A editora Minutos de Leitura tem estórias de encantar... passe por lá em:
"Os nossos livros reflectem a inocência e a imaginação das crianças, através de temas com os quais elas se identificam, com muito humor e uma atitude desmistificadora dos seus medos, e, sempre, com ilustrações maravilhosas e imaginativas, ajudando assim os pais a educar e a comunicar melhor com os seus filhos. Queremos transmitir uma boa atitude!"
quarta-feira, maio 02, 2007
o cantinho da Leitura
A partir desde mês o PIPREM irá sugerir aos nossos leitores alguns livros recomendados para pais, que podem ajudá-los na arte de educar, de brincar e de estar...
O Pequeno DitadorDa criança mimada ao adolescente agressivo de Javier Urra
Editor: Esfera dos Livros
Colecção: Psicologia e Saúde
ISBN-13: 9789896260538
Ano de Edição: 2007
N.º de Páginas: 412
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 16 x 24 x 3 cm
Sinopse
Livro de Reclamações das Crianças de Eduardo Sá
Excerto da obra“Um adulto é uma pessoa que trabalha para comprar um carro todo equipado. De resto, é uma pessoa igual às outras.”Luís, 10 anos
O Pequeno DitadorDa criança mimada ao adolescente agressivo de Javier Urra
Editor: Esfera dos Livros
Colecção: Psicologia e Saúde
ISBN-13: 9789896260538
Ano de Edição: 2007
N.º de Páginas: 412
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 16 x 24 x 3 cm
Sinopse
Ouvimos falar de violência na escola, vemos notícias de professores que não conseguem controlar alunos indisciplinados, de crianças que humilham e maltratam os seus colegas. Mas há uma nova realidade, invisível, fechada em quatro paredes que é fundamental enfrentar: os pais são vítimas da violência dos filhos dentro das suas próprias casas. Actualmente existem casos de filhos que batem nos pais. Crianças mimadas, sem limites, a quem tudo se consente, que organizam a vida familiar, dão ordens aos pais, chantageiam quem os tenta controlar. Crianças que se tornam jovens agressivos, que enganam, ridicularizam os maiores, que não hesitam em roubar a carteira da mãe. Adolescentes que desenvolvem condutas violentas e marginais. Em suma, filhos que impõe a sua própria lei. É preciso educar no respeito e afecto, transmitir valores, falar com as crianças, ouvi-las, ensiná-las a aceitar as frustrações, impor limites e exercer a autoridade sem medo. É preciso recorrer a ajuda especializada sem vergonha.
Livro de Reclamações das Crianças de Eduardo Sá
Editor: Oficina do Livro
Colecção: Comportamento
ISBN-13: 9789895552481
Ano de Edição: 2007
N.º de Páginas: 104
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 15 x 21 x 1 cm
Colecção: Comportamento
ISBN-13: 9789895552481
Ano de Edição: 2007
N.º de Páginas: 104
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 15 x 21 x 1 cm
Sinopse
Mal sabem os pais o que as crianças são capazes de dizer sobre as pessoas crescidas.
Os pais são a entidade reguladora das reclamações das crianças. São, digamos assim, rezingões como elas. Tão depressa são os “donos da bola” dos caprichos como os mais habilidosos “números 10” da pieguice e da lamúria. Os pais são o rei leão, quando se trata de proteger, ou um bambi carinhoso, quando um filho os aninha num abraço. E imaginam que o mundo das crianças seria mais fácil se alguém as equipasse com um manual de instruções. Mal sabem os pais o que as crianças (mesmo as mais pequeninas) são capazes de dizer sobre as pessoas crescidas. Neste livro só lhe damos o mapa do tesouro. Logo que o sinta, por entre as palavras das crianças, faça o favor de o procurar pelos seus dedos. No espaço que vai entre os olhos dos seus filhos e o seu coração.
Os pais são a entidade reguladora das reclamações das crianças. São, digamos assim, rezingões como elas. Tão depressa são os “donos da bola” dos caprichos como os mais habilidosos “números 10” da pieguice e da lamúria. Os pais são o rei leão, quando se trata de proteger, ou um bambi carinhoso, quando um filho os aninha num abraço. E imaginam que o mundo das crianças seria mais fácil se alguém as equipasse com um manual de instruções. Mal sabem os pais o que as crianças (mesmo as mais pequeninas) são capazes de dizer sobre as pessoas crescidas. Neste livro só lhe damos o mapa do tesouro. Logo que o sinta, por entre as palavras das crianças, faça o favor de o procurar pelos seus dedos. No espaço que vai entre os olhos dos seus filhos e o seu coração.
Excerto da obra“Um adulto é uma pessoa que trabalha para comprar um carro todo equipado. De resto, é uma pessoa igual às outras.”Luís, 10 anos
“Os adultos dizem para nós não gritarmos mas, depois, são eles que gritam. Às vezes, a minha mãe diz: «João, não grites que me dói a cabeça!» e depois chama-me
«JOOÃÃÃÃÃÃOOOOO».João, 10 anos
“Eu acho que os adultos, às vezes, vivem muito separados uns dos outros.”Inês, 10 anos
Favorecer a Auto-Estima dos 0 aos 6de Danielle Laporte
Editor: Climepsi Editores
Colecção: Crescer & Viver
ISBN-13: 9789727962475
Ano de Edição: 2007
N.º de Páginas: 96
Dimensões: 16 x 23 x 1 cm
Colecção: Crescer & Viver
ISBN-13: 9789727962475
Ano de Edição: 2007
N.º de Páginas: 96
Dimensões: 16 x 23 x 1 cm
Sinopse
As experiências de êxito constituem um importante contributo adicional na regulação narcísica e reforço da auto-estima: sucesso físico, intelectual e afectivo; sobretudo, este último. «Gostam de mim; sou gostável e gostado» – eis o que cada um deseja e precisa para se sentir bem consigo mesmo: o ser amado acima de tudo.Na infância, a avaliação da auto-imagem é feita pelos outros; chama-se a isto narcisismo dependente (dependente do olhar do outro) ou locus de regulação da auto-estima externo. Com o desenvolvimento psicológico, no adulto, o locus de regulação da auto-estima é interno, ou seja, predomina o narcisismo autárcico ou autogovernado.
António Coimbra de Matos, do «Prefácio»
As experiências de êxito constituem um importante contributo adicional na regulação narcísica e reforço da auto-estima: sucesso físico, intelectual e afectivo; sobretudo, este último. «Gostam de mim; sou gostável e gostado» – eis o que cada um deseja e precisa para se sentir bem consigo mesmo: o ser amado acima de tudo.Na infância, a avaliação da auto-imagem é feita pelos outros; chama-se a isto narcisismo dependente (dependente do olhar do outro) ou locus de regulação da auto-estima externo. Com o desenvolvimento psicológico, no adulto, o locus de regulação da auto-estima é interno, ou seja, predomina o narcisismo autárcico ou autogovernado.
António Coimbra de Matos, do «Prefácio»
quarta-feira, abril 18, 2007
Workshop TRABALHO COM FAMÍLIAS
Formadora: Alice Caldeira Cabral
OBJECTIVOS
1. sensibilizar os profissionais para alguns princípios e valores no trabalho com famílias em situação de vulnerabilidade;
2. melhorar a capacidade de compreensão das problemáticas subjacentes às situações de maus tratos e comportamentos abusivos por parte das figuras parentais;
3. melhorar a capacidade de detecção de situações de risco e de perigo para as crianças;
4. melhorar a capacidade de organizar a intervenção de forma integrada e intersectorial bem como a avaliação integrada.
Destinatários
Técnicos e Parceiros das Equipas de Intervenção Precoce;
Técnicos e Parceiros que tenham frequentado o Módulo I
Local
Crespa da Figueira, Montemor-o-Novo
Data
Módulo I- 24 de Abril 2006
Módulo II- 2 de Maio 2006
Inscrições - 25 pessoas
email: iprecocemn@hotmail.com ou
Tel: 266899410 (responsável Manuela)
Preço: 20 €
Carga horária – 12 horas
(9,30-13h 14-16,30h)
Acreditação: A Cercimor está acreditada pelo Instituto para a Qualidade na Formação
CONTEÚDOS
Modulo II
• Reconhecimento Legal da importância da rede de relações informais
• Aspectos legais da intervenção: princípios orientadores da intervenção, segundo a Lei de promoção e protecção (147/99 de 1 de Set.)
• Objectivos do trabalho com as famílias das crianças em situação de risco social
• Compreender as diferentes formas de negligência e as suas consequências
• A Mudança como objectivo da intervenção e não como ponto de partida;
Módulo III
• Modelo de intervenção – eixos:
o Assegurar a segurança física da criança
o Assegurar o desenvolvimento da criança ou condições novas para que se possa desenvolver
o Assegurar a integração na comunidade
• Quando se afasta a criança – aspectos a ter em conta para a família
• Avaliação
• Indicadores de bom prognóstico para o regresso à família
• Chaves de sucesso para a intervenção em situações de negligência
• Encerrar uma intervenção:
o Critérios para avaliar quando a intervenção chegou ao fim
o Como fazer
OBJECTIVOS
1. sensibilizar os profissionais para alguns princípios e valores no trabalho com famílias em situação de vulnerabilidade;
2. melhorar a capacidade de compreensão das problemáticas subjacentes às situações de maus tratos e comportamentos abusivos por parte das figuras parentais;
3. melhorar a capacidade de detecção de situações de risco e de perigo para as crianças;
4. melhorar a capacidade de organizar a intervenção de forma integrada e intersectorial bem como a avaliação integrada.
Destinatários
Técnicos e Parceiros das Equipas de Intervenção Precoce;
Técnicos e Parceiros que tenham frequentado o Módulo I
Local
Crespa da Figueira, Montemor-o-Novo
Data
Módulo I- 24 de Abril 2006
Módulo II- 2 de Maio 2006
Inscrições - 25 pessoas
email: iprecocemn@hotmail.com ou
Tel: 266899410 (responsável Manuela)
Preço: 20 €
Carga horária – 12 horas
(9,30-13h 14-16,30h)
Acreditação: A Cercimor está acreditada pelo Instituto para a Qualidade na Formação
CONTEÚDOS
Modulo II
• Reconhecimento Legal da importância da rede de relações informais
• Aspectos legais da intervenção: princípios orientadores da intervenção, segundo a Lei de promoção e protecção (147/99 de 1 de Set.)
• Objectivos do trabalho com as famílias das crianças em situação de risco social
• Compreender as diferentes formas de negligência e as suas consequências
• A Mudança como objectivo da intervenção e não como ponto de partida;
Módulo III
• Modelo de intervenção – eixos:
o Assegurar a segurança física da criança
o Assegurar o desenvolvimento da criança ou condições novas para que se possa desenvolver
o Assegurar a integração na comunidade
• Quando se afasta a criança – aspectos a ter em conta para a família
• Avaliação
• Indicadores de bom prognóstico para o regresso à família
• Chaves de sucesso para a intervenção em situações de negligência
• Encerrar uma intervenção:
o Critérios para avaliar quando a intervenção chegou ao fim
o Como fazer
Autismo e Comunicação
INTERVENÇÃO PRECOCE DE MONTEMOR-O-NOVO
está a organizar no dia 17, 18 e 19 de Maio uma formação sobre “Autismo e Comunicação”
Formadoras:
Terapeutas da Fala - Carmelina Mota
Paula Bravo
Com a colaboração de
Graça Santos - Terapeuta Ocupacional
Local : Intervenção Precoce de Montemor-O-Novo ; Crespa da Figueira Fax:266891547
7050-010 Montemor-o-Novo Tel:266891530
Email: iprecocemn@hotmail.com
Preço : 75 € (Dossier do Formando incluído)
(Máximo de 30 participantes)
está a organizar no dia 17, 18 e 19 de Maio uma formação sobre “Autismo e Comunicação”
Formadoras:
Terapeutas da Fala - Carmelina Mota
Paula Bravo
Com a colaboração de
Graça Santos - Terapeuta Ocupacional
Local : Intervenção Precoce de Montemor-O-Novo ; Crespa da Figueira Fax:266891547
7050-010 Montemor-o-Novo Tel:266891530
Email: iprecocemn@hotmail.com
Preço : 75 € (Dossier do Formando incluído)
(Máximo de 30 participantes)
sexta-feira, março 16, 2007
Planeta Asperger
«Não estamos sós». Um espaço de reflexão sobre a diferença
«Não estamos sós». Um espaço de reflexão sobre a diferença
http://www.fromplanetasperger.blogspot.com/
quinta-feira, março 15, 2007
Carta de um filho a todos os pais do mundo
Não me dês tudo o que te peço. Às vezes peço apenas para saber qual é o máximo que posso obter.
Não me grites. Respeito-te menos quando fazes isso; e ensinas-me a gritar também. E eu não quero fazê-lo.
Não me dês sempre ordens. Se em vez de dares ordens, às vezes me pedisses as coisas com um sorriso, eu faria tudo muito mais depressa e com gosto.
Cumpre as promessas, boas ou más. Se me prometeres um prémio, dá-o; mas faz o mesmo se for um castigo.
Não me compares com ninguém, especialmente com o meu irmão ou com a minha irmã. Se me fizeres sentir melhor que os outros, alguém irá sofrer; e se me fizeres sentir pior que os outros, serei eu a sofrer.
Não mudes tão frequentemente de opinião acerca daquilo que devo fazer. Decide, e depois mantém essa decisão.
Deixa-me desembaraçar sozinho. Se fizeres tudo por mim, eu nunca poderei aprender.
Não digas mentiras à minha frente, nem me peças que as diga por ti, mesmo que seja para te livrar de um sarilho. Fazes com que me sinta mal e perca a fé naquilo que me dizes.
Quando eu fizer alguma coisa mal, não me exijas que te diga a razão por que o fiz. Às vezes nem eu mesmo sei.
Quando estiveres errado em algo, admite-o e será melhor a opinião que eu terei de ti. Assim ensinar-me-ás a admitir os meus erros também.
Trata-me com a mesma amabilidade e cordialidade com que tratas os teus amigos. Lá por sermos família não quer dizer que não possamos ser também amigos.
Não me digas para fazer uma coisa que tu não fazes. Eu aprenderei aquilo que tu fizeres, ainda que não me digas para fazer o mesmo; mas nunca farei o que tu me aconselhas e não fazes.
Quando te contar um problema meu, não me digas «não tenho tempo para tolices», ou «isso não tem importância». Tenta compreender-me e ajudar-me.
E gosta de mim. E diz-me que gostas de mim. Agrada-me ouvir-te dizer isso, mesmo que tu não aches necessário dizê-lo.
(Marita Abraham)
Não me grites. Respeito-te menos quando fazes isso; e ensinas-me a gritar também. E eu não quero fazê-lo.
Não me dês sempre ordens. Se em vez de dares ordens, às vezes me pedisses as coisas com um sorriso, eu faria tudo muito mais depressa e com gosto.
Cumpre as promessas, boas ou más. Se me prometeres um prémio, dá-o; mas faz o mesmo se for um castigo.
Não me compares com ninguém, especialmente com o meu irmão ou com a minha irmã. Se me fizeres sentir melhor que os outros, alguém irá sofrer; e se me fizeres sentir pior que os outros, serei eu a sofrer.
Não mudes tão frequentemente de opinião acerca daquilo que devo fazer. Decide, e depois mantém essa decisão.
Deixa-me desembaraçar sozinho. Se fizeres tudo por mim, eu nunca poderei aprender.
Não digas mentiras à minha frente, nem me peças que as diga por ti, mesmo que seja para te livrar de um sarilho. Fazes com que me sinta mal e perca a fé naquilo que me dizes.
Quando eu fizer alguma coisa mal, não me exijas que te diga a razão por que o fiz. Às vezes nem eu mesmo sei.
Quando estiveres errado em algo, admite-o e será melhor a opinião que eu terei de ti. Assim ensinar-me-ás a admitir os meus erros também.
Trata-me com a mesma amabilidade e cordialidade com que tratas os teus amigos. Lá por sermos família não quer dizer que não possamos ser também amigos.
Não me digas para fazer uma coisa que tu não fazes. Eu aprenderei aquilo que tu fizeres, ainda que não me digas para fazer o mesmo; mas nunca farei o que tu me aconselhas e não fazes.
Quando te contar um problema meu, não me digas «não tenho tempo para tolices», ou «isso não tem importância». Tenta compreender-me e ajudar-me.
E gosta de mim. E diz-me que gostas de mim. Agrada-me ouvir-te dizer isso, mesmo que tu não aches necessário dizê-lo.
(Marita Abraham)
Quando é...? Quando?
As crianças pequenas não têm ainda, assimilada, a noção de tempo. E é necessário que você ajude a compreender o que é o ontem, o hoje e o amanhã. No entanto, esta aprendizagem faz parte de um processo prolongado, intrínseco ao seu próprio desenvolvimento cognitivo.
Nos primeiros anos
Durante os primeiros anos de vida a criança vive para o imediato. Se quer alguma coisa... quer para aquele momento. Não sabe esperar e irrita-se se a sua vontade não é satisfeita.
No entanto, com o próprio desenvolvimento, irá ganhando algum timing, que lhe permitirá aceitar a espera, mais ou menos bem, consoante a necessidade que tem em determinado momento. Exemplo disso é o período em que tem fome: se a comida demora um pouco mais a chegar, certamente, ficará irritadiça. Isso demonstra que nem sempre tem capacidade para aceitar a espera.
Aprender a esperar
As crianças já conseguem nesta idade diferenciar alguns períodos de tempo. Já sabem que se estão no infantário e mais tarde vão estar com os seus papás em casa. Se agora é noite, são horas para ir dormir e quando chegar o dia, poderão brincar, ir à escola, etc.
Entretanto, e para que a sua aprendizagem seja mais efectiva, convém que os pais consigam estabelecer e manter rotinas. Depois do banho, o jantar, a história contada pela mamã e finalmente... o soninho descansado.
Uma nova aprendizagem
Aos três anos, uma criança já consegue entender algumas datas. Exemplo disso é o seu aniversário, o Natal, o Carnaval... Entende que são dias especiais e que só acontecem num dia especial que não pode mudar segundo a sua vontade.
Sabem que vão fazer anos, que vem aí o Carnaval ou que vão estar de férias. E isso tem um tempo certo para acontecer. Agora, já não é o imediato! Querem saber coisas acerca do futuro (Quando é o meu aniversário? Quando é o Carnaval? Quando será o Natal?).
Surgem também perguntas sobre o passado, acerca da vida antes de ele se lembrar. São poucos os pais que não foram confrontados com a pergunta: Porque é que eu não fui ao teu casamento?
Respostas à sua medida
A melhor forma de os ajudar, consiste em ser paciente com as perguntas “metralhadas”, a cada cinco minutos. Eles querem saber mais, e mais, e mais... Para que o seu filho entenda as suas repostas, tenha em conta algumas regras:
- Responda-lhe sempre sem expressões que se tornem ambíguas para a sua capacidade
- Nunca lhe dê respostas vagas, que possam suscitar novas perguntas, mais complexas
- Exemplifique as respostas com exemplos e questões do dia-a-dia.
Muitos são os pais que reclamam porque os seus filhos repetem as mesmas perguntas obsessivamente. Outros, queixam-se porque os seus filhos nada questionam. Em qualquer dos casos, a utilização de algumas técnicas, permitirá que o seu filho atinja o meio-termo.
- Embora seja demasiado cedo para o seu filho usar relógio de pulso, pode oferecer-lhe um de brincar. Assim, vai-se habituando a ver como funcionam os ponteiros e vai até aprendendo os números.
- Utilize o relógio de parede para lhe mostra o passar das horas. Explique-lhe que o papá chegará quando os ponteiros (grande e pequeno) estiverem alinhados a uma determinada hora.
- A utilização de calendários de parede, permite-lhe mostrar o tempo que falta. Se for um calendário daqueles com quadrados que se podem riscar, mais fácil será para ele, esperar pelo “grande dia”
- Festeje outros factos relevantes como “a chegada da Primavera”, uma “ida ao cinema”, os anos do pai e dos avós ...
A noção de tempo da criança é determinada pelos pais. Aqueles que vivem em stress diário, acabam por transmitir aos filhos esse mesmo stress. Como tal, quando estiver com o seu filho, esqueça esse stress e viva plenamente cada nova habilidade, cada gracinha que ele faz, cada sorriso que ele lhe oferece. Isso fá-lo-á feliz e a si também.
(Fonte Sapo Bebé)
Nos primeiros anos
Durante os primeiros anos de vida a criança vive para o imediato. Se quer alguma coisa... quer para aquele momento. Não sabe esperar e irrita-se se a sua vontade não é satisfeita.
No entanto, com o próprio desenvolvimento, irá ganhando algum timing, que lhe permitirá aceitar a espera, mais ou menos bem, consoante a necessidade que tem em determinado momento. Exemplo disso é o período em que tem fome: se a comida demora um pouco mais a chegar, certamente, ficará irritadiça. Isso demonstra que nem sempre tem capacidade para aceitar a espera.
Aprender a esperar
As crianças já conseguem nesta idade diferenciar alguns períodos de tempo. Já sabem que se estão no infantário e mais tarde vão estar com os seus papás em casa. Se agora é noite, são horas para ir dormir e quando chegar o dia, poderão brincar, ir à escola, etc.
Entretanto, e para que a sua aprendizagem seja mais efectiva, convém que os pais consigam estabelecer e manter rotinas. Depois do banho, o jantar, a história contada pela mamã e finalmente... o soninho descansado.
Uma nova aprendizagem
Aos três anos, uma criança já consegue entender algumas datas. Exemplo disso é o seu aniversário, o Natal, o Carnaval... Entende que são dias especiais e que só acontecem num dia especial que não pode mudar segundo a sua vontade.
Sabem que vão fazer anos, que vem aí o Carnaval ou que vão estar de férias. E isso tem um tempo certo para acontecer. Agora, já não é o imediato! Querem saber coisas acerca do futuro (Quando é o meu aniversário? Quando é o Carnaval? Quando será o Natal?).
Surgem também perguntas sobre o passado, acerca da vida antes de ele se lembrar. São poucos os pais que não foram confrontados com a pergunta: Porque é que eu não fui ao teu casamento?
Respostas à sua medida
A melhor forma de os ajudar, consiste em ser paciente com as perguntas “metralhadas”, a cada cinco minutos. Eles querem saber mais, e mais, e mais... Para que o seu filho entenda as suas repostas, tenha em conta algumas regras:
- Responda-lhe sempre sem expressões que se tornem ambíguas para a sua capacidade
- Nunca lhe dê respostas vagas, que possam suscitar novas perguntas, mais complexas
- Exemplifique as respostas com exemplos e questões do dia-a-dia.
Muitos são os pais que reclamam porque os seus filhos repetem as mesmas perguntas obsessivamente. Outros, queixam-se porque os seus filhos nada questionam. Em qualquer dos casos, a utilização de algumas técnicas, permitirá que o seu filho atinja o meio-termo.
- Embora seja demasiado cedo para o seu filho usar relógio de pulso, pode oferecer-lhe um de brincar. Assim, vai-se habituando a ver como funcionam os ponteiros e vai até aprendendo os números.
- Utilize o relógio de parede para lhe mostra o passar das horas. Explique-lhe que o papá chegará quando os ponteiros (grande e pequeno) estiverem alinhados a uma determinada hora.
- A utilização de calendários de parede, permite-lhe mostrar o tempo que falta. Se for um calendário daqueles com quadrados que se podem riscar, mais fácil será para ele, esperar pelo “grande dia”
- Festeje outros factos relevantes como “a chegada da Primavera”, uma “ida ao cinema”, os anos do pai e dos avós ...
A noção de tempo da criança é determinada pelos pais. Aqueles que vivem em stress diário, acabam por transmitir aos filhos esse mesmo stress. Como tal, quando estiver com o seu filho, esqueça esse stress e viva plenamente cada nova habilidade, cada gracinha que ele faz, cada sorriso que ele lhe oferece. Isso fá-lo-á feliz e a si também.
(Fonte Sapo Bebé)
quarta-feira, março 14, 2007
Acidentes domésticos
do Site Júnior
Por mais atento que se esteja às brincadeiras e traquinices das crianças, é impossível estar em todos os lugares ao mesmo tempo e dois olhos nunca são suficientes. Quando menos se espera o acidente pode acontecer. (Aliás, se fosse possível prevê-los deixariam de se chamar acidentes!)
Claro que não se pretende deixar os pais alarmados: apesar de não se poderem prever, os acidentes podem-se prevenir.
Sabia que as quedas registam o maior índice de acidentes domésticos nas crianças? Ou seja, 54% no total. Em segundo lugar estão os cortes, em terceiro as queimaduras e em quarto as intoxicações.
A prevenção exige cuidados especiais. Os pediatras concordam que "há acidentes impossíveis de prevenir, mas quando uma criança engole um botão ou bebe um detergente já não se trata de uma fatalidade, mas de falta de cuidado".
É preciso que os pais tenham consciência dos perigos que existem dentro das casas: "os arquitectos não projectam os edifícios a pensar em pessoas com apenas 90 cm!".
A cozinha é conhecida como "a zona de perigo" para os pediatras. Esta é a área da casa que tem que estar mais bem protegida contra a curiosidade infantil. Mas outras áreas também precisam de cuidados especiais.
Assim, aqui vão alguns conselhos para ajudar a diminuir as tragédias
Crianças dos 2 aos 6 anos
EM CASA - GERAL- instale grades ou protecções nas janelas a partir do primeiro andar;- instale "portões" nas escadas; - use vidros de segurança nas portas e coloque autocolantes coloridos em portas grandes de vidro;- os tapetes sobre ladrilhos ou chão encerado são extremamente escorregadios, para evitar quedas, cole o tapete ou coloque por baixo algum tipo de material anti-deslizante;- tape as fichas de electricidade com utensílios adequados, para que a criança não apanhe choques.
NA CASA DE BANHO- na banheira, a criança deve estar sempre sobre um tapete de borracha e ter suportes ao seu alcance para não perder o equilíbrio.
NA COZINHA- guarde facas, tesouras e armas ao alcance das crianças; - cuidado com as panelas (ao lume, sempre com o cabo para dentro), o fogão e o ferro de engomar; - quando a criança está na cozinha, mantê-la sempre vigiada; - ensine-lhe os perigos do fogo.
MEDICAMENTOS E PRODUTOS DE LIMPEZA
- só tenha em casa os remédios e produtos tóxicos absolutamente necessários;- mantenha remédios e produtos perigosos fora de visão e do alcance das crianças; - deite fora os restos de remédios e não os tome na frente das crianças (já que tendem a imitar os adultos); - não transfira produtos tóxicos para garrafas de sumos ou líquidos inócuos.
NO ESPAÇO EXTERIOR- nunca deixe a criança sozinha perto de piscinas e lagos.
ANIMAIS- ensine a criança a não acariciar animais estranhos nem a provocá-los;- ensine-a a não acordar um animal que está a dormir ou a aproximar-se deles quando estão a comer; - vacine os animais de casa.
Crianças dos 6 aos 12
A grande maioria das indicações anteriores mantêm-se nesta faixa etária. O bom senso dos pais define o ideal para o seu filho. No entanto, aqui vão outras indicações igualmente importantes para a segurança das crianças:
- usar bicicletas de tamanho apropriado e sempre com equipamento de segurança;- não transportar passageiros na bicicleta;- evitar que a criança ande atrasada, para que não se distraia dos perigos, com a pressa;- ensine a criança a nadar e a nunca entrar em águas perigosas;- ensine a criança a não se armar em valente, em qualquer ocasião que ponha em perigo a sua vida;- novamente, mantenha a educação relativamente aos cães e ao fogo;- no caso da roupa a pegar fogo, ensine-a a deitar-se, a rolar no chão (nunca correr) e a envolver a roupa em chamas com um cobertor;- esconda todas as armas de fogo longe do alcance das crianças e nunca as guarde carregadas!
Noutros casos, quando é impossível conseguir prever o que poderá fazer uma criança pronta a explorar um "novo mundo", o ideal é alertá-lo para os riscos. Se, por um lado, lhes estamos a dar "ideias loucas", também estamos a desenvolver-lhes a noção de perigo.
Para que a criança não ponha imediatamente em prática aquilo que a proibiu, é dever do adulto dar exemplos e explicar à criança, com toda a paciência, o porquê do perigo.
Se os pais apenas proibirem o filho de um acto qualquer, sem lhe dar uma explicação, a probabilidade da criança o pôr em prática é de 100% !
Explique sempre quando e porquê as suas acções lhe são permitidas a si e à criança não. Refira razões de capacidade, idade, segurança, adequação ou responsabilidade.
Por mais atento que se esteja às brincadeiras e traquinices das crianças, é impossível estar em todos os lugares ao mesmo tempo e dois olhos nunca são suficientes. Quando menos se espera o acidente pode acontecer. (Aliás, se fosse possível prevê-los deixariam de se chamar acidentes!)
Claro que não se pretende deixar os pais alarmados: apesar de não se poderem prever, os acidentes podem-se prevenir.
Sabia que as quedas registam o maior índice de acidentes domésticos nas crianças? Ou seja, 54% no total. Em segundo lugar estão os cortes, em terceiro as queimaduras e em quarto as intoxicações.
A prevenção exige cuidados especiais. Os pediatras concordam que "há acidentes impossíveis de prevenir, mas quando uma criança engole um botão ou bebe um detergente já não se trata de uma fatalidade, mas de falta de cuidado".
É preciso que os pais tenham consciência dos perigos que existem dentro das casas: "os arquitectos não projectam os edifícios a pensar em pessoas com apenas 90 cm!".
A cozinha é conhecida como "a zona de perigo" para os pediatras. Esta é a área da casa que tem que estar mais bem protegida contra a curiosidade infantil. Mas outras áreas também precisam de cuidados especiais.
Assim, aqui vão alguns conselhos para ajudar a diminuir as tragédias
Crianças dos 2 aos 6 anos
EM CASA - GERAL- instale grades ou protecções nas janelas a partir do primeiro andar;- instale "portões" nas escadas; - use vidros de segurança nas portas e coloque autocolantes coloridos em portas grandes de vidro;- os tapetes sobre ladrilhos ou chão encerado são extremamente escorregadios, para evitar quedas, cole o tapete ou coloque por baixo algum tipo de material anti-deslizante;- tape as fichas de electricidade com utensílios adequados, para que a criança não apanhe choques.
NA CASA DE BANHO- na banheira, a criança deve estar sempre sobre um tapete de borracha e ter suportes ao seu alcance para não perder o equilíbrio.
NA COZINHA- guarde facas, tesouras e armas ao alcance das crianças; - cuidado com as panelas (ao lume, sempre com o cabo para dentro), o fogão e o ferro de engomar; - quando a criança está na cozinha, mantê-la sempre vigiada; - ensine-lhe os perigos do fogo.
MEDICAMENTOS E PRODUTOS DE LIMPEZA
- só tenha em casa os remédios e produtos tóxicos absolutamente necessários;- mantenha remédios e produtos perigosos fora de visão e do alcance das crianças; - deite fora os restos de remédios e não os tome na frente das crianças (já que tendem a imitar os adultos); - não transfira produtos tóxicos para garrafas de sumos ou líquidos inócuos.
NO ESPAÇO EXTERIOR- nunca deixe a criança sozinha perto de piscinas e lagos.
ANIMAIS- ensine a criança a não acariciar animais estranhos nem a provocá-los;- ensine-a a não acordar um animal que está a dormir ou a aproximar-se deles quando estão a comer; - vacine os animais de casa.
Crianças dos 6 aos 12
A grande maioria das indicações anteriores mantêm-se nesta faixa etária. O bom senso dos pais define o ideal para o seu filho. No entanto, aqui vão outras indicações igualmente importantes para a segurança das crianças:
- usar bicicletas de tamanho apropriado e sempre com equipamento de segurança;- não transportar passageiros na bicicleta;- evitar que a criança ande atrasada, para que não se distraia dos perigos, com a pressa;- ensine a criança a nadar e a nunca entrar em águas perigosas;- ensine a criança a não se armar em valente, em qualquer ocasião que ponha em perigo a sua vida;- novamente, mantenha a educação relativamente aos cães e ao fogo;- no caso da roupa a pegar fogo, ensine-a a deitar-se, a rolar no chão (nunca correr) e a envolver a roupa em chamas com um cobertor;- esconda todas as armas de fogo longe do alcance das crianças e nunca as guarde carregadas!
Noutros casos, quando é impossível conseguir prever o que poderá fazer uma criança pronta a explorar um "novo mundo", o ideal é alertá-lo para os riscos. Se, por um lado, lhes estamos a dar "ideias loucas", também estamos a desenvolver-lhes a noção de perigo.
Para que a criança não ponha imediatamente em prática aquilo que a proibiu, é dever do adulto dar exemplos e explicar à criança, com toda a paciência, o porquê do perigo.
Se os pais apenas proibirem o filho de um acto qualquer, sem lhe dar uma explicação, a probabilidade da criança o pôr em prática é de 100% !
Explique sempre quando e porquê as suas acções lhe são permitidas a si e à criança não. Refira razões de capacidade, idade, segurança, adequação ou responsabilidade.
segunda-feira, março 05, 2007
Encontro de intervenção Precoce
Intervenção Precoce Hoje, da prevençaõ à intervenção- dia 29 e 30 de Março- Portalegre
dia 29
Painéis de Debate
} Redes de Apoio Social e sua importância para a Intervenção Precoce
} Prevenir: Vale a Pena
} ANIP: Boas Práticas na Intervenção Precoce
} Dinâmicas de Liderança em Intervenção Precoce
} Apresentação da Rede de Intervenção Precoce do Alentejo
} Apresentação da Rede de Intervenção Precoce do Distrito de Portalegre
} Qualidade das Práticas de Intervenção Precoce no Distrito
} A realidade da Prática - Estudo de Caso (Alentejo)
dia 30
Workshop
Escola Superior de Educação de Portalegre
Grupos de Trabalho Temáticos:
} Modelo Centrado na Família: Práticas de Intervenção Precoce
} O Risco Social: Formas de Articulação Interinstitucional
} Avaliação da Criança em Intervenção Precoce
} Cenários de Supervisão em Intervenção Precoce
Informações e Inscrições:
Informações e Inscrições:
Núcleo Distrital de Portalegre da REAPN - Rua D. Nuno Álvares Pereira, nº 61, 2º Dto. - 7300 - 200 Portalegre
Tel.: 245 202 407 Fax: 245 202 408 E-mail: portalegre@reapn.org
dia 29
Painéis de Debate
} Redes de Apoio Social e sua importância para a Intervenção Precoce
} Prevenir: Vale a Pena
} ANIP: Boas Práticas na Intervenção Precoce
} Dinâmicas de Liderança em Intervenção Precoce
} Apresentação da Rede de Intervenção Precoce do Alentejo
} Apresentação da Rede de Intervenção Precoce do Distrito de Portalegre
} Qualidade das Práticas de Intervenção Precoce no Distrito
} A realidade da Prática - Estudo de Caso (Alentejo)
dia 30
Workshop
Escola Superior de Educação de Portalegre
Grupos de Trabalho Temáticos:
} Modelo Centrado na Família: Práticas de Intervenção Precoce
} O Risco Social: Formas de Articulação Interinstitucional
} Avaliação da Criança em Intervenção Precoce
} Cenários de Supervisão em Intervenção Precoce
Informações e Inscrições:
Informações e Inscrições:
Núcleo Distrital de Portalegre da REAPN - Rua D. Nuno Álvares Pereira, nº 61, 2º Dto. - 7300 - 200 Portalegre
Tel.: 245 202 407 Fax: 245 202 408 E-mail: portalegre@reapn.org
sexta-feira, março 02, 2007
DIA MUNDIAL DE SÍNDROME DE DOWN - 21 de MARÇO DE 2007
Vimos por este meio informá-los que a APPT21 - Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21, aderiu à comemoração do Dia Mundial de Síndrome de Down, no dia 21 de Março de 2007. No âmbito desta comemoração, a APPT21 e o seu Centro de Desenvolvimento Infantil DIFERENÇAS, organiza um ENCONTRO DE PAIS DE CRIANÇAS, ADOLESCENTES E ADULTOS COM TRISSOMIA 21, nas suas instalações do Centro Comercial da Bela Vista, em Lisboa.
O programa do encontro é o seguinte:
12:00 h Trissomia 21 fetal: uma experiência pessoal Francisca Prieto
12:30 h Sou capaz! Marcelina Souscek
13:00 h Almoço volante
14:00 h Alguns aspectos jurídicos quanto à protecção dos bens e das pessoas com trissomia 21
Isabel Marques Correia
15:00 h Perguntas livres dos pais
16:00 h Encerramento do encontro
ENTRADA LIVRE
Destinatários: pais e familiares de pessoas com Trissomia 21. Confirme já a sua presença através do telefone 21 8394222 ou pelo email geral@appt21.org.pt.
Consulte o programa do encontro em formato pdf. clicando no link http://appt21.org.pt/agenda/programa_dia_mundial
O programa do encontro é o seguinte:
12:00 h Trissomia 21 fetal: uma experiência pessoal Francisca Prieto
12:30 h Sou capaz! Marcelina Souscek
13:00 h Almoço volante
14:00 h Alguns aspectos jurídicos quanto à protecção dos bens e das pessoas com trissomia 21
Isabel Marques Correia
15:00 h Perguntas livres dos pais
16:00 h Encerramento do encontro
ENTRADA LIVRE
Destinatários: pais e familiares de pessoas com Trissomia 21. Confirme já a sua presença através do telefone 21 8394222 ou pelo email geral@appt21.org.pt.
Consulte o programa do encontro em formato pdf. clicando no link http://appt21.org.pt/agenda/programa_dia_mundial
domingo, fevereiro 25, 2007
Encontro Nacional de Familias Apoiadas em Intervenção Precoce
Realizou-se ontem, em Telheiras, o II Encontro Nacional de Familias Apoiadas em Intervenção Precoce. Este encontro teve como principal objectivo mobilizar os pais das crianças que são apoiadas pela Intervenção Precoce, no sentido de fazer um levantamento da actual situação da IP a nível nacional e delinear futuras estratégias para que o serviço não seja extinto pelas actuais decisões politicas.
Todos os presentes, pais e técnicos, saíram da sala profundamente angustiados, pois o que se debateu demonstrou que o futuro da Intervenção Precoce é uma incógnita, e que, actualmente, só em poucas localidades é que se continuam a manter os apoios como está previsto no Despacho Conjunto 891/99, como é o caso dos concelhos abrangidos pelo PIPREM (Reguengos de Monsaraz e Mourão). Noutras localidades, como as do distrito de Lisboa ou outras do Norte do país, aconteceu, com um Despacho Interno do Secretário de Estado da Educação de 30 de Janeiro de 2006, uma reviravolta nas faixas etárias destinadas à Intervenção Precoce e nos apoios prestados pelos docentes de ensino especial, avizinhando-se um modelo no ensino especial, com as ONG's a funcionarem como centro de recursos, que poderá a longo prazo extinguir o modelo da Intervenção Precoce, visto que este tipo de apoio será centrado na escola e não centrado na família.
Mais ainda, ficarão a descoberto todas as crianças que, sem terem uma condição estabelecida (de deficiência), possuam um risco biológico ou um risco ambiental que poderá comprometer o seu desenvolvimento, a curto ou a longo prazo, como é o caso dos riscos de atraso grave do desenvolvimento, o que poderá aumentar no futuro as crianças com incapacidades a vários níveis. Ou seja, deixa-se de intervir precocemente, nas condições que não sejam de risco estabelecido, e passa-se a uma politica de reabilitação centrada exclusivamente na deficiência, com os apoios prestados por uma escola dita de qualidade (pois oferece recursos terapêuticos), e esquecem-se as competências das famílias e a importância do reforço destas para os ganhos desenvolvimentais da criança, voltando-se à visão do saber técnico sobreposto ao saber da família.
Como foi dito no Encontro, o objectivo não deve ser ditar a Intervenção Precoce como modelo único, mas sim trazer a IP à discussão, para que seja criada uma regra comum a nível nacional, e para que as famílias possam ter à disposição, se entenderem que é o melhor para si, o modelo de intervenção em que a IP se baseia. O objectivo é que as famílias futuramente apoiadas pela Intervenção Precoce, e que ainda não têm apoio, pois ainda dele não necessitaram, possam ter opção de escolha.
Penso que o que o Dr. Joaquim Gronita referiu, que no âmbito da Educação Especial têm sido os pais os principais impulsionadores das mudanças , através da mobilização da sociedade civil no sentido de uma pressão sobre o Estado para a criação de respostas para as necessidades específicas da infância e da família, deverá ficar como o mote do Grupo Misto de Pais e Técnicos e todos nós que estamos ligados à Intervenção Precoce devemos, um pouco por todo o país, trazer a IP à discussão, para que esta não seja silenciada sem que a sociedade civil disso dê conta...
Todos os presentes, pais e técnicos, saíram da sala profundamente angustiados, pois o que se debateu demonstrou que o futuro da Intervenção Precoce é uma incógnita, e que, actualmente, só em poucas localidades é que se continuam a manter os apoios como está previsto no Despacho Conjunto 891/99, como é o caso dos concelhos abrangidos pelo PIPREM (Reguengos de Monsaraz e Mourão). Noutras localidades, como as do distrito de Lisboa ou outras do Norte do país, aconteceu, com um Despacho Interno do Secretário de Estado da Educação de 30 de Janeiro de 2006, uma reviravolta nas faixas etárias destinadas à Intervenção Precoce e nos apoios prestados pelos docentes de ensino especial, avizinhando-se um modelo no ensino especial, com as ONG's a funcionarem como centro de recursos, que poderá a longo prazo extinguir o modelo da Intervenção Precoce, visto que este tipo de apoio será centrado na escola e não centrado na família.
Mais ainda, ficarão a descoberto todas as crianças que, sem terem uma condição estabelecida (de deficiência), possuam um risco biológico ou um risco ambiental que poderá comprometer o seu desenvolvimento, a curto ou a longo prazo, como é o caso dos riscos de atraso grave do desenvolvimento, o que poderá aumentar no futuro as crianças com incapacidades a vários níveis. Ou seja, deixa-se de intervir precocemente, nas condições que não sejam de risco estabelecido, e passa-se a uma politica de reabilitação centrada exclusivamente na deficiência, com os apoios prestados por uma escola dita de qualidade (pois oferece recursos terapêuticos), e esquecem-se as competências das famílias e a importância do reforço destas para os ganhos desenvolvimentais da criança, voltando-se à visão do saber técnico sobreposto ao saber da família.
Como foi dito no Encontro, o objectivo não deve ser ditar a Intervenção Precoce como modelo único, mas sim trazer a IP à discussão, para que seja criada uma regra comum a nível nacional, e para que as famílias possam ter à disposição, se entenderem que é o melhor para si, o modelo de intervenção em que a IP se baseia. O objectivo é que as famílias futuramente apoiadas pela Intervenção Precoce, e que ainda não têm apoio, pois ainda dele não necessitaram, possam ter opção de escolha.
Penso que o que o Dr. Joaquim Gronita referiu, que no âmbito da Educação Especial têm sido os pais os principais impulsionadores das mudanças , através da mobilização da sociedade civil no sentido de uma pressão sobre o Estado para a criação de respostas para as necessidades específicas da infância e da família, deverá ficar como o mote do Grupo Misto de Pais e Técnicos e todos nós que estamos ligados à Intervenção Precoce devemos, um pouco por todo o país, trazer a IP à discussão, para que esta não seja silenciada sem que a sociedade civil disso dê conta...
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
jornal a palavra
Segue em baixo o link do artigo que saiu no Jornal A Palavra sobre a nossa equipa: http://www.portaldereguengos.com/maxcontent-documento-230.html
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
A Equipa de Intervenção Precoce de Reguengos de Monsaraz e Núcleo de Mourão
A equipa é constituida por 10 técnicas:
A Enfermeira Marília Lourenço, a Educadora de Infância Maria josé Calquinha, a Terapeuta da Fala Ana Raquel de Brito, a Assistente Social Helena Augusto, a Psicóloga Vânia Pereira Branco, a Educadora de Infância, Maria José Gonçalves, a Psicóloga Carla Ferro, a Fisioterapeuta Joana Carrapatoso, aEducadora de Infância Paula Rosa e educadora de Infância Ana Paula Rola.
filha de ninguém
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Aquarela
Composição: Toquinho/Vinicius de Moraes
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papelnum instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul
Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando,é tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindoe se a gente quiser ele vai pousar
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muroe ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida,depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarelade uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá)e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá)
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (e descolorirá)
Há muito que o PIPREM não dava notícias...mas o mês de Dezembro foi muito atribulado...a equipa andou a distribuir brinquedos... (foi lindo ver um sorriso no rosto dos nossos meninos!)
Também informo que a nossa equipa já está completa (finalmente), já temos Terapeuta da Fala Ana Brito !
Aproveito para pedir que divulguem o nosso Blog, que deixem cometários...
Também informo que a nossa equipa já está completa (finalmente), já temos Terapeuta da Fala Ana Brito !
Aproveito para pedir que divulguem o nosso Blog, que deixem cometários...
Um BOM ANO a todos aqueles que nos acompanham!
segunda-feira, dezembro 11, 2006

Os vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e filhas da nostalgia da vida por si mesma. Eles vêm por meio de vós, mas não de vós, e, apesar de estarem convosco, não vos pertencem. Podeis dar-lhes o vosso amor, mas não as vossas idéias, pois eles possuem as suas próprias idéias. Podeis abrigar os seus corpos, mas não as suas almas, pois as suas almas habitam nas moradas do amanhã que nem nos vossos sonhos podeis visitar. Podeis esforçar-vos para vos tornardes como eles, mas não procureis torná-los como vós. Pois a vida não vive no passado nem no ontem se detém. Vós sois os arcos de onde, como flechas vivas, os vossos filhos serão lançados. O arqueiro vê a presa no percurso do infinito e dispara com toda a força para que as suas flechas partam ligeiras e cheguem longe. Que a vossa inflexão na mão do arqueiro se destine à alegria; pois tal como ele ama a flecha que voa, também ama o arco que é estável.
“O Profeta” de Kalil Gibran
quinta-feira, dezembro 07, 2006
"MAYDAY MAYDAY" - Intervenção Precoce
Inquietações Pedagógicas
"Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso…” Jorge de Sena in Metamorfoses
"MAYDAY MAYDAY" - Intervenção Precoce
Joaquim Bairrão*
Como todos sabem “MAYDAY” é um sinal de socorro internacional que se acciona numa situação de perigo eminente. Dado o que vem acontecendo entre nós à educação especial e à Intervenção Precoce (IP) em particular, justifica-se, pois, um sinal de alerta sobretudo para os perigos que esta corre. Este sinal de alerta é extensivo a toda a dita Educação Especial (EE), mas neste curto espaço e neste momento só à Intervenção Precoce nos referiremos tal o seu valor paradigmático.Como toda a gente do ofício sabe, a Intervenção Precoce é uma abordagem multidisciplinar em educação especial, geralmente um conjunto de recursos para crianças em risco ou “risco já adquirido” (biológico, social, ou compósito), que abarca a população entre os zero e os 5/6 anos. Tal modalidade preventiva em EE, pode revestir várias modalidades de intervenção nomeadamente, nos contextos familiares, pré-escolares (creche e jardim de infância) ou noutros locais de guarda ou cuidados onde tais crianças se encontram. É pois uma definição que implica três conceitos fundamentais de prevenção – a primária (evitar que as dificuldades ocorram), a secundária (melhorar as dificuldades das crianças com vista à sua eliminação) e terciária (melhorar e não permitir o agravamento das dificuldades das crianças com necessidades educativas especiais já adquiridas) levando a que melhorias na pessoa e no meio ambiente proporcionem uma melhoria concomitante da qualidade de vida. Aliás, há muito que alguns países após o Warnock Report de 1978[1] substituíram o termo educação especial por educação de crianças com necessidades educativas especiais. Voltemos à Intervenção Precoce. Portugal tivera uma primeira tentativa de intervenção nas primeiras idades para crianças cegas nos anos 60, a nível nacional, o que levou a que à data fosse considerado pioneiro. Essa experiência termina no tempo do Ministro Rebelo de Sousa e é transformada num serviço bastante diferente e só para os Distritos de Lisboa e Porto. Sem fazer um longo historial da Intervenção Precoce em Portugal, importa referir que esta surge por volta dos anos 80[2], primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, com serviços de Intervenção Precoce que poderemos reputar como de alta qualidade.Assim, como referimos noutro contexto, graças a circunstâncias que seria ocioso citar (internacionalização dos contactos com as Mecas da Intervenção Precoce, troca de cientistas, estágios no estrangeiro, parcerias com Universidades, etc.), por volta dos finais dos anos 80 e sobretudo nos anos 90 temos entre nós um modelo de Intervenção Precoce bastante razoável e sem os habituais enviesamentos da Educação em Portugal. As Agências Internacionais e outras organizações admitiram como muito aceitáveis as referidas iniciativas de Intervenção Precoce que em Portugal estavam, então, a ocorrer.Mais tarde, em 1999, surge o Despacho Conjunto 891/99, dos Ministérios da Educação, da Saúde, do Trabalho e Segurança Social, ditando “Orientações Reguladoras” para a IP, tratando-se de um documento aceitável, não obstante a necessidade de uma melhor adaptação à realidade do país. A título meramente de exemplo, recordamos a afirmação de Simeonsson, Björk Akesson, Bairrão et Al. (2006) de que “todas as crianças em risco devem ter acesso à IP, isto é, crianças em risco (biológico ou social) e com alterações adquiridas”. Ora este documento não tem tal aspecto de acção tão geral, como os autores o referem.O Diploma Português[3] destina-se predominantemente a “crianças com deficiência” ou a crianças com “risco de atraso grave do desenvolvimento”. Porém, esta última categoria contem em si um paradoxo, pois, se de risco se trata e, não ainda de atraso do desenvolvimento, será difícil prever “a priori” se o atraso vai ser ou não grave. Tirando essa lacuna, o documento é aceitável embora esperemos que o Grupo Interdepartamental nos dê outro retrato mais actual da I.P. e que contribua para que entre nós se caminhe para uma legislação como internacionalmente se recomenda. E volto a citar os referidos autores: “A importância da intervenção e inclusão precoces para crianças em risco de atrasos no desenvolvimento ou com incapacidades foi avançada na Declaração de Salamanca (1994) e na declaração “Education for All” das Nações Unidas”. Ninguém que aceite os convénios internacionais e que os assinou pode fazer de outro modo.Claro, convém dizer que os dois pólos dinamizadores iniciados nos anos 80 e seguintes, referidos anteriormente, não foram as únicas experiências de IP Estas foram e são indiscutivelmente de alta qualidade, mas outras foram acontecendo um pouco por todo o país, de melhor ou pior qualidade, a que noutros contextos já nos referimos.Mas, então, porquê este sinal de alarme do estado actual da IP entre nós? Na nossa prática de trabalho com técnicos de intervenção precoce no Porto, sobretudo com técnicos dos Apoios Educativos[4], verificámos que se tornava cada vez mais problemático, pelo menos na zona Norte do país, realizar uma I.P. tal como o Despacho Conjunto propunha, uma vez que quase cada um fazia a IP que lhe apetecia. O velho círculo de Simeonsson não era cumprido na triagem, na avaliação pluridisciplinar, na participação da família aos vários níveis do sistema; a formação contínua dos técnicos, a multidisciplinaridade de avaliação dos programas, a coordenação interserviços ou não existia ou não era uniforme. Essa análise também foi objecto de um estudo, promovido em 1997 pelo próprio ME, a nível nacional revelando exactamente este, repito, esquisso acima referido.A organização então existente e as regras organizativas eram irracionais e saídas de cabeças que talvez de IP nem as iniciais conhecessem: uma IP sem forte componente médica e de saúde, sem educadores com alta formação em educação especial (Mestrado, por exemplo, em I.P.), e em que a colaboração de outros técnicos, terapeutas (fala, fisioterapia e ocupacional), assistente social, psicólogo de educação, etc. era muito escassa e variável e a articulação entre as várias agências era praticamente inexistente.No entanto, como profissional das questões da Psicologia e da Educação com mais de 40 anos de experiência, constatávamos e continuamos a constatar, pelo menos no Grande Porto, não por culpa dos técnicos, mas de “ordens”, “regulamentos”, etc., que crianças mudavam de técnico por vezes no mesmo ano, técnicos que obtiveram ganhos preciosos com crianças eram substituídos por outros, por vezes sem experiência, enfim, ética e cientificamente, a I.P. apresenta razões de alarme para as crianças e famílias que cumpre reflectir conjuntamente e chamar à atenção os policymakers!Se bem me lembro, já o Decreto-lei n.º 891/99 tinha sido recentemente publicado em Diário da República e algumas esperanças ficaram, no entanto, de que a situação da IP pudesse melhorar caso o mesmo viesse a ser cumprido pelas entidades públicas.Mas os nossos receios estavam ainda para vir como diria H.G. Wells na sua Guerra dos Mundos. Recentemente, fiquei estupefacto, quando, certo dia, tomo conhecimento do documento de um tal Conselho Científico – Pedagógico de Formação Contínua[5] que apresentava duas terríficas decisões que passo a citar:“Na sequência dessa reunião, a Secção decidiu (reparem decidiu!):Proceder à revisão dos critérios de categorização dos domínios de especialização em educação especial;Adoptar para as novas propostas de cursos, a partir de 29 de Junho as categorizações seguintes, no âmbito das necessidades educativas especiais:· A71 – domínio cognitivo e motor· A72 – domínio emocional e de personalidade (?)· A73 – Domínio de audição e surdez· A74 – domínio de visão· A75 – Domínio de comunicação e linguagemPara não falar, por agora, nas vetustas concepções que o documento encerra, depreendi, não sei se bem se mal, que os técnicos que possuíam, por exemplo, Mestrado em Intervenção Precoce (válidos internacionalmente) não eram considerados no domínio da dita Educação Especial e, mais, a esses profissionais ficara-lhes vedada, no novo sistema de concursos para colocação dos docentes, a possibilidade de concorrerem e entrarem na carreira de educação especial.E, por sua vez, outros profissionais com especialização em educação especial contemplados no referido concurso não podiam trabalhar em Intervenção Precoce.Será que entendi? Deu-se uma cisma em Portugal entre Intervenção Precoce e Educação Especial?Portanto fiquei sem saber como, a partir de agora, se irá fazer precocemente a dita prevenção (primária, secundária ou terciária) das dificuldades das crianças. Será preciso deixá-las crescer e agravar essas dificuldades? Mais ainda, se o sistema de Educação Especial exclui o atendimento precoce, então, este passa a ser um sistema amputado de uma das suas principais valências - a educação especial precoce feita por técnicos habilitados para isso, como mandam os critérios internacionais.Seria que o Guralnick, presidente da International Society for Early Intervention, numa noite mal dormida ditara ao mundo tal recomendação? Escrever ao Rune Simeonsson ou R. McWilliam e a outros sábios da IP para saber se tinham mudado as regras? Tal não acontecera, claro. Mas, entre nós tudo é possível.Estão hoje demonstradas, a nível das neurociências, as perigosas consequências da ausência de IP no posterior desenvolvimento das crianças e que tal ausência pode tornar irreversíveis certas alterações. Quando já se fala em Intervenção precocíssima in utero na prevenção das dificuldades e doenças futuras que poderão afectar os seres humanos, será possível que o apoio precoce dos 0 aos 5 anos tal como sugerem as convenções internacionais se torne tão difícil entre nós? Será que voltamos ao tempo da não IP e que seja o próprio ME, que aliás tanto lutara por ela, que agora a coarcta? Por isso, termino repetindo MAYDAY MAYDAY.
*Professor Emérito da Universidade do Porto[1] DES (Department of Education and Science) (1978) Warnock Committee Report (London, HMSO)[2] As instituições pioneiras em Intervenção Precoce foram nomeadamente a Direcção de Serviços de Intervenção Psicológica do então Ministério do Trabalho e Segurança Social e em Coimbra a equipa que imanada do Hospital Pediátrico de Coimbra, actual PIIP de Coimbra, que desenvolveram serviços de qualidade e dentro das normas internacionais para a Intervenção Precoce. Hoje felizmente o PIIP continua a desenvolver importantes acções no domínio da I.P. e a defender o seu modelo, menos sorte teve a DSOIP, que já com outro nome e “descendo de divisão” (termo futebolístico), o CEACF (Centro de Estudos e Apoio à Criança e à Família) foi desmantelado em 2006. Resistiu largos anos mas os pioneiros também se abatem![3] Despacho Conjunto nº 891/99, de 19 de Outubro, diz: “no domínio da intervenção precoce para crianças com deficiência ou em risco de atraso grave de desenvolvimento” (o sublinhado é nosso)[4] O que lhes aconteceu? Realizou-se alguma avaliação científica rigorosa que levou à sua extinção ou transformação?
Publicado no Jornal de Letras - Educação
"Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso…” Jorge de Sena in Metamorfoses
"MAYDAY MAYDAY" - Intervenção Precoce
Joaquim Bairrão*
Como todos sabem “MAYDAY” é um sinal de socorro internacional que se acciona numa situação de perigo eminente. Dado o que vem acontecendo entre nós à educação especial e à Intervenção Precoce (IP) em particular, justifica-se, pois, um sinal de alerta sobretudo para os perigos que esta corre. Este sinal de alerta é extensivo a toda a dita Educação Especial (EE), mas neste curto espaço e neste momento só à Intervenção Precoce nos referiremos tal o seu valor paradigmático.Como toda a gente do ofício sabe, a Intervenção Precoce é uma abordagem multidisciplinar em educação especial, geralmente um conjunto de recursos para crianças em risco ou “risco já adquirido” (biológico, social, ou compósito), que abarca a população entre os zero e os 5/6 anos. Tal modalidade preventiva em EE, pode revestir várias modalidades de intervenção nomeadamente, nos contextos familiares, pré-escolares (creche e jardim de infância) ou noutros locais de guarda ou cuidados onde tais crianças se encontram. É pois uma definição que implica três conceitos fundamentais de prevenção – a primária (evitar que as dificuldades ocorram), a secundária (melhorar as dificuldades das crianças com vista à sua eliminação) e terciária (melhorar e não permitir o agravamento das dificuldades das crianças com necessidades educativas especiais já adquiridas) levando a que melhorias na pessoa e no meio ambiente proporcionem uma melhoria concomitante da qualidade de vida. Aliás, há muito que alguns países após o Warnock Report de 1978[1] substituíram o termo educação especial por educação de crianças com necessidades educativas especiais. Voltemos à Intervenção Precoce. Portugal tivera uma primeira tentativa de intervenção nas primeiras idades para crianças cegas nos anos 60, a nível nacional, o que levou a que à data fosse considerado pioneiro. Essa experiência termina no tempo do Ministro Rebelo de Sousa e é transformada num serviço bastante diferente e só para os Distritos de Lisboa e Porto. Sem fazer um longo historial da Intervenção Precoce em Portugal, importa referir que esta surge por volta dos anos 80[2], primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, com serviços de Intervenção Precoce que poderemos reputar como de alta qualidade.Assim, como referimos noutro contexto, graças a circunstâncias que seria ocioso citar (internacionalização dos contactos com as Mecas da Intervenção Precoce, troca de cientistas, estágios no estrangeiro, parcerias com Universidades, etc.), por volta dos finais dos anos 80 e sobretudo nos anos 90 temos entre nós um modelo de Intervenção Precoce bastante razoável e sem os habituais enviesamentos da Educação em Portugal. As Agências Internacionais e outras organizações admitiram como muito aceitáveis as referidas iniciativas de Intervenção Precoce que em Portugal estavam, então, a ocorrer.Mais tarde, em 1999, surge o Despacho Conjunto 891/99, dos Ministérios da Educação, da Saúde, do Trabalho e Segurança Social, ditando “Orientações Reguladoras” para a IP, tratando-se de um documento aceitável, não obstante a necessidade de uma melhor adaptação à realidade do país. A título meramente de exemplo, recordamos a afirmação de Simeonsson, Björk Akesson, Bairrão et Al. (2006) de que “todas as crianças em risco devem ter acesso à IP, isto é, crianças em risco (biológico ou social) e com alterações adquiridas”. Ora este documento não tem tal aspecto de acção tão geral, como os autores o referem.O Diploma Português[3] destina-se predominantemente a “crianças com deficiência” ou a crianças com “risco de atraso grave do desenvolvimento”. Porém, esta última categoria contem em si um paradoxo, pois, se de risco se trata e, não ainda de atraso do desenvolvimento, será difícil prever “a priori” se o atraso vai ser ou não grave. Tirando essa lacuna, o documento é aceitável embora esperemos que o Grupo Interdepartamental nos dê outro retrato mais actual da I.P. e que contribua para que entre nós se caminhe para uma legislação como internacionalmente se recomenda. E volto a citar os referidos autores: “A importância da intervenção e inclusão precoces para crianças em risco de atrasos no desenvolvimento ou com incapacidades foi avançada na Declaração de Salamanca (1994) e na declaração “Education for All” das Nações Unidas”. Ninguém que aceite os convénios internacionais e que os assinou pode fazer de outro modo.Claro, convém dizer que os dois pólos dinamizadores iniciados nos anos 80 e seguintes, referidos anteriormente, não foram as únicas experiências de IP Estas foram e são indiscutivelmente de alta qualidade, mas outras foram acontecendo um pouco por todo o país, de melhor ou pior qualidade, a que noutros contextos já nos referimos.Mas, então, porquê este sinal de alarme do estado actual da IP entre nós? Na nossa prática de trabalho com técnicos de intervenção precoce no Porto, sobretudo com técnicos dos Apoios Educativos[4], verificámos que se tornava cada vez mais problemático, pelo menos na zona Norte do país, realizar uma I.P. tal como o Despacho Conjunto propunha, uma vez que quase cada um fazia a IP que lhe apetecia. O velho círculo de Simeonsson não era cumprido na triagem, na avaliação pluridisciplinar, na participação da família aos vários níveis do sistema; a formação contínua dos técnicos, a multidisciplinaridade de avaliação dos programas, a coordenação interserviços ou não existia ou não era uniforme. Essa análise também foi objecto de um estudo, promovido em 1997 pelo próprio ME, a nível nacional revelando exactamente este, repito, esquisso acima referido.A organização então existente e as regras organizativas eram irracionais e saídas de cabeças que talvez de IP nem as iniciais conhecessem: uma IP sem forte componente médica e de saúde, sem educadores com alta formação em educação especial (Mestrado, por exemplo, em I.P.), e em que a colaboração de outros técnicos, terapeutas (fala, fisioterapia e ocupacional), assistente social, psicólogo de educação, etc. era muito escassa e variável e a articulação entre as várias agências era praticamente inexistente.No entanto, como profissional das questões da Psicologia e da Educação com mais de 40 anos de experiência, constatávamos e continuamos a constatar, pelo menos no Grande Porto, não por culpa dos técnicos, mas de “ordens”, “regulamentos”, etc., que crianças mudavam de técnico por vezes no mesmo ano, técnicos que obtiveram ganhos preciosos com crianças eram substituídos por outros, por vezes sem experiência, enfim, ética e cientificamente, a I.P. apresenta razões de alarme para as crianças e famílias que cumpre reflectir conjuntamente e chamar à atenção os policymakers!Se bem me lembro, já o Decreto-lei n.º 891/99 tinha sido recentemente publicado em Diário da República e algumas esperanças ficaram, no entanto, de que a situação da IP pudesse melhorar caso o mesmo viesse a ser cumprido pelas entidades públicas.Mas os nossos receios estavam ainda para vir como diria H.G. Wells na sua Guerra dos Mundos. Recentemente, fiquei estupefacto, quando, certo dia, tomo conhecimento do documento de um tal Conselho Científico – Pedagógico de Formação Contínua[5] que apresentava duas terríficas decisões que passo a citar:“Na sequência dessa reunião, a Secção decidiu (reparem decidiu!):Proceder à revisão dos critérios de categorização dos domínios de especialização em educação especial;Adoptar para as novas propostas de cursos, a partir de 29 de Junho as categorizações seguintes, no âmbito das necessidades educativas especiais:· A71 – domínio cognitivo e motor· A72 – domínio emocional e de personalidade (?)· A73 – Domínio de audição e surdez· A74 – domínio de visão· A75 – Domínio de comunicação e linguagemPara não falar, por agora, nas vetustas concepções que o documento encerra, depreendi, não sei se bem se mal, que os técnicos que possuíam, por exemplo, Mestrado em Intervenção Precoce (válidos internacionalmente) não eram considerados no domínio da dita Educação Especial e, mais, a esses profissionais ficara-lhes vedada, no novo sistema de concursos para colocação dos docentes, a possibilidade de concorrerem e entrarem na carreira de educação especial.E, por sua vez, outros profissionais com especialização em educação especial contemplados no referido concurso não podiam trabalhar em Intervenção Precoce.Será que entendi? Deu-se uma cisma em Portugal entre Intervenção Precoce e Educação Especial?Portanto fiquei sem saber como, a partir de agora, se irá fazer precocemente a dita prevenção (primária, secundária ou terciária) das dificuldades das crianças. Será preciso deixá-las crescer e agravar essas dificuldades? Mais ainda, se o sistema de Educação Especial exclui o atendimento precoce, então, este passa a ser um sistema amputado de uma das suas principais valências - a educação especial precoce feita por técnicos habilitados para isso, como mandam os critérios internacionais.Seria que o Guralnick, presidente da International Society for Early Intervention, numa noite mal dormida ditara ao mundo tal recomendação? Escrever ao Rune Simeonsson ou R. McWilliam e a outros sábios da IP para saber se tinham mudado as regras? Tal não acontecera, claro. Mas, entre nós tudo é possível.Estão hoje demonstradas, a nível das neurociências, as perigosas consequências da ausência de IP no posterior desenvolvimento das crianças e que tal ausência pode tornar irreversíveis certas alterações. Quando já se fala em Intervenção precocíssima in utero na prevenção das dificuldades e doenças futuras que poderão afectar os seres humanos, será possível que o apoio precoce dos 0 aos 5 anos tal como sugerem as convenções internacionais se torne tão difícil entre nós? Será que voltamos ao tempo da não IP e que seja o próprio ME, que aliás tanto lutara por ela, que agora a coarcta? Por isso, termino repetindo MAYDAY MAYDAY.
*Professor Emérito da Universidade do Porto[1] DES (Department of Education and Science) (1978) Warnock Committee Report (London, HMSO)[2] As instituições pioneiras em Intervenção Precoce foram nomeadamente a Direcção de Serviços de Intervenção Psicológica do então Ministério do Trabalho e Segurança Social e em Coimbra a equipa que imanada do Hospital Pediátrico de Coimbra, actual PIIP de Coimbra, que desenvolveram serviços de qualidade e dentro das normas internacionais para a Intervenção Precoce. Hoje felizmente o PIIP continua a desenvolver importantes acções no domínio da I.P. e a defender o seu modelo, menos sorte teve a DSOIP, que já com outro nome e “descendo de divisão” (termo futebolístico), o CEACF (Centro de Estudos e Apoio à Criança e à Família) foi desmantelado em 2006. Resistiu largos anos mas os pioneiros também se abatem![3] Despacho Conjunto nº 891/99, de 19 de Outubro, diz: “no domínio da intervenção precoce para crianças com deficiência ou em risco de atraso grave de desenvolvimento” (o sublinhado é nosso)[4] O que lhes aconteceu? Realizou-se alguma avaliação científica rigorosa que levou à sua extinção ou transformação?
Publicado no Jornal de Letras - Educação
quarta-feira, novembro 22, 2006
Ser Feliz
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.· E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
dia Universal da Criança- 20 de Novembro
No dia 20 de Novembro, do ano de 1989, a Organização das Nações Unidas adoptou por unanimidade a Convenção sobre os Direitos da Criança.
É um documento que enuncia um vasto conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.
sei que já passaram dois dias, mas celebremos à mesma este dia tão importante, para as crianças
É um documento que enuncia um vasto conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.
sei que já passaram dois dias, mas celebremos à mesma este dia tão importante, para as crianças
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