quinta-feira, dezembro 20, 2007
Crónica de Daniel Sampaio BRINCAR
Nunca pensei que os gerentes da Duracell se preocupassem com estudos sobre pais e filhos. Para mim, mandavam numa simples fábrica de pilhas, capazes de fazer correr sem parar um irritante coelhinho! Ideia preconcebida: acabam de publicar um estudo com 900 crianças, onde se demonstra que as portuguesas são as que diariamente menos brincam com os pais. Só seis por cento dos nossos meninos admite brincar com os pais todos os dias, um número muito abaixo da média europeia, onde uma em cada cinco crianças tem momentos diários de divertimento com a família. Como chegámos a esta triste situação? Basta olhar em redor e compreenderemos tudo. O governo falhou na política de apoio à família e muitos dos nossos pais têm má qualidade de vida: salários baixos, empregos instáveis, maus transportes, pouco enquadramento e deficiente articulação com as escolas, como podem ter disponibilidade ou sequer desejar mais filhos? Outros não têm dificuldades financeiras de maior, mas padecem de egoísmo ou vivem na crença de que educar é uma tarefa esgotante, por isso o que importa é arranjar brinquedos para "entreter" os mais novos: já basta o trabalho para os fatigar, em casa é preciso "distrair", "desanuviar" ou "descansar". Deste modo, são bem vindos os novos brinquedos electrónicos: com a destreza das crianças de agora, depressa aprenderão como os manipular e não importunarão os adultos por largos momentos. A consola de jogos, o computador e a televisão transformaram-se assim na "baby-sitter" dos tempos modernos, a garantia de que os mais novos estarão ocupados por umas horas: com trabalhos de casa feitos à pressa e uma refeição rápida, depressa se chega à hora de deitar, amanhã correrá melhor! Mas não corre: em todo o lado vemos crianças inquietas com incapacidade de pensar, irritáveis por sono insuficiente, indisciplinadas na escola por ausência de limites em casa, com dificuldades na leitura e na escrita. Por exemplo, já experimentaram pedir a uma criança de oito anos para ler um texto em voz alta? O resultado é surpreendente: gagueja, ignora a pontuação e depressa se fatiga, porque não está habituada a ler em público, só é treinada para descodificar símbolos do "gameboy" ou da "play-station". Que saudades das crianças que brincavam na rua, que jogavam à bola na praceta ao pé de casa ou que fugiam para se divertir em casa dos vizinhos! Hoje saem da escola a correr, trazidas por pais apressados que as depositam no judo, na música, na natação ou no explicador, para mais tarde serem recolhidas à pressa, só a tempo de uma refeição apressada antes de tentarem dormir...
Que fazer? Em primeiro lugar, lutar para que tudo isto se altere. Passar a mensagem de que o jogo é a melhor maneira de as crianças aprenderem tudo: se for fornecido um contexto que permita a uma criança o relacionamento tranquilo com um adulto, ela será a primeira a aprender a importância da sua relação com os mais velhos e, movida pela sua curiosidade natural (existente em todas), esperará a brincadeira mais ou menos divertida, mas sobretudo terá a certeza que a sua fantasia crescerá. Tudo isto poderá ser feito sem brinquedos, com as mãos de pais e filhos e o corpo de todos, sem apitos electrónicos ou ecrãs tecnológicos individuais, a dificultarem a simples troca de olhar em família. E as emoções desencadeadas pelos brinquedos de hoje, quem as conhece, se depressa são descarregadas no jogo seguinte? Não podemos esquecer que educar consiste em a pessoa se oferecer como modelo. Uma pessoa fica "educada"quando cresceu e já é capaz de se constituir como um exemplo a seguir: quando um irmão imita o mais velho é porque este desempenhou um papel capaz de ser seguido (esperemos que no sentido positivo) pelo mais novo. Mais do que os livros ou revistas, que embora cruciais podem dar olhares perturbados da realidade (sobretudo se não os lermos em conjunto com os mais novos); mais do que recomendações palavrosas de pais para filhos, tantas vezes não ouvidas ou depressa esquecidas; muito mais do que o último jogo de computador, em breve substituído pelo que acaba de sair, ou consumido a correr para alcançar o objectivo de "vencer mais um obstáculo", a resposta está no olhar da criança que nos pede: "Podes brincar comigo?"
sexta-feira, dezembro 14, 2007
sexta-feira, dezembro 07, 2007
terça-feira, dezembro 04, 2007
O amor passa gerações
Projecto: Abrir as portas ao sonho e à reflexão
O cestinho de romãs
inspirado numa história
tradicional portuguesa
Não havia ninguém que gostasse tanto de romãs como a avó Adelina! Gostava de as olhar, de as pôr bem no centro da mesa a enfeitar o dia, e também de as comer, de se deliciar com os seus grãozinhos doces.
Por isso, a sua amiga Miquelina lhe ofereceu, por altura do Dia de Reis, um cestinho de romãs.
A avó Adelina agradeceu-lhe muito, de olhinhos a brilhar, mas depois pensou:
"Vou dar este cestinho de romãs à minha filha Maria!"
Pegou numa folha de papel branco e fez um lindo guardanapo recortado, com o qual forrou o cestinho. Depois, foi a casa da filha. Viu que ela não estava em casa e resolveu deixar-lhe o cestinho em cima da mesa da sala de jantar. Como ela ia ficar contente! Em cima do guardanapo de papel recortado, as romãs ainda pareciam mais rainhas.
Quando a filha chegou a casa e viu as romãs, ficou admirada e logo teve uma ideia:
"Vou dar este cestinho de romãs à minha filha Aninhas!"
E se bem o pensou, melhor o fez. Levou o cestinho para casa da sua filha Aninhas, que tinha acabado de casar e ainda andava a arrumar os tarecos. Como ela ia ficar contente!
Como a filha tinha saído para comprar pão, deixou-lhe o cestinho de romãs em cima de um aparador e foi-se embora em bicos de pés, a sorrir da surpresa que lhe tinha feito.
Quando a Aninhas chegou a casa, ficou admirada e logo teve uma ideia:
"Vou dar este cestinho de romãs à minha avó Adelina!"
Ela sabia muito bem que o melhor presente que a sua avó poderia receber era, sem sombra de dúvida, um cestinho de romãs. Por isso, entrou muito sorrateira em casa da avó, que por acaso tinha deixado a porta aberta e cantarolava lá ao fundo, no quintal, e com muita cautela pôs o cestinho em cima da mesa. Depois, em bicos de pés, saiu e foi para sua casa, a sorrir da surpresa que a avó ia ter.
E foi mesmo uma surpresa! Quando a avó Adelina viu o cestinho, já seu conhecido, em cima da mesa, a enfeitar o dia e o seu coração, duas lágrimas de ternura escorreram-lhe pelas faces enrugadas. Aquelas eram as mais lindas romãs que havia em todo o mundo.
Maria Alberta Menéres
O livro de Natal
Porto, Porto Editora, 2003
Adaptação
Nestes tempos tão apressados, em que não há lugar para a reflexão e em que as preocupações materiais se sobrepõem ao prazer das coisas simples, a leitura de pequenas histórias, repassadas de humanidade e de beleza, pode contribuir de uma forma significativa, para um alargar de horizontes que a sociedade tem querido, por força, restringir às superficialidades e canseiras do dia-a-dia.
Da constatação deste facto, nasceu, na Escola Secundária com 3º ciclo do Ensino Básico Daniel Faria – Baltar, o Clube de Contadores de Histórias, com a finalidade de levar às diferentes turmas da referida escola histórias capazes de proporcionarem momentos de diálogo, de reflexão e de sonho, que tão necessários se tornam para a libertação de tensões e para o despertar do gosto pela leitura, da qual andam os jovens de hoje bastante alheados.
O projecto teve a adesão entusiasta de bastantes alunos, quer do Ensino Básico quer do Ensino Secundário, que se dispuseram a partilhar com os colegas a sua experiência de descoberta das pequenas histórias e do seu universo de valores. A tolerância e a generosidade, a delicadeza e a rectidão, o respeito pela Natureza, a capacidade de sonhar, são princípios que é necessário inculcar nos jovens, já que tantos se encontram à deriva numa sociedade que diz defender os direitos destes, mas que, na realidade, apenas pretende explorar as suas fragilidades com o fito do lucro. É confrangedor ver-se tantas crianças e adolescentes influenciados por programas televisivos francamente medíocres, quando se poderia optar por propostas de qualidade, capazes de promover os valores da verdadeira cultura, que é aquela que assenta no respeito por si próprio e no respeito pelos outros.
Cabe à escola tentar contrariar a vertente massificadora de certa comunicação social, incutindo nos alunos o gosto pela leitura e ajudando-os a crescer em sensibilidade. A violência na escola deve-se, em grande parte, a uma educação de natureza materialista, que tem descurado a formação do carácter em proveito de conteúdos muitas vezes estéreis. A pouca adesão dos alunos às matérias leccionadas é um sinal claro de que a escola necessita de mudanças, não no sentido das reformas educativas implementadas, quase sempre geradoras de instabilidade e de desorientação, e muito menos em nome de um economicismo que a nada leva, mas sim no sentido de promover os valores fundamentais do carácter, sem os quais nenhum ser humano poderá crescer em dignidade e em esperança: o espírito de diálogo e de solidariedade, a compaixão pelos que sofrem, a discrição e a simplicidade, em oposição ao exibicionismo tão em voga, a delicadeza e a compostura, a honestidade.
As pequenas histórias que o Clube de Contadores tem procurado divulgar no âmbito da escola, transmitem, de uma maneira simples e acessível às diferentes faixas etárias, esses mesmos valores, que um ensino de carácter demasiado informativo e tecnicista relegou para segundo plano e que uma sociedade baseada no princípio da aparência se tem encarregado de anular.
Na sequência disso, decidiu o referido Clube tornar o seu projecto extensivo não só aos professores da Escola Secundária com 3º Ciclo Daniel Faria – Baltar, mas também aos professores de outras escolas, na convicção de que as histórias partilhadas serão motivo de satisfação e de descoberta para quem as ler e ouvir, passando assim a ser enviadas por e-mail semanalmente. Gostaríamos muito que os professores que as receberem e as apreciarem procedam ao seu reencaminhamento, para que o maior número possível de pessoas venha a beneficiar com a sua leitura.
Gostaríamos também de receber as vossas opiniões sobre este projecto.
Certos do vosso melhor acolhimento
O Clube de Contadores de Histórias
contadoreshistorias@gmail.com
http://www.prof2000.pt/users/historias/
Biblioteca da Escola S/3 Daniel Faria – Baltar
quarta-feira, novembro 28, 2007
Em Reguengos, dia 5 de Dezembro de 2007

Apresentação de caso: Vânia Pereira Branco (Psicóloga - PIPREM)
Local: Auditório do Parque de Feiras e Exposições de Reg. Monsaraz (Recinto da Feira)
Horário: 16 horas
segunda-feira, novembro 26, 2007
A qualidade da interacção mãe-filho na criança com alterações neuromotoras

A qualidade da interacção mãe-filho, na criança com alterações neuromotoras O bebé vem ao mundo trazendo com ele capacidades imensas para estabelecer uma relação humana. Ele é, de imediato, um participante activo na formação das suas primeiras e mais importantes relações. A sua preparação social, embora extraordinária, é obviamente imatura. No entanto, a noção de imaturidade tem em si um peso excessivo que nos bloqueia. O rótulo “imaturo” não pode servir como luz verde para pormos de lado um comportamento, até que chegue a sua versão de maior maturidade; nem pode ser um convite para focarmos o próprio processo de desenvolvimento – a misteriosa série de transformações até à maturidade. Em última análise, cada ser humano é simplesmente aquilo que é, no momento em que o encontramos. (1) A primeira revelação que o bebé tem do mundo humano consiste simplesmente em tudo quanto a sua mãe faça de facto com o rosto, voz corpo e mãos. O decorrer contínuo dos seus actos fornece ao bebé o princípio da sua experiência com o material da comunicação e das ligações humanas. Esta coreografia de comportamento maternal, é a matéria – prima do mundo exterior com a qual o bebé começa a construir o seu conhecimento e a experiência de tudo o que é humano: a presença humana, o rosto e voz humanos, as suas formas e modificações, as expressões, as unidades e significado dos comportamentos, a relação entre o seu próprio comportamento e o de outra pessoa. (1) Em 1990, Barnard e Kelly definiram a interacção como uma dança adaptativa mútua, que pressupõe quatro características: (2)• Repertório de comportamentos de cada elemento da díade: da mãe destaca-se a capacidade para interpretar os sinais do bebé, bem como comportamentos de envolvimento e estimulação; da criança esperam-se competências sociais (ouvir, olhar, atenção visual da mãe, adaptação corporal ao movimento) e ainda regularidade e previsibilidade nas respostas.• Contingência da resposta por parte de ambos os elementos da díade.• Riqueza das interacções avaliada, segundo os autores, pelo aumento de tempo, diversidade de brinquedos e actividades que a mãe dedica à criança.• Mudança dos padrões adaptativos em função do desenvolvimento da criança. Segundo Daniel Stern, (1) a mãe durante as interacções com o seu bebé, raramente ou nunca utiliza o quadro completo de expressões humanas que conhece. Só um número limitado de expressões é necessário neste período de desenvolvimento para regular o fluir normal da interacção, e para delinear os pontos principais desse fluir. O conjunto de sinais mais básico para este propósito consiste em exibições para iniciar, manter, modular, terminar e evitar uma interacção social. Para iniciar ou dar sinal de vontade ou de convite para interacção: a expressão de fingida surpresa serve esta função. Parece-se com uma caricatura de uma reacção de surpresa ou de orientação e tem muito de comum com os comportamentos universais raciais de saudações descritos por Irennus, Eibl-Eibesfeldt e por Rendon e Ferber. Nalguns tipos de interacções no brincar, é a expressão mais comum. A manutenção e modulação de uma interacção em progresso: o sorriso e a expressão de preocupação servem estas funções. O sorriso é um potente sinal afirmativo, não só de que a interacção se está a passar, mas também de que se está a processar positivamente. A expressão de preocupação é também observada quando a interacção se processa negativamente, manifestada pelo choro, portanto a resultar mal. É uma tentativa clara, e talvez um sinal das intenções da mãe para tornar a focar, tornar a prender e assim manter a interacção. A terminação da interacção: a careta com desviar da cabeça e o quebrar do olhar é um sinal para parar, pelo menos de momento, uma intenção que já não está a resultar para o bebé, para a mãe ou para ambos. A terminação pode, é claro, ser momentânea, e ser seguida de um sinal para reiniciar a interacção, recomeçando-a doutro modo. O evitar uma interacção social: um rosto neutro ou sem expressão, mudo, especialmente com o evitar do olhar, é um sinal claro de falta de vontade ou de falta de intenção para estabelecer contacto activo. Todas estas expressões que a mãe utiliza variam de indivíduo para indivíduo, assumindo graus de duração e intensidade diferentes. O primeiro encontro entre a mãe e o bebé é marcado pelo olhar, sendo talvez a mais versátil das respostas interactivas. Os seus ciclos de actuação podem ser extremamente rápidos e funcionam tanto para receber como para enviar informação. (3) Os primeiros anos de vida representam um período dinâmico, durante o qual a maturação dos diferentes sistemas do organismo e a interacção ambiental desempenham um papel de extrema importância no processo de desenvolvimento da criança. As alterações motoras que afectam os sistemas sensório-motores vão influenciar significativamente este processo. (4) O nascimento de uma criança deficiente traz aos pais um grande stress emocional, podendo por isso provocar alterações no seu comportamento, fazendo assim com que as experiências de interacção com um bebé que tenha alterações neuromotoras sejam diferentes das interacções com um bebé saudável. Se existirem poucas oportunidades para interacções recíprocas e, consequentemente, poucas oportunidades para aprender, poderá haver défices no futuro desenvolvimento da criança. Por outro lado, as perturbações na interacção diádica mãe-criança, podem advir das condições patológicas da criança que a impossibilitam muitas vezes de comunicar. Almiral refere quatro défices que podem influenciar gravemente a interacção com estas crianças: (4)• A capacidade reduzida para interagir e explorar o meio.• A capacidade reduzida para jogar e interagir com outras pessoas através de movimentos e vocalizações para estimular a retroacção vocal dos outros.• A dificuldade para expressar emoções, necessidades e pensamentos e para trocar informações com os outros.• A dificuldade para controlar os mecanismos de comunicação normal (fala e movimentos motores finos)Bebés com alterações neuromotoras têm alterações da postura e do movimento, o que condiciona a interacção com o seu meio ambiente. Por um lado as alterações posturais nem sempre permitem o contacto facial necessário à interacção comunicativa como também, essas limitações de padrões de movimento podem afectar negativamente a interpretação das mães quanto às capacidades interactivas dos seus filhos. Um dos objectivos da intervenção terapêutica em crianças com alterações neuromotoras e com as suas famílias, nomeadamente as mães é, assim, facilitar a interacção mãe-filho.
Trissomia 21: Novos Avanços
Fundação Calouste Gulbenkian Auditório 2
Lisboa PORTUGAL
Enquanto Presidente da Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21 (APPT21), venho por este meio convidar todos os interessados a visitar a nossa linda cidade de Lisboa e a participar no nosso Congresso anual sobre Trissomia 21.
O Programa definido pela APPT21 em conjunto com o Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças tem como principal objectivo discutir as últimas investigações e desenvolvimentos na área da intervenção médica, educativa e social nos indivíduos com Trissomia 21.
Desde 1992, que a APPT21 tem estado empenhada na concepção e implementação de vários Programas de Intervenção com o intuito de promover várias áreas fundamentais do desenvolvimento: competências motoras; linguagem e fala; competências de literacia; consciência fonológica; competências numéricas; memória de trabalho; competências sociais e funcionamento independente e transição para o emprego e vida activa.
Este ano, temos o prazer de ter connosco quatro importantes nomes internacionais, reconhecidos especialistas na área da Trissomia 21.
A Professora Sue Buckley e o Professor Ben Sacks, dois nomes importantes ligados à educação e ao desenvolvimento cognitivo de indivíduos com Trissomia 21, envolvidos desde os anos 80 nas investigações mais relevantes nesta área.
Dr. Siegfried Pueschel, de entre as suas várias habilitações universitárias, destacamos a investigação e formação na área da intervenção médica e defesa dos direitos dos indivíduos com Trissomia 21.
A Drª Liz Marder, é pediatra e é actualmente a responsável pelo Grupo Médico de Investigação em Síndrome de Down e consultora na área da medicina na Associação Inglesa de Sindroma de Down. A Drª Liz Marder tem trabalhado de perto com a Drª Jennifer Dennis na área do desenvolvimento de orientações médicas e Síndrome de Down.
Haverá tradução em simultâneo para Português.
Sejam bem vindos
Teresa Palha
PROGRAMA DETALHADO:http://www.nasturtium.com.pt/detalhes_f.php?id=26
SECRETARIADO:
NASTURTIUM
Educação, Saúde e Bem-Estar
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+351960016880
INSCRIÇÃO:
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55€ depois 30 de Novembro
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sexta-feira, novembro 23, 2007
Auto-estima Não é Narcisismo

Encantarmo-nos connosco próprios não só é normal como desejável. Mas ter fantasias de grandeza e omnipotência revela que, no fundo, há em nós uma grande falta de amor.
Capazes de aguentar e produzir o que quer que seja, de orientar, apoiar e satisfazer toda a gente, os narcisistas orgulham-se da sua força e dureza. Com muita necessidade de serem admirados, controlar tudo e todos e continuamente empenhados em obter gratificações, esforçam-se por ter uma vida respeitável no campo profissional e no sentimental.
Mas, como muitas vezes não têm consciência de um certo vazio que os habita, tudo lhes sabe a pouco. E quase sempre estão insatisfeitos.
Dizem os entendidos que, com frequência, se trata de pessoas interiormente desamparadas e frágeis que, não se tendo sentido amadas durante a infância, sem disso se aperceberem passaram a achar-se não merecedoras de afecto. E, ao caminharem pela vida fora, a nível inconsciente procuram defender-se dessa sensação de frustração relacionando-se com pessoas poderosas, fortes, eficientes, ricas, que de uma forma ou de outra se destacam, são respeitadas e admiradas. Entretanto, esquecem-se de que a única coisa que verdadeiramente lhes falta é amor.
Envolvidos num manto de superioridade mas com as suas fragilidades anestesiadas, os narcisistas aparecem aos outros como se nada temessem.
Vivem, no entanto, dependentes de uma fachada. E, de olhos fechados para a realidade do que são, vão caindo num saco sem fundo, para onde arrastam os muitos outros que facilmente atraem. Cheios de charme, sedutores, agradáveis, simpáticos e inteligentes, hábeis na aproximação física e no relacionamento sexual, é fácil aparecerem-nos como capazes de corresponder aos nossos sonhos - sobretudo se tivermos sonhos de grandeza. Capazes de nos dar a ilusão de um amor que, no entanto, não passa de utopia.
E, nos momentos em que estão no ponto mais alto do seu impulso, parecem, de facto, vibrar. Acontece porém que, ao olharem para nós, não é como pessoas reais que nos vêem, mas sim como imagens -que admiram ou não. Objectos capazes de dar -ou não -corpo a um sonho. No fundo, só estão interessados pelo que lhes falta. Preocupam-se tanto consigo mesmos que não se apercebem das necessidades dos outros.
Os Narcisistas não amam. Manipulam. Nada de real dão, por isso, àqueles com quem se relacionam. Podem, sim – e, sem dúvida, não são poucos – levá-los a que se encontrem com o vazio que em si mesmos também existe. Muitos são os que mantêm casamentos que, embora sendo apenas de fachada, conseguem resistir à erosão do tempo. Só que no dia em que o império se desmorona, àquilo que foi vivido com paixão segue-se o desapontamento. O desfazer de algo que, passado o seu tempo de glória, até parece que nunca existiu.
Pródigos também em casos sentimentais rápidos – com pessoas atraentes e bem dotadas, mas de quem mantêm sempre uma certa distância -, os narcisistas têm dificuldade em aguentar uma relação baseada em trocas afectivas reais.
terça-feira, novembro 20, 2007
A boneca
— Não leves sempre essa boneca suja contigo para a cama — disse a mãe de Eva.— A minha Anita não é nenhuma boneca suja. — respondeu Eva —A minha Anita é muito querida.
— Mas está muito feia — continuou a mãe. — Olha só para a cara e para os cabelos dela!
Quando se olha para a boneca Anita, assim, sem se gostar dela, tem de se admitir. Bonita, não é. As bochechas estão cinzentas e a esboroar-se de tantos beijos e tantas lavagens. Já não tem propriamente um nariz, apenas uma saliência suja, e dos cabelos castanhos já só ficou um pequeno tufo de cabelos ralos.
Isto não incomodava Eva, mas a mãe dizia-lhe constantemente:
— Não queres pedir uma boneca nova pelo Natal? — perguntava-lhe.
Eva apertava a Anita contra si e dizia:
— Não!
— Tenho outra ideia — disse a mãe. — Vamos levar a Anita a um hospital de bonecas e lá põem-lhe cabelo novo e outro nariz.
Eva defendia-se. Não queria entregar a Anita.
Mas, certo dia, Alex, o irmão mais velho, disse uma coisa feia, uma coisa muito má. Disse:
— A tua boneca é um careca tinhoso!
Eva desatou a chorar. Depois, observou a sua Anita pela primeira vez com olhos de ver. Era verdade! A cara da Anita estava cheia de nódoas e a descamar-se, e quase totalmente careca.
Eva correu para a mãe.
— Achas — disse a soluçar — que no hospital das bonecas vão ser bons para a minha Anita?
— Mas claro que sim! — sossegou-a a mãe.
— Então… Por mim, podes levá-la…
Logo na manhã seguinte, a mãe foi ao hospital das bonecas. Era o único na cidade, pois já não havia muita gente que mandasse consertar bonecas.
No hospital das bonecas, um homem examinou a Anita.
— Tem pouco que se aproveite. Precisa de uma cabeça nova, e os braços e as pernas também deviam ser substituídos.
Apresentou à mãe diversas cabeças de bonecas, mas não havia nenhuma que fosse igual à da Anita.
— Além disso — continuou o homem — a reparação custa mais do que uma boneca nova.
A mãe de Eva procurou em todas as lojas de brinquedos uma boneca que, pelo menos, fosse mais ou menos semelhante à antiga Anita. Acabou por comprar uma do mesmo tamanho e com os mesmos cabelos castanhos. No resto, a nova boneca era um pouco diferente, mas encantadora, e tinha uma cara que se podia lavar com água.
Quando chegou a casa com as duas Anitas, a nova e a velha, Eva ainda estava no infantário. Mas Alex já tinha vindo da escola e descobriu a caixa no cesto de compras da mãe.
— Aha! — disse. — Compras de Natal!
— Uma boneca nova para a Eva — respondeu a mãe. — Mas ela não pode saber. Tem de pensar que é a sua Anita.
— Aha! — disse Alex. — Mentiras de Natal!
— Não sejas atrevido — disse a mãe. — É o melhor para a Eva.
— Deixa-a lá ficar com o careca tinhoso — disse Alex.
A mãe arrumou a caixa com a nova boneca no armário da roupa.
— Estou contente por nos vermos finalmente livres daquela coisa tão estragada.
Atirou a Alex o saco de plástico com a antiga boneca.
— Toma — disse. — Mete-a no contentor do lixo, mas lá para o fundo.
Alex pegou na boneca e saiu do quarto a assobiar baixinho.
Desde que a Anita desaparecera, Eva perguntava por ela todos os dias.
— A minha Anita ainda está no hospital? O homem é simpático com ela? Ela não tem saudades? Vou mesmo voltar a tê-la pelo Natal?
E a mãe respondia sempre:
— Sim, Eva. Com certeza, Eva. Não te preocupes, Eva.
Para a noite de Natal, a mãe de Eva vestiu à nova boneca o vestido da Anita e pô-la debaixo da árvore. Com o vestido vermelho, achava a mãe, ficava mesmo parecida com a Anita.
Mas, quando estendeu a boneca a Eva e disse:
— Ora vê como ficou linda a tua Anita! — Eva não aceitou e cruzou as mãos atrás das costas.
— Não! — gritou. — Essa não é a minha Anita!
E olhava decepcionada para a nova boneca:
— Eu quero a minha Anita… a minha Anita! — e começou a chorar baixinho sem parar.
A mãe não contara com isto e tentou consolar Eva. Mostrava-lhe outras prendas, levava-a à árvore de Natal, mas Eva mantinha os olhos baixos. Não queria ouvir nada nem ver prenda nenhuma.
— Anita! — queixava-se a menina. — Onde puseram a minha Anita?
Disse então Alex:
— Se ela não receber de volta a careca tinhosa, vai estragar-nos a festa de Natal.
— Mas… — balbuciou a mãe — tu deitaste…
— Achas? — perguntou Alex.
Correu ao quarto e regressou com um saco de plástico que meteu nas mãos de Eva.
— Anita! — gritou Eva, tirando do saco a velha boneca careca.
Alex sorria.
— E o que vais fazer agora à boneca nova?
— Esta? — perguntou Eva. — Vou dá-la a uma menina que eu não conheça.
— A uma menina… — repetiu Alex. — Ah, claro. Ela não pode ficar a saber que tens uma boneca careca fantástica!
Clube de Contadores de Histórias
Projecto: Abrir as portas ao sonho e à reflexão
Tradução e adaptação
Tilde Michels
Anne Braun (org.)
Weihnachtsgeschichten
Würzburg, Arena Verlag, 1991
segunda-feira, novembro 19, 2007
Medo na infância

sexta-feira, novembro 16, 2007
O Cantinho da Leitura
Os Medos das CriançasMedos, angústias, fobias na criança e no adolescente de Béatrice Copper-Royer
Editor: Caleidoscópio
Sinopse
De uma forma séria a autora aborda os diferentes tipos de medo (terrores nocturnos e pesadelos, o medo do escuro ou dos monstros imaginários, por exemplo), as fobias e as angústias, tanto em crianças pequenas como nos adolescentes. O livro apresenta diversos casos reais com que a autora se deparou na sua prática de consulta psicológica, com o objectivo de se poder distinguir entre um medo considerado “normal” e uma fobia ou um medo patológico.
Excerto da obra“Nem todos os medos são nocivos e invalidantes. Existem alguns que são úteis, ajudando a criança a construir-se e a desenvolver-se harmoniosamente: sem o seu medo, a criança poria a mão no fogo, treparia à varanda, iria com qualquer estranho… No entanto, o medo faz parte das emoções que os pais não gostam de descobrir no seu filho, sobretudo na nossa época em que, adulado, este deve ser “perfeito".
Ajude o seu Filho a Passar do Não ao Sim de Barbara Unell, Jerry Wyckoff
Editor: Verso da Kapa
Sinopse
Os pais encontrarão neste livro formas práticas e simples de fazer com que os filhos passem a dizer SIM mais vezes. Ao compreenderem a razão pela qual as crianças dizem NÃO, os pais passam a saber lidar com as várias situações do dia-a-dia sem necessitarem de estar sempre a ralhar, subornar ou ameaçar. Todos os capítulos contêm dicas úteis destinadas a ajudar os pais sempre que os conflitos surjam. Os capítulos abordam, entre muitas outras, as seguintes situações potencialmente problemáticas: «Não, eu não quero dar a mão!» «Não, eu não quero vestir-me!» «Não, eu não quero comer isto!» «Não, eu não quero emprestar os meus brinquedos!» «Não, eu não quero pentear-me!» «Não, eu não quero ir para a escola!» «Não, eu não quero ir para a cama!» «Não, eu não quero tomar o remédio!» «Este guia é uma ajuda para lidar com as crianças em idade pré-escolar. Os conselhos são claros, sensíveis e extremamente fáceis de seguir.»
Sono: hábitos e xi-corações para o rumo à independência
Sobretudo, nenhuma regra serve para todos os bebés. Há bebés que gostam de adormecer ao colo, outros enquanto mamam. O importante é perceber que, por exemplo, se adormecer o seu bebé ao colo, aninhado a si, quando ele acordar a meio da noite e verificar que está sozinho no berço, vai chorar seguramente. Porque não sabe onde está a mãe.
Muito provavelmente, só voltará a dormir se pegar nele ao colo. Alguns especialistas em sono pediátrico como a norte-americana Elisabeth Pantley (ver «Soluções para noites sem choro») aconselham a que se deite o bebé no berço antes que ele durma completamente.
Depois podem oferecer-lhe um objecto que transmita segurança e incentivá-lo a dormir com ele. Estabeleça uma rotina diária a e siga-a. Definir hábitos de sono diurnos e nocturnos (diferencie-os claramente), proporcionando momentos agradáveis à hora de dormir vão ajudar a criança a dormir sozinha e a sentir-se segura.
A altura em que esta evolução deverá ter lugar depende de bebé para bebé, de família para família. Não force o seu filho a tornar-se independente se vê que ele ainda não está preparado.
A mudança ocorre quando a criança sente que está preparada e não por imposição. Por essa razão, muitas crianças que dormem com os pais instalam-se definitivamente no seu quarto de um dia para o outro.
quarta-feira, novembro 14, 2007
A educação para e na infância
No âmbito das práticas do ensino e educação para a infância, as crianças até aos 6 anos de idade constituem uma faixa etária muito importante, quer devido ao período sensível do processo de maturação biológica por que passam, quer pelo desenvolvimento psicomotor que acontece nesta fase.Quando a criança alcança os 4 anos de idade já possui cerca de 90% da massa cerebral do adulto. A plasticidade das estruturas cerebrais encontra-se no seu pico nos primeiros anos de vida, evoluindo o cérebro de quantidade para qualidade, ou seja, os circuitos formados por neurónios disponíveis para serem “programados” vão diminuindo, visto que o ser humano está delineado geneticamente para a eliminação de neurónios menos adequados e sinapses.
É assente nesta evidência científica que o PIPREM – Projecto de Intervenção Precoce de Reguengos de Monsaraz e Núcleo de Mourão, com sede na Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz, tem vindo a trabalhar nos seus quase quatro anos de existência, para uma melhor adequação entre as respostas oferecidas pelos meios familiar, educativo e comunitário e as necessidades das crianças dos 0 aos 6 anos de idade dos concelhos de Reguengos de Monsaraz e Mourão, visto que apesar de potenciado organicamente, pouco acontece na criança, em termos de desenvolvimento e aprendizagem, se o meio em que ela se insere não se esforçar por desempenhar um papel activo.
Este trabalho de adequação tem sido feito, essencialmente, de duas formas: por um lado, tem existido uma sensibilização das famílias para a importância de integrar as suas crianças na creche e/ou jardim de infância, visto que estes contextos oferecem, junto de outras crianças, experiências únicas e fundamentais para a aquisição de competências motoras, cognitivas, afectivas, sociais e de relação; por outro lado, os técnicos do PIPREM, frequentemente no domicílio das próprias, têm vindo a capacitar as famílias a responder física, afectiva e educativamente de um modo mais activo, levando-as a perceber o tempo das crianças como um tempo precioso, que não deve ser ignorado, desvalorizado e/ou desperdiçado, sem esquecer que a família é o primeiro espaço de aprendizagem do ser humano, e é com e no seio dela que a criança aprende a andar, falar, brincar, cantar e interagir. Em suma, a pensar o mundo e a pensar-se a si mesma na interacção com o mundo.
Porque quando falamos de desenvolvimento infantil não há tempo a perder, devemos nos esforçar enquanto comunidade para proporcionar espaços e tempos de aprendizagem, na escola, na família e fora delas, estimulantes na diversão, na brincadeira e na novidade, para uma maior e melhor capacidade intelectual, social, afectiva e imaginativa das nossas crianças.
Publicado originalmente no Caderno Especial sobre Educação do Jornal A Palavra de 13 de Novembro de 2007
http://www.portaldereguengos.com
O PIPREM deixa aqui alguns contacto úteis
SOS Grávida- 21 395 21 43
SOS Criança- 21 793 16 17 (Dias úteis)
Intoxicações- 21 795 01 43
Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica- 800 20 21 48
Linha de Emergência da Criança Maltratada - 21 343 33 33
Linha Verde Recados da Criança - Recepção e Encaminhamento pelo Provedor de Justiça - 800 20 66 56
Saúde 24 (Serviço Orientação Pediatria) - 808 242 400
segunda-feira, novembro 05, 2007
VI Congresso Nacional de Intervenção Precoce
Informações
E-mail: amp.sede@mail.telepac.pt
terça-feira, outubro 23, 2007
Fórum dos Pais
Uma escola para os pais…À conversa com especialistas...
...onde se falará de alguns problemas de aprendizagem ou comportamento - dislexia, desatenção, desmotivação, ansiedade, etc, de cuidados e exercícios aconselháveis e de todas as questões que queiram esclarecer.
segunda-feira, outubro 15, 2007
O MÉTODO MÃE CANGURU

O "método mãe canguru" foi desenvolvido na Colômbia, a partir da década de 70, motivado pela escassez de recursos do sistema vigente na ocasião .
A simplicidade do método aliada a seu baixo custo foram suficientes para que o êxito fosse reconhecido. O "método mãe canguru" consiste na manutenção de um contato íntimo entre a mãe e o recém-nascido pré-termo por períodos prolongados de tempo. Normalmente, os recém-nascidos são liberados para o método após a primeira semana de vida, ao atingirem condições clínicas estáveis, principalmente sob os pontos de vista respiratório e hemodinâmico, independente d idade gestacional e do peso de nascimento; exceção deve ser feita ao recém-nascido pré-termo extremo.
. colonização do recém-nascido com a flora da própria mãe, diminuindo o risco de infecção nosocomial;
. aceleração da velocidade de crescimento;
. melhora da termorregulação;
. melhora do padrão respiratório;
. diminuição do consumo de O2;
. diminuição dos episódio de apnéia e de respiração periódica;
. melhora no desenvolvimento neuropsicomotor do recém-nascido; e
. estabelecimento de melhor vínculo afetivo entre mãe e o recém-nascido, com conseqüente aumento da lactação e prolongamento do aleitamento.
Pelo exposto, o "método mãe canguru" foi inicialmente idealizado para ser aplicado a recém-nascidos pré-termo estáveis, já em fase de recuperação, e não tão pequenos e/ ou imaturos. Posteriormente, pela avaliação positiva dos estudos, o "método mãe canguru" foi expandido, sendo utilizado em recém-nascidos pré-termo menores e com certo grau de instabilidade.
Outro fato que merece ser salientado diz respeito à melhora do vínculo mãe-filho, pois em recém-nascidos pré-termo doentes, submetidos a procedimentos invasivos, este vínculo é enfraquecido; na fase de estabilização é importantíssimo seu restabelecimento, podendo o "método mãe-canguru" auxiliar muito nesta situação.
Estudos devem ser conduzidos no sentido de se avaliar a segurança, a tolerabilidade e as vantagens do "método mãe canguru" já nos primeiros dias de vida, principalmente em recém-nascidos pré-termo instáveis, para que a sua rotina seja implantada com sucesso em tais situações.



