Educar uma criança exige muita disponibilidade, energia e tolerância às frustrações. No entanto, não nos podemos esquecer que os próprios pais, durante esse longo período de educação, estão igualmente a passar por transformações e também têm de responder a desafios pessoais, profissionais, financeiros, de relação com o cônjuge, entre outros.
A gestão de todos estes processos pode levar à necessidade de procura de aconselhamento de profissionais habilitados a orientar e esclarecer os pais, quanto a possíveis dúvidas ou mesmo dificuldades quanto a diversas questões que surjam na dinâmica familiar e nos comportamentos dos filhos. Este aconselhamento pode ser feito somente com os pais ou, dependendo da problemática, também com sessões individuais com os filhos. Pode não ser necessária uma intervenção terapêutica com os filhos, mas a intervenção com os pais é sempre indispensável, pois são estes que vão ter um papel fundamental na alteração ou adaptação de rotinas e estratégias na educação parental.
Todos os pais passam pela experiência de, em determinadas alturas, não saberem qual a melhor forma de agir com os filhos e com os múltiplos desafios e exigências que isso implica. Mesmo após um primeiro filho, cada novo elemento na família traz mudanças fundamentais ao seio familiar que podem ser vividas com maior ou menor dificuldade. Independentemente dos obstáculos, a verdade é que os filhos não trazem na altura do nascimento um "manual de instruções" que nos permita definir previamente a melhor forma de lidarmos com eles. É uma constante adaptação que tem de ser encarada como uma contínua aprendizagem de todos os intervenientes da família. Cada filho acaba por formar a sua própria individualidade, sendo que isso transcende largamente comportamentos à semelhança dos seus pais e que vão ao encontro das suas expectativas. Uma maior flexibilidade a este respeito permite que se encontre um equilíbrio entre as suas próprias "teorias educacionais" e os objectivos, capacidades e sentimentos da criança.
É importante que os pais tenham noção das diferentes transformações desenvolvimentais por que o filho está a passar, nomeadamente das suas competências e limitações, assim como das tarefas apropriadas a cada fase, para poderem educar o seu filho com tranquilidade mas também com persistência. Esta tarefa constante e diária exige uma combinação de factores pessoais e relacionais que têm de ser suportados por uma estabilidade emocional razoável tanto da figura materna como paterna.
Por vezes, os pais avaliam-se como pouco capazes de transmitir as suas vontades e regras, reforçando a ideia de que os filhos já nasceram com tendência a ser teimosos, irrequietos ou mal comportados e que não há nada a fazer em relação a isso. Outros, relativizam demasiado certos comportamentos, tendo a ideia de que com a idade tudo irá passar e que o problema se resolverá por si só. Também há aqueles que sentem a educação do filho com ansiedade e que pelo contrário valorizam e analisam excessivamente os comportamentos deste e os seus possíveis significados. Educar uma criança exige muita disponibilidade, energia e tolerância às frustrações. No entanto, não nos podemos esquecer que os próprios pais, durante esse longo período de educação, estão igualmente a passar por transformações e também têm de responder a desafios pessoais, profissionais, financeiros, de relação com o cônjuge, entre outros.
A gestão de todos estes processos pode levar à necessidade de procura de aconselhamento de profissionais habilitados a orientar e esclarecer os pais, quanto a possíveis dúvidas ou mesmo dificuldades quanto a diversas questões que surjam na dinâmica familiar e nos comportamentos dos filhos. Este aconselhamento pode ser feito somente com os pais ou, dependendo da problemática, também com sessões individuais com os filhos. Pode não ser necessária uma intervenção terapêutica com os filhos, mas a intervenção com os pais é sempre indispensável, pois são estes que vão ter um papel fundamental na alteração ou adaptação de rotinas e estratégias na educação parental.
Ana Rita Diaspsi.ritadias@gmail.com2009
quinta-feira, abril 16, 2009
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Seminário “Eu, Criança: O que Sou e o que Serei!”
EIPRed - Equipa de Intervenção Precoce de Redondo
Apartado 121 7170 - 909 REDONDO
Tel: 266 909 764
Fax: 266 999 756
Correio electrónico: ip.redondo@gmail.com
Centro Cultural de Redondo
Seminário “Eu, Criança: O que Sou e o que Serei!”
Dia 25 de Março
09,00 - Recepção
09,30 - Sessão de Abertura
- Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Redondo
- Vereador José Portel da Câmara Municipal de
Redondo
- Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento
Vertical de Redondo
- Director do Centro de Saúde de Redondo (a confirmar)
- Director do Centro Distrital de Segurança Social de
Évora (a confirmar)
10,00 - Ser Criança: Ontem e Hoje!
Orador: Dra. Ana Branco - Técnica de Serviço Social
do Gabinete de Apoio à Família da Santa Casa da
Misericórdia de Redondo
10,45 - Pausa para café
11,00 - A Criança e o Seu Mundo
Orador: Dra. Ana Margarida Albano - Psicóloga da
Associação de Paralisia Cerebral de Évora
12,00 - Debate
14,00 - Noções Gerais do Desenvolvimento do Nascimento
aos 6 Anos
Orador: Dra. Cristina Miranda - Pediatra e Coordenadora
Distrital da Intervenção Precoce Alentejo
15,15 - O Papel da Família no Desenvolvimento das
suas Crianças
Orador: Dr. Rui Paixão - Psicólogo da Câmara Municipal
de Reguengos de Monsaraz
16,15 - A Consulta de Saúde Infantil
Orador: Enf.ª Fernanda Louro - Centro de Saúde
de Redondo
17,00 - Debate
17,30 - Sessão de Encerramento
- Dra. Ana Apolónio - Acessora Técnica da Equipa
Distrital de Intervenção Precoce do Alentejo
Moderadora: Maria Manuela Azaruja - Educadora de
Infância e Vice-Presidente do Conselho Executivo
do Agrupamento Vertical de Redondo
Apartado 121 7170 - 909 REDONDO
Tel: 266 909 764
Fax: 266 999 756
Correio electrónico: ip.redondo@gmail.com
Centro Cultural de Redondo
Seminário “Eu, Criança: O que Sou e o que Serei!”
Dia 25 de Março
09,00 - Recepção
09,30 - Sessão de Abertura
- Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Redondo
- Vereador José Portel da Câmara Municipal de
Redondo
- Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento
Vertical de Redondo
- Director do Centro de Saúde de Redondo (a confirmar)
- Director do Centro Distrital de Segurança Social de
Évora (a confirmar)
10,00 - Ser Criança: Ontem e Hoje!
Orador: Dra. Ana Branco - Técnica de Serviço Social
do Gabinete de Apoio à Família da Santa Casa da
Misericórdia de Redondo
10,45 - Pausa para café
11,00 - A Criança e o Seu Mundo
Orador: Dra. Ana Margarida Albano - Psicóloga da
Associação de Paralisia Cerebral de Évora
12,00 - Debate
14,00 - Noções Gerais do Desenvolvimento do Nascimento
aos 6 Anos
Orador: Dra. Cristina Miranda - Pediatra e Coordenadora
Distrital da Intervenção Precoce Alentejo
15,15 - O Papel da Família no Desenvolvimento das
suas Crianças
Orador: Dr. Rui Paixão - Psicólogo da Câmara Municipal
de Reguengos de Monsaraz
16,15 - A Consulta de Saúde Infantil
Orador: Enf.ª Fernanda Louro - Centro de Saúde
de Redondo
17,00 - Debate
17,30 - Sessão de Encerramento
- Dra. Ana Apolónio - Acessora Técnica da Equipa
Distrital de Intervenção Precoce do Alentejo
Moderadora: Maria Manuela Azaruja - Educadora de
Infância e Vice-Presidente do Conselho Executivo
do Agrupamento Vertical de Redondo
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
"O Banco BIPP é um seguro de Vida!" de Laurinda Alves
Em tempos de crise e à margem de todas as teorias da macro-economia e da ciência política, vão-se criando bancos que funcionam e cujo sucesso se mede pela quantidade de pessoas e projectos que apoiam e não pelos lucros financeiros que geram. É o caso do novo Banco BIPP, o Banco de Informação de Pais para Pais.
Trata-se de mais uma IPSS - Instituição Particular de Solidariedade Social – criada por pais de filhos com necessidades especiais. Os pais com filhos diferentes sofrem na pele a realidade da exclusão, a falta de recursos, a ausência de respostas e o deficit de informação em matéria de acolhimento e acompanhamento de crianças e jovens portadores de deficiência.
“Nunca estamos preparados para receber um filho com necessidades especiais.”, diz a mãe de uma criança diferente que vive diariamente o drama da integração. Esta e outras mães e pais sabem muito bem que a nossa sociedade está muito aquém de ser uma sociedade inclusiva, tolerante e aberta à diferença. É pena que assim seja mas é a mais pura e dura das verdades.
Conscientes dos dilemas morais, emocionais e logísticos desta legião de famílias diariamente confrontadas com barreiras de todas as naturezas, e obstáculos de todos os tamanhos e feitios, um grupo de pais liderado por Joana Santiago decidiu criar o BIPP. Aliás a ideia, o investimento e quase todo o esforço de levantamento da realidade-real para criar este banco partiu dela e foi contagiando os outros.
Joana Santiago é mãe de três filhos, um deles com multideficiência e sem diagnóstico definido, coisa que revela uma dificuldade ainda maior em lidar com as suas necessidades específicas.
Conheci a Joana Santiago numa tertúlia sobre a integração de deficientes organizada pelo MEP na sua recém-inaugurada sede nacional, onde estive na tripla condição de moderadora, participante e ‘nova política’ que defende estas e outras causas que envolvem os mais desprotegidos, os mais vulneráveis e os mais frágeis da sociedade.
A Joana apresentou este projecto perante uma plateia a transbordar de pessoas interessadas e qualificadas nesta matéria e todos ficámos a saber que estamos em vésperas de assistir à abertura de duas Lojas do Cidadão vocacionadas para dar respostas às famílias e profissionais que lidam com todos os tipos de deficiência.
“A recolha de toda esta informação foi uma missão quase impossível porque o Estado não cruza informação”. Joana Santiago contou como tudo começou e os anos que passou a pesquisar dados e a sistematizar informação útil para pôr em funcionamento um portal online e abrir as duas Lojas do Cidadão.
A partir de agora qualquer pessoa que tenha dúvidas concretas quanto ao apoio material, financeiro, psicológico, educativo, vocacional, profissional ou outros pode dirigir-se a uma destas Lojas do Cidadão (uma em Cascais e outra em Lisboa, nas instalações do ACP) ou aceder ao portal do BIPP (www.bipp.pt) ou, ainda, enviar um mail para bancobipp@gmail.com e fazer todas as perguntas na certeza de que terá sempre respostas.
http://cronicasdecampanha.blogs.sapo.pt
Trata-se de mais uma IPSS - Instituição Particular de Solidariedade Social – criada por pais de filhos com necessidades especiais. Os pais com filhos diferentes sofrem na pele a realidade da exclusão, a falta de recursos, a ausência de respostas e o deficit de informação em matéria de acolhimento e acompanhamento de crianças e jovens portadores de deficiência.
“Nunca estamos preparados para receber um filho com necessidades especiais.”, diz a mãe de uma criança diferente que vive diariamente o drama da integração. Esta e outras mães e pais sabem muito bem que a nossa sociedade está muito aquém de ser uma sociedade inclusiva, tolerante e aberta à diferença. É pena que assim seja mas é a mais pura e dura das verdades.
Conscientes dos dilemas morais, emocionais e logísticos desta legião de famílias diariamente confrontadas com barreiras de todas as naturezas, e obstáculos de todos os tamanhos e feitios, um grupo de pais liderado por Joana Santiago decidiu criar o BIPP. Aliás a ideia, o investimento e quase todo o esforço de levantamento da realidade-real para criar este banco partiu dela e foi contagiando os outros.
Joana Santiago é mãe de três filhos, um deles com multideficiência e sem diagnóstico definido, coisa que revela uma dificuldade ainda maior em lidar com as suas necessidades específicas.
Conheci a Joana Santiago numa tertúlia sobre a integração de deficientes organizada pelo MEP na sua recém-inaugurada sede nacional, onde estive na tripla condição de moderadora, participante e ‘nova política’ que defende estas e outras causas que envolvem os mais desprotegidos, os mais vulneráveis e os mais frágeis da sociedade.
A Joana apresentou este projecto perante uma plateia a transbordar de pessoas interessadas e qualificadas nesta matéria e todos ficámos a saber que estamos em vésperas de assistir à abertura de duas Lojas do Cidadão vocacionadas para dar respostas às famílias e profissionais que lidam com todos os tipos de deficiência.
“A recolha de toda esta informação foi uma missão quase impossível porque o Estado não cruza informação”. Joana Santiago contou como tudo começou e os anos que passou a pesquisar dados e a sistematizar informação útil para pôr em funcionamento um portal online e abrir as duas Lojas do Cidadão.
A partir de agora qualquer pessoa que tenha dúvidas concretas quanto ao apoio material, financeiro, psicológico, educativo, vocacional, profissional ou outros pode dirigir-se a uma destas Lojas do Cidadão (uma em Cascais e outra em Lisboa, nas instalações do ACP) ou aceder ao portal do BIPP (www.bipp.pt) ou, ainda, enviar um mail para bancobipp@gmail.com e fazer todas as perguntas na certeza de que terá sempre respostas.
http://cronicasdecampanha.blogs.sapo.pt
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
Duas luas
O senhor Túlio foi ao Brasil de avião. Ele que nunca tinha saído lá da sua aldeia, aventurar-se a uma viagem tamanha era de espantar. Mas o senhor Túlio tinha uma filha no Rio de Janeiro, filha essa que lhe dera uma neta, neta essa que ia a baptizar, baptizado esse a que o senhor Túlio nem por nada podia faltar.Na grande cidade do Rio de Janeiro, tudo o espantou: o tamanho dos prédios, a largueza das avenidas, a extensão das praias, a bicheza de gente.— É tudo maior do que na minha terra — dizia ele, constantemente. — Até a Lua daqui é mais grada do que a nossa.A filha indignava-se:— Ó pai, não ande sempre de boca aberta que parece mal e, por favor, não diga que esta Lua é maior do que a lá da aldeia, porque a Lua é só uma.O senhor Túlio engolia e calava-se, mas, à cautela, pôs-se a medir aos palmos, de longe, a Lua Cheia sobre o Pão de Açúcar. “Um palmo bem medido”, memorizou ele.Quando, com muita pena, teve de voltar para Portugal e regressou à aldeia, não se esqueceu do que matutara. Numa noite de Lua bem redonda, estendeu a palma da mão para o céu e mediu:— Um palmo e nem mais um niquito.Ficou-se a pensar e concluiu:— Ai que tu engordaste, magana, enquanto eu andei lá por fora!
António Torradowww.historiadodia.pt
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Ajude o seu bebé a dormir bem
Quando um bebé nasce, os pais passam semanas sem conseguir ter uma boa noite de sono. É um período complicado. Passar noites seguidas sem dormir é algo comum e que afecta todos os casais.
Um bebé recém-nascido dorme, normalmente mais de 16 horas por dia. No entanto, este sono é interrompido de duas em duas horas. Com o desenvolvimento do sistema nervoso, o sono torna-se mais consistente e o bebé consegue dormir mais tempo entre as “refeições”.
Quando o bebé atinge os três meses de idade já deverá dormir cerca de cinco horas seguidas à noite. Aos seis meses, esse período aumenta para as 12 horas.Estes são alguns dos conselhos que lhe podemos dar para que o seu bebé se torne um bom “dorminhoco”:
- Os dias devem ser bastante activos: sempre que o bebé estiver acordado, mantenha-o ocupado a falar, a cantar ou a brincar. Este tipo de estímulos durante o dia poderá ajudá-lo a dormir melhor.
- Controle as sestas: não deverá deixá-lo dormir durante largos períodos de tempo de forma a evitar que ele se mantenha acordado durante a noite.
- Estabeleça uma rotina perto da hora de dormir. Por exemplo, se lhe der banho ou lhe contar uma estória antes de o deitar, ele irá rapidamente associar essas actividades ao sono.- Deite o seu bebé no berço quando este tiver sono mas ainda estiver acordado. Esta técnica ajuda-lo-à a associar a cama com o processo de adormecer. - Dê-lhe tempo para se acalmar: se ele “protestar” quando o deitar, deixe-o encontrar uma posição confortável para adormecer. Se o choro não para dentro de alguns minutos, experimente falar calmamente com o bebé de forma a que ele sinta a sua presença.
- Não se preocupe se ouvir ruídos durante a noite. Alguns bebés são mais barulhentos que outros. A não ser que suspeite que ele possa estar com fome ou a precisar de mudar a fralda, deve esperar alguns minutos para ir ver se está tudo bem. Na maioria dos casos, não há sinal para alarme.
- Durante a noite mantenha a luz numa intensidade reduzida. Fale e mexa-se devagar. Isto vai ensinar o bebé que é hora de dormir e não de brincar.
Alguns bebés dormem toda a noite no primeiro dia que chegam a casa mas nem todos são assim. Deve respeitar as “preferências” do seu filho. Tente perceber o horário e a forma como ele tenta comunicar. Mais tarde ou mais cedo, ele vai acabar por dormir durante toda a noite. Se por volta dos seis meses de idade ele ainda tiver dificuldades, peça alguns conselhos ao pediatra.
Lembre-se que não está em causa se está a fazer um bom trabalho enquanto pai – O objectivo é conseguir que todos lá em casa durmam bem, miúdos e graúdos.
As primeiras palavras do bebé

As crianças apercebem-se desde muito cedo que cada acção sua provoca uma reacção nos adultos. O que se torna uma chamada de atenção quando o bebé o associa à satisfação das suas necessidades.
Existe um entendimento entre a mãe e o filho através de sons e gestos. Mas é quando surge a primeira palavra que os «monólogos» da mãe dão os seus frutos e este é um momento marcante na vida familiar.
A repetição é muito importante na aprendizagem. Primeiro com os sons, depois com sílabas até chegar à palavra. Neste processo a ajuda e apoio dos pais é fundamental, bem como a sua paciência pois levará o seu tempo. Desde a descoberta do choro, soluço e arroto, o bebé inicia aqui um passo na comunicação com a mãe, mas não se pode falar ainda em linguagem.
Como generalização, pode dizer-se que é aos seis meses que os bebés começam a usar sons com consoantes (ba,ta,pa, ma). Neurologicamente ainda pouco desenvolvidos, é cedo para sons mais complexos e articulados.
A partir dos seis e sensivelmente até aos oito meses, o bebé começa a aprender a fazer aqueles sons que até então saíam aleatoriamente. O processo é registado associado ao gesto motor necessário para emitir o som. Nesta fase, o aumento da interacção entre pais e filho é fulcral, uma vez que os jogos comunicacionais vão pemitir ao bebé um grande avanço para a linguagem. A atenção despertada pelo balbuciar do bebé leva-o a imitar os adultos e com o tempo, a empregar uma entoação própria.
A fase linguística do desenvolvimento do bebé inicia-se quando ele emprega um som intencionalmente numa «conversa». Pelos três anos e meio, a criança ja pronuncia todas as palavras e está apta a repetir todos os fonemas. Mais uma vez, a idade de três anos e meio é meramente indicativa. Cada criança leva o seu tempo a desenvolver as capacidades linguisticas. A ansiedade dos pais pode, nesta fase, atrasar a aprendizagem, ao pressionar em demasia o bebé retirando do jogo da comunicação a sua parte lúdica e divertida.
Falar com o bebé, estimulá-lo visualmente e dar-lhe a entender que quer conversar com ele, são coisas fundamentais que, a par de deixá-lo ouvir rádio, incentivar brincadeiras com objectos que produzam sons e ensiná-lo a fazer diferentes sons com a boca, fazem toda a diferença no seu desenvolvimento.
Incentivar a estimulação sensorial e disponibilizar a maior quantidade possível de informação, são condições essenciais à evolução das capacidades linguísticas do bebé. Independentemente do tempo que o bebé demora a aprender a falar, importante é ter atenção à reacção da criança a estímulos externos. Nem sempre a demora na aprendizagem significa que existe algum problema. No entanto, se aos dez meses sensivelmente, o bebé não tiver ainda emitido qualquer som deverá procurar acompanhamento médico, na possibilidade de existir complicações auditivas ou mesmo neurológica.
Os primeiros passos do seu bebé
Existe alguma coisa que possa fazer para encorajar o meu bebé a começar a andar ou está tudo geralmente pré-determinado?
Os primeiros passos do bébé são um importante marco no seu desenvolvimento, cujos pais jamais esquecem. Mas esta altura pode causar ansiedade, sobretudo a pais com familiares e amigos com crianças que começaram a andar cedo. No que diz respeito a andar, os bebés têm o seu ritmo próprio e quando finalmente dão o seu primeiro passo, este não é reflexo da sua inteligência, tamanho, ou das capacidades parentais da mãe ou do pai.
Ruth McCamus, antiga Supervisora Clínica da Família do Hospital de Toronto para Crianças Doentes, assegura que no que concerne a andar, cada bebé é único. “Em média, uma criança começa a andar entre os 12 e os 14 meses, mas é provável existirem diferenças significativas. Algumas crianças começam a andar muito mais cedo e outras chegam a andar apenas aos 21 meses”.
Enquanto que não podemos apressar um bebé a dar os primeiros passos, existem coisas que podem retardá-lo. Segundo Ruth McCamus, “quando um bebé gatinha muito bem, ou se movimenta de forma eficiente no andarilho, ele pode gostar dessa forma de mobilidade e ter dificuldade em largá-la”. McCamus acrescenta que existe pouco que os pais podem fazer para que os seus filhos comecem a andar excepto “proporcionar um ambiente encorajador repleto de reforços a cada progresso. E o próprio bebé ficará deliciado com os seus feitos”.
O pediatra Dr. Marvin Ghans, concorda que para além do encorajamento, não existe nada que os pais possam fazer para acelerar o processo de caminhar dos bebés. “As crianças dão o primeiro passo quando se sentem prontas”, e acrescenta Ghans que “é bom levá-los pela mão e caminhar com eles e ajudá-los a suportarem-se, mas eles não precisam de lições”. Ele sublinha ainda que se deve evitar o uso de andarilhos. “Os andarilhos são causa de muitas lesões sérias em crianças, sobretudo envolvendo escadas”.
A maioria das crianças já caminham quando chegam aos 18 meses, no entanto se o seu bebé ainda não o faz com esta idade, é aconselhável consultar o seu pediatra.
Os primeiros passos do bébé são um importante marco no seu desenvolvimento, cujos pais jamais esquecem. Mas esta altura pode causar ansiedade, sobretudo a pais com familiares e amigos com crianças que começaram a andar cedo. No que diz respeito a andar, os bebés têm o seu ritmo próprio e quando finalmente dão o seu primeiro passo, este não é reflexo da sua inteligência, tamanho, ou das capacidades parentais da mãe ou do pai.
Ruth McCamus, antiga Supervisora Clínica da Família do Hospital de Toronto para Crianças Doentes, assegura que no que concerne a andar, cada bebé é único. “Em média, uma criança começa a andar entre os 12 e os 14 meses, mas é provável existirem diferenças significativas. Algumas crianças começam a andar muito mais cedo e outras chegam a andar apenas aos 21 meses”.
Enquanto que não podemos apressar um bebé a dar os primeiros passos, existem coisas que podem retardá-lo. Segundo Ruth McCamus, “quando um bebé gatinha muito bem, ou se movimenta de forma eficiente no andarilho, ele pode gostar dessa forma de mobilidade e ter dificuldade em largá-la”. McCamus acrescenta que existe pouco que os pais podem fazer para que os seus filhos comecem a andar excepto “proporcionar um ambiente encorajador repleto de reforços a cada progresso. E o próprio bebé ficará deliciado com os seus feitos”.
O pediatra Dr. Marvin Ghans, concorda que para além do encorajamento, não existe nada que os pais possam fazer para acelerar o processo de caminhar dos bebés. “As crianças dão o primeiro passo quando se sentem prontas”, e acrescenta Ghans que “é bom levá-los pela mão e caminhar com eles e ajudá-los a suportarem-se, mas eles não precisam de lições”. Ele sublinha ainda que se deve evitar o uso de andarilhos. “Os andarilhos são causa de muitas lesões sérias em crianças, sobretudo envolvendo escadas”.
A maioria das crianças já caminham quando chegam aos 18 meses, no entanto se o seu bebé ainda não o faz com esta idade, é aconselhável consultar o seu pediatra.
In “www.TheParentReport.com”
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Porque dizem palavrões?
Asneiras, parvoíces, disparates, tolices...Deixam-nos envergonhados em qualquer lado.
Quando o seu filho diz, de repente, um palavrão, você fica atónito. A juntar à vergonha, interroga-se “mas onde é que ele aprendeu esta palavra?”. “Porque será que ele usou esta expressão?”. “Será que está a ser mal-educado?”
As crianças...As crianças são autênticos “radares”. Captam não só todos os nossos sentimentos, mas também tudo o que dizemos, por mais distraídas que pareçam. Inclusive alguns pais referem que, “ele estava a brincar, tão absorto, com os carrinhos, que pensei que não estivesse a ouvir”.Mas, estava e “apanhou” exactamente aquilo que não queriam que ouvisse. Porque será?
Na realidade, embora o seu filho possa estar completamente absorto a brincar, normalmente presta atenção ao que você diz e se for um palavrão, acompanhado de toda a carga emotiva que o reforça, mais facilmente o decora.As crianças prestam atenção a todos os tons enfáticos, já que é desta forma que conseguem perceber o estado de espírito dos seus familiares. É assim que o seu filho percebe se você gostou ou não de uma acção que ele realizou: uma asneira é seguida de um tom mais ríspido, enquanto que uma boa acção de um tom mais “doce”.Novo vocabulárioA partir dos três/quatro anos, e devido ao seu desenvolvimento mental, a criança começa a perceber que, cada palavra pode ter um diferente significado, consoante o momento e a forma como é dita. E quem lhe ensina isso? Você! Senão vejamos: ao mudar-lhe a fralda, acompanha a palavra “cocó” com expressões de desagrado.Então, ele começa a perceber que as palavras podem ter uma outra forma de ser entendidas. O mesmo se passa se ele fez alguma coisa bem: você faz-lhe um elogio e mostra um “grande” sorriso, revelador de toda a sua felicidade.Entretanto, a linguagem sofre uma grande alteração, sendo que a criança começa a adquirir novas palavras e a sua capacidade mental começa a estabelecer novos sentidos para cada vocábulo que você utiliza quando lhe fala. Quando isso não acontece, e mesmo que não saiba qual o significado da palavra, você demonstra-lhe “pelas suas expressões ” que esta ou aquela palavra “não é boa”.Chamar a atenção.
As crianças utilizam as palavras que consideram causarem mais perturbação (experimentando) e as que mais ouvem, por exemplo, na escolinha. As principais razões podem ser:
- Demonstrar o seu estado de espírito (se está zangado, aborrecido, etc.)
- Imitar os pais em determinada situação
- Observar a reacção das pessoas que estão à sua volta~
- Demonstrar a sua própria independência em relação aos demais
- Chamar a atenção (especialmente dos pais).
Como agir?A forma como reagir a cada uma destas asneiras, irá condicionar a forma e as vezes que ele a repetirá. Assim, a sua reacção deverá ter em conta a palavra “em si” (o seu grau de gravidade) e as vezes que a repete (uma vez, duas, quatro...).Muito embora as crianças sejam todas diferentes, tal como os “palavrões” que empregam, existem alguns conselhos que pode seguir:
- Se a palavra é inofensiva, o melhor será ignorá-la e, principalmente, não se rir, não contar a situação a outras pessoas na presença da criança e não se mostrar afectada pelo vocábulo empregado. Se o fizer a criança irá assumir que conseguiu o efeito que queria.
- Se a palavra for ofensiva, deve chamar a criança à atenção, de modo a que entenda que ninguém vai reagir e que apenas dirão que ele não está a ser um menino bonito. Lembre-se que o seu filho está a testar a eficácia do termo, pelo que se lhe bater ou se se mostrar demasiado chocada, pode estar a ter uma atitude contrária ao seu objectivo.
Algumas soluções...A melhor forma de lidar com uma criança consiste em oferecer-lhe alternativas que lhe permitam expressar, de outra forma, a sua irritação, aborrecimento ou mesmo a sua raiva. Experimente fazer com ele um jogo de palavras: a cada asneira que ele disser, proponha-lhe utilizar outras palavras, que consigam exprimir o que está a sentir naquele momento.Recorde que, embora existam palavras que consideremos “asneiras”, muitas vezes são tão suaves que mais vale ignorá-las.A lei da compensaçãoSe você castiga o seu filho, quando ele diz asneiras ou palavrões, não o deixando jogar na sua consola ou proibindo que veja na televisão o seu programa preferido, aproveite para o compensar sempre que ele se comporte bem. Utilize o mesmo esquema e deixe-o ver mais uns minutos do seu programa preferido ou dê-lhe um tempinho suplementar para jogar na consola.Quem dá o exemplo são os pais e, por muito que esteja zangada ou “à beira de um ataque de nervos” – algo que uma criança pode conseguir facilmente – nunca utilize insultos para recriminar a criança. E se o comportamento se mantém, e inclusive a criança tem comportamentos agressivos para com os seus pares, não hesite em consultar um especialista.A melhor forma de educar consiste em demonstra-lhe que embora se tenha portado mal, ele continua a merecer todo o seu amor e carinho e que você jamais lhe faltará.
Estrabismo
Para manter uma visão única, é necessária uma coordenação fina dos movimentos oculares de ambos os olhos. Como tal, a qualquer situação patológica responsável por um desvio do normal e perfeito alinhamento ocular dá-se o nome de estrabismo ou tropia.O estrabismo é, portanto, a perda do paralelismo dos olhos que ocorre quando os músculos do olho que ajudam a olhar numa direcção são afectados.
Os dois olhos não olham para o mesmo sítio, um deles olha para o objecto pretendido, o outro desvia-se numa outra direcção. Este desvio pode resultar num grande defeito estético, ou, pelo contrário, pode resultar num defeito que passa facilmente despercebido. Não obstante, qualquer um deles causará os mesmos problemas de visão ao portador da deficiência.Tipos Estes desvios podem dar-se a vários níveis. Se for horizontalmente e para dentro denomina-se estrabismo convergente ou enotropia; se o desvio for horizontal mas para fora existe estrabismo divergente ou exotropia.
Se houver um desvio vertical, quer para cima, quer para baixo, dá-se o nome de estrabismo vertical.O estrabismo convergente é o tipo mais comum da criança, apesar de se desconhecer a sua causa. Mas uma das hipóteses mais plausíveis poderá ser a hipermetropia. O estrabismo divergente tende a ocorrer em crianças mais velhas e é frequentemente intermitente.De acordo com a causa subjacente, o estrabismo também pode ser classificado como paralítico (quando resulta da paralisia dos músculos extra-oculares devido a lesão mecânica ou a lesão dos nervos cranianos que inervam estes músculos - o III, IV e o VI pares cranianos -; ou não paralítico (que se deve a doença hereditária ou a um erro de refracção no olho). Saliente-se que o estrabismo não paralítico (ou concomitante) se inicia geralmente na infância.SintomasEsteja atento(a) caso se aperceba de algum destes sintomas nas crianças:- desvio de um olho, perda do paralelismo dos olhos;- diminuição da acuidade visual de um olho em relação ao outro (olho vago ou ambliopia);- proporções anormais da cabeça, desvios, inclinações e torcicolos;- mau cálculo das distâncias e relevos, perda de visão binocular.A diploplia (visão dupla) ocorre quando o estrabismo tem início na idade adulta. Diante de qualquer dúvida ou apreciação de qualquer destes sintomas, deve consultar-se precocemente o oftalmologista. A precocidade do tratamento é, aliás, uma das melhores formas de evitar consequências mais graves.CausasSão várias as causas desta patologia, algumas já conhecidas.Sabe-se que na origem do estrabismo se encontra uma alteração dos músculos do olho em conjunto com uma má visão. Um olho torce-se porque vê mal e porque vê mal torce-se. Um factor de extrema relevância é o factor hereditário, já que é reconhecida a predisposição hereditária para o estrabismo.A criança que já nasce estrábica tem como causas do seu problema factores como a hereditariedade, o sofrimento fetal, infecções, tumores, traumatismos ou até factores emocionais. Graus diferentes entre os olhos, baixa visão também podem ser outros dos motivos que promovem o estrabismo.Apesar de ser possível a criança até aos seis meses de idade fazer movimentos descoordenados com os olhos, isso não significa automaticamente que sofra de estrabismo. Porém, depois dessa idade, se a criança apresentar sintomas característicos de estrabismo deverá ser levada imediatamente a um oftalmologista.
De referir que quando o estrabismo aparece na idade adulta, poderá indiciar a existência de uma doença grave no cérebro ou no organismo. Entre as causas mais frequentes desta situação encontram-se a hemorragia cerebral, traumatismos, tumores, doenças musculares, problemas de tiróide, pressão alta e paralisia dos músculos dos olhos por causa da diabetes. É importante que o indivíduo que começar a ter visão dupla procure de imediato um oftalmologista para descobrir a causa e aplicar o tratamento adequado.
Tratamento- oftalmologista é o único técnico especializado para avaliar o caso na sua especificidade e indicar qual o melhor processo a seguir. Não obstante, o tratamento pode ser efectuado em três âmbitos:
• óptico – quando se utilizam lentes para corrigir erros de refracção;
• ortóptico – quando o olho saudável é coberto ou obstruído para promover a utilização do olho estrábico;
• cirúrgico – quando se procede à recessão do músculo recto, para auxiliar o alinhamento ocular.Saliente-se que este último tratamento só é utilizado quando o restante tratamento médico não é suficiente e os olhos permanecem desviados. O objectivo é pois fortalecer ou debilitar certos músculos do olho, de forma a obter uma boa visão e evitar que se torçam.
A cirurgia pode incidir sobre vários músculos de um olho ou dos dois olhos, e, por vezes, poderá efectuar-se sem recorrer a anestesia geral, por exemplo, com o uso de "toxinas botulínicas" (toxinas que produzem uma paralisa temporal dos músculos).Para além destas três intervenções é possível ainda realizar exercícios especiais e programas de treino visual para reforçar a visão binocular.PrevençãoPara despiste desta deficiência visual há que proceder à observação e ao acompanhamento precoce de todos os recém-nascidos. Esta necessidade deve-se ao facto de ser nos primeiros meses de vida de uma criança que a função visual e o seu desenvolvimento vão ser determinados.
Este acompanhamento precoce permitirá avaliar as causas associadas ao estrabismo, evitar ou tratar a ambliopia e investigar possíveis patologias oculares associadas (como cataratas, lesões inflamatórias na retina ou lesões tumorais), bem como patologias gerais, principalmente do sistema nervoso central.No caso de estrabismo diagnosticado na infância, a vigilância e o controlo médico devem ser garantidos até à adolescência, ainda que a situação estética seja normal.A própria criança poderá participar activamente no seu tratamento, apreendendo a ser rigorosa no cumprimento do mesmo, sobretudo durante a primeira época das oclusões oculares.
E quando o pai não está?...

Nem tudo na vida é perfeito. Infelizmente. Principalmente quando o pai, seja por motivo de separação da mãe ou por outros acontecimentos, não convive integralmente com o filho.
A representação da figura paterna é fundamental na formação, no desenvolvimento e construção moral, social, emocional e psicológica da criança. Mas os filhos de pais separados ou de mães "solteiras" não são mais problemáticos do que os filhos de pais casados. Algumas vezes, observamos na sociedade uma tendência em rotulá-los, que deve ser evitada.
"Os filhos necessitam em qualquer condição de apoio, de carinho, proteção, companhia, cuidados e limites. É fundamental o papel da família no desenvolvimento da auto-estima dos filhos, pois é nela que desenvolvemos os laços afetivos, influenciando questões relacionadas ao ajustamento e às mais variadas situações", explica a psicóloga Patrícia Camargo.
A figura paterna faz parte da estrutura emocional para nos tornarmos pessoas sadias e maduras. A criança que é criada sem referencial masculino pode tornar-se aversivo às ordens dadas por representantes femininos. Porém isso não quer dizer que crianças criadas somente pela mãe vão ter algum transtorno emocional.
Saiba que crescer numa família sem o pai, cada vez mais comuns nas sociedades modernas, pode ser bem saudável! Como? O pai é o representante dos limites, é o que vem quebrar a simbiose mãe-bebê. No entanto, "a figura do pai" pode ser representada por outras pessoas, mesmo do sexo feminino. Algumas mães conseguem definir limites com muito sucesso.
"O papel materno é um fator essencial nas situações de ausência do pai no desenvolvimento da criança, pois a influência do comportamento materno pode levar a surgir uma maior ou menor predisposição para os conflitos associados à falta do pai", completa a psicóloga.
Alguns cuidados - Para que a "supermãe" obtenha êxito na função também de pai, cabe a ela toda a responsabilidade pela formação infantil - sem estar se queixando do parceiro, evitando brigas na frente da criança, e não usar a criança para se vingar ou ficar falando mal do pai para a criança.
Mesmo assim, proporcione à criança a presença de uma figura masculina: um avô, um tio ou mesmo um amigo confiável, mesmo que o contato seja esporádico. O importante é que haja muito envolvimento afetivo, atenção, carinho e amor.
Como bem lembra Patrícia Camargo: "as ligações de emoção entre pai e filho são formadas nas relações de afeto e cuidado no dia-a-dia, e não com a parte biológica".
Sempre que possível, o pai ou figura paterna deve estar presente na vida dos filhos, acompanhando e participando de atividades cotidianas, fortalecendo assim uma ligação que, quer queiramos ou não, é para sempre.
O pai ocupa um lugar especial na evolução psicológica dos seus filhos, desde antes do seu nascimento. A mãe dever procurar por alguém que possa representar a figura paterna tão importante na vida da criança.
"Essa presença é muito importante para o bom desenvolvimento da criança. Tanto é que na ausência do pai biológico, cabe a mãe administrar a ausência do pai, de forma a não prejudicar sua imagem, tão importante para a formação do caráter da criança".
Bruno Thadeu
Agressividade na infância: até que ponto é normal?
Fragilidade e insegurança. Esses são os dois principais motivos que ocasionam comportamentos agressivos por parte das crianças, podendo resultar em ferimentos nela própria e em outras pessoas. Situações como o nascimento de um novo bebê na família, separação dos pais ou então a perda de algum parente próximo contribuem para a mudança repentina na maneira de agir do filho.
"As crianças são totalmente emocionais e pouco racionais. Por não saberem lidar com alguns sentimentos, podem expressá-las por meio de atos agressivos", explica a especialista em psicologia clínica para crianças e adolescentes, Keila Gonçalves.
Sabe-se, no entanto, que a agressividade não é um traço de personalidade. Se seu filho está agressivo, certamente ele está sendo influenciado pelo cotidiano familiar e, em menor escala, por fatores externos, como a televisão, amizades, entre outros.
Segundo Keila Gonçalves, os pais devem ficar preocupados quando as atitudes perturbadoras se tornam prolongadas. "Algumas vezes, as crianças apresentam uma agressividade não apenas transitória, mas permanente, ou seja, parecem estar sempre provocando situações de briga. Este é o momento de entrar em ação".
Observar muito bem cada atitude e manter o diálogo são os primeiros passos para descobrir a causa o problema. Muitas vezes, o pequeno da família pode estar vivendo situações de conflito, seja em casa ou na escola, que o faça desempenhar algum tipo de papel, agredindo e deixando-se agredir, como conseqüência desta dinâmica em que pode estar inserido.
O comportamento hostil geralmente se origina por inúmeras razões: dificuldade de relacionamento com outras crianças; algum tipo de abuso ou humilhação por parte dos adultos; pais que evitam dizer “não” quando necessário (podendo transformar em uma criança possessiva) ou excesso de cobrança.
Nesses casos, a criança precisa de ajuda, mais do que de punição. Torna-se urgente assisti-la, por meio de muita observação e diálogo, para que se possa interromper esse ciclo de violência. É recomendada a ajuda de um especialista, que orientará os pais sobre a maneira correta de proceder.
Outra medida importante é a relação de cumplicidade entre a família e a escola. Saber sobre o comportamento do seu filho fora de casa e informar a educadora sobre os problemas percebidos podem ser fundamentais. "Muitas vezes, há uma melhora sensível quando a criança percebe que seus pais enxergaram o problema", revela a psicóloga. Como se percebe, o afeto é o caminho mais tranqüilo e menos doloroso para arrancar a tensão de dentro do seu querido. Basta saber usá-lo.
"As crianças são totalmente emocionais e pouco racionais. Por não saberem lidar com alguns sentimentos, podem expressá-las por meio de atos agressivos", explica a especialista em psicologia clínica para crianças e adolescentes, Keila Gonçalves.
Sabe-se, no entanto, que a agressividade não é um traço de personalidade. Se seu filho está agressivo, certamente ele está sendo influenciado pelo cotidiano familiar e, em menor escala, por fatores externos, como a televisão, amizades, entre outros.
Segundo Keila Gonçalves, os pais devem ficar preocupados quando as atitudes perturbadoras se tornam prolongadas. "Algumas vezes, as crianças apresentam uma agressividade não apenas transitória, mas permanente, ou seja, parecem estar sempre provocando situações de briga. Este é o momento de entrar em ação".
Observar muito bem cada atitude e manter o diálogo são os primeiros passos para descobrir a causa o problema. Muitas vezes, o pequeno da família pode estar vivendo situações de conflito, seja em casa ou na escola, que o faça desempenhar algum tipo de papel, agredindo e deixando-se agredir, como conseqüência desta dinâmica em que pode estar inserido.
O comportamento hostil geralmente se origina por inúmeras razões: dificuldade de relacionamento com outras crianças; algum tipo de abuso ou humilhação por parte dos adultos; pais que evitam dizer “não” quando necessário (podendo transformar em uma criança possessiva) ou excesso de cobrança.
Nesses casos, a criança precisa de ajuda, mais do que de punição. Torna-se urgente assisti-la, por meio de muita observação e diálogo, para que se possa interromper esse ciclo de violência. É recomendada a ajuda de um especialista, que orientará os pais sobre a maneira correta de proceder.
Outra medida importante é a relação de cumplicidade entre a família e a escola. Saber sobre o comportamento do seu filho fora de casa e informar a educadora sobre os problemas percebidos podem ser fundamentais. "Muitas vezes, há uma melhora sensível quando a criança percebe que seus pais enxergaram o problema", revela a psicóloga. Como se percebe, o afeto é o caminho mais tranqüilo e menos doloroso para arrancar a tensão de dentro do seu querido. Basta saber usá-lo.
Bruno Thadeu
http://guiadobebe.uol.com.br
segunda-feira, novembro 17, 2008
Lugar dos afectos
Venha percorrer o Caminho dos Afectos pelas Casas e Jardim das Emoções, com informações sobre os objectivos e elementos significativos do Lugar dos Afectos, proporcionando momentos de reflexão e diálogo.
Consulte aqui o nosso novo folheto informativo sobre o Lugar dos Afectos e fique a conhecer este espaço inovador, onde se pretende que "todos, em qualquer idade, possam descobrir um caminho para o coração de si próprios e dos outros".
http://lugardosafectos.blogspot.com/
Consulte aqui o nosso novo folheto informativo sobre o Lugar dos Afectos e fique a conhecer este espaço inovador, onde se pretende que "todos, em qualquer idade, possam descobrir um caminho para o coração de si próprios e dos outros".
http://lugardosafectos.blogspot.com/
quinta-feira, outubro 16, 2008
Plano Individualizado de Apoio à Família
Os objectivos deste curso são:
- Compreender o racional das práticas centradas na família e reconhecer a importância do papel da família no desenvolvimento do Plano Individualizado de Apoio à Família.
- Compreender o objectivo essencial do Plano Individualizado de Apoio à Família e distinguir entre o Plano Individualizado de Apoio à Família como processo e o Plano Individualizado de Apoio à Família como documento.
- Discutir, seleccionar e integrar a informação necessária (obtida a partir de diversos instrumentos e metodologias) para o desenvolvimento de um Plano Individualizado de Apoio à Família compreensivo e verdadeiramente centrado na família.
- Construir e registar o Plano Individualizado de Apoio à Família interligando adequadamente os seus componentes: necessidades, objectivos e estratégias de intervenção.
- O curso é dirigido a: Profissionais a desempenharem actividades na área da Intervenção Precoce: Educadores, Psicólogos, Téc. Serviço Social, Enfermeiros, Médicos e Familiares de Crianças em Intervenção Precoce.
- Local: Auditório do Instituto Português da Juventude de Coimbra Data: 17 e 18 de Outubro de 2008
- Contactos:Associação Nacional de Intervenção PrecoceDepartamento de FormaçãoAv Dr Bissaya Barreto (Hospital Pediátrico - Pavilhão Azul) 3000-075 CoimbraTel: 239 483 288Fax: 239 481 309
- e-mail: anip.sede@mail.telepac.ptsítio web: www.anip.net
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