sexta-feira, novembro 16, 2007

O Cantinho da Leitura

Os Medos das CriançasMedos, angústias, fobias na criança e no adolescente de Béatrice Copper-Royer

Editor: Caleidoscópio
Sinopse
De uma forma séria a autora aborda os diferentes tipos de medo (terrores nocturnos e pesadelos, o medo do escuro ou dos monstros imaginários, por exemplo), as fobias e as angústias, tanto em crianças pequenas como nos adolescentes. O livro apresenta diversos casos reais com que a autora se deparou na sua prática de consulta psicológica, com o objectivo de se poder distinguir entre um medo considerado “normal” e uma fobia ou um medo patológico.
Excerto da obra“Nem todos os medos são nocivos e invalidantes. Existem alguns que são úteis, ajudando a criança a construir-se e a desenvolver-se harmoniosamente: sem o seu medo, a criança poria a mão no fogo, treparia à varanda, iria com qualquer estranho… No entanto, o medo faz parte das emoções que os pais não gostam de descobrir no seu filho, sobretudo na nossa época em que, adulado, este deve ser “perfeito".

Ajude o seu Filho a Passar do Não ao Sim de Barbara Unell, Jerry Wyckoff

Editor: Verso da Kapa

Sinopse
Os pais encontrarão neste livro formas práticas e simples de fazer com que os filhos passem a dizer SIM mais vezes. Ao compreenderem a razão pela qual as crianças dizem NÃO, os pais passam a saber lidar com as várias situações do dia-a-dia sem necessitarem de estar sempre a ralhar, subornar ou ameaçar. Todos os capítulos contêm dicas úteis destinadas a ajudar os pais sempre que os conflitos surjam. Os capítulos abordam, entre muitas outras, as seguintes situações potencialmente problemáticas: «Não, eu não quero dar a mão!» «Não, eu não quero vestir-me!» «Não, eu não quero comer isto!» «Não, eu não quero emprestar os meus brinquedos!» «Não, eu não quero pentear-me!» «Não, eu não quero ir para a escola!» «Não, eu não quero ir para a cama!» «Não, eu não quero tomar o remédio!» «Este guia é uma ajuda para lidar com as crianças em idade pré-escolar. Os conselhos são claros, sensíveis e extremamente fáceis de seguir.»

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Sono: hábitos e xi-corações para o rumo à independência

Hábitos

A maneira como o seu filho adormece é determinante para a forma como ele vai voltar a dormir quando acorda a meio da noite. É importante pensar nisto enquanto está a conhecer o seu novo bebé, mas tenha em mente que não existem regras absolutas ou receitas mágicas sobre o sono dos bebés.

Sobretudo, nenhuma regra serve para todos os bebés. Há bebés que gostam de adormecer ao colo, outros enquanto mamam. O importante é perceber que, por exemplo, se adormecer o seu bebé ao colo, aninhado a si, quando ele acordar a meio da noite e verificar que está sozinho no berço, vai chorar seguramente. Porque não sabe onde está a mãe.

Muito provavelmente, só voltará a dormir se pegar nele ao colo. Alguns especialistas em sono pediátrico como a norte-americana Elisabeth Pantley (ver «Soluções para noites sem choro») aconselham a que se deite o bebé no berço antes que ele durma completamente.

Quer ele adormeça ao colo ou a mamar. «Entenda que esses hábitos bonitos, tranquilos e de amizade são dificílimos de romper, por isso, escolha-os com cuidado», escreve Pantley.


Independência

Quando dormirá sozinho, a noite inteira, sem chamar por ninguém? É a grande questão. Atingir a maturidade do sono é um processo biológico. Elisabeth Pantley sugere que os pais tentem fazer perceber ao bebé que o berço é um lugar seguro e confortável.

Depois podem oferecer-lhe um objecto que transmita segurança e incentivá-lo a dormir com ele. Estabeleça uma rotina diária a e siga-a. Definir hábitos de sono diurnos e nocturnos (diferencie-os claramente), proporcionando momentos agradáveis à hora de dormir vão ajudar a criança a dormir sozinha e a sentir-se segura.

A altura em que esta evolução deverá ter lugar depende de bebé para bebé, de família para família. Não force o seu filho a tornar-se independente se vê que ele ainda não está preparado.
Vá preparando terreno, mas não o apresse. No caso de a criança dormir com os pais, a autonomia pode levar mais algum tempo (meses ou mesmo anos), mas, diz quem já passou por isso, que também é mais suave.

A mudança ocorre quando a criança sente que está preparada e não por imposição. Por essa razão, muitas crianças que dormem com os pais instalam-se definitivamente no seu quarto de um dia para o outro.


Xi-coração

Não tenha medo de estragar o seu filho com mimos. Abraços, beijinhos e festas nunca são demais. As crianças precisam tanto de contacto físico como de pão para a boca. O toque é fundamental quando os bebés acordam a meio da noite. Fazer-lhes uma festa e aconchegá-los carinhosamente dá-lhes segurança e conforto. Tudo o que precisam para voltarem a adormecer tranquilamente.

quarta-feira, novembro 14, 2007

A educação para e na infância

No âmbito das práticas do ensino e educação para a infância, as crianças até aos 6 anos de idade constituem uma faixa etária muito importante, quer devido ao período sensível do processo de maturação biológica por que passam, quer pelo desenvolvimento psicomotor que acontece nesta fase.

Quando a criança alcança os 4 anos de idade já possui cerca de 90% da massa cerebral do adulto. A plasticidade das estruturas cerebrais encontra-se no seu pico nos primeiros anos de vida, evoluindo o cérebro de quantidade para qualidade, ou seja, os circuitos formados por neurónios disponíveis para serem “programados” vão diminuindo, visto que o ser humano está delineado geneticamente para a eliminação de neurónios menos adequados e sinapses.

É assente nesta evidência científica que o PIPREM – Projecto de Intervenção Precoce de Reguengos de Monsaraz e Núcleo de Mourão, com sede na Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz, tem vindo a trabalhar nos seus quase quatro anos de existência, para uma melhor adequação entre as respostas oferecidas pelos meios familiar, educativo e comunitário e as necessidades das crianças dos 0 aos 6 anos de idade dos concelhos de Reguengos de Monsaraz e Mourão, visto que apesar de potenciado organicamente, pouco acontece na criança, em termos de desenvolvimento e aprendizagem, se o meio em que ela se insere não se esforçar por desempenhar um papel activo.

Este trabalho de adequação tem sido feito, essencialmente, de duas formas: por um lado, tem existido uma sensibilização das famílias para a importância de integrar as suas crianças na creche e/ou jardim de infância, visto que estes contextos oferecem, junto de outras crianças, experiências únicas e fundamentais para a aquisição de competências motoras, cognitivas, afectivas, sociais e de relação; por outro lado, os técnicos do PIPREM, frequentemente no domicílio das próprias, têm vindo a capacitar as famílias a responder física, afectiva e educativamente de um modo mais activo, levando-as a perceber o tempo das crianças como um tempo precioso, que não deve ser ignorado, desvalorizado e/ou desperdiçado, sem esquecer que a família é o primeiro espaço de aprendizagem do ser humano, e é com e no seio dela que a criança aprende a andar, falar, brincar, cantar e interagir. Em suma, a pensar o mundo e a pensar-se a si mesma na interacção com o mundo.

Porque quando falamos de desenvolvimento infantil não há tempo a perder, devemos nos esforçar enquanto comunidade para proporcionar espaços e tempos de aprendizagem, na escola, na família e fora delas, estimulantes na diversão, na brincadeira e na novidade, para uma maior e melhor capacidade intelectual, social, afectiva e imaginativa das nossas crianças.

Publicado originalmente no Caderno Especial sobre Educação do Jornal A Palavra de 13 de Novembro de 2007
http://www.portaldereguengos.com

O PIPREM deixa aqui alguns contacto úteis

Número Nacional de Socorro- 112
SOS Grávida- 21 395 21 43
SOS Criança- 21 793 16 17 (Dias úteis)
Intoxicações- 21 795 01 43
Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica- 800 20 21 48
Linha de Emergência da Criança Maltratada - 21 343 33 33
Linha Verde Recados da Criança - Recepção e Encaminhamento pelo Provedor de Justiça - 800 20 66 56
Associação para o Planeamento da Família- 21 385 39 93
Saúde 24 (Serviço Orientação Pediatria) - 808 242 400

segunda-feira, novembro 05, 2007

VI Congresso Nacional de Intervenção Precoce

A ANIP - Associação Nacional de Intervenção Precoce realiza o VI Congresso Nacional de Intervenção Precoce, dedicado a "Intervenção Precoce em Grupos Específicos: Deficiência Auditiva, Visual e Hipercatividade - Diagnóstico, intervenção e envolvimento da família". O congresso terá lugar no Auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, nos dias 8 e 9 de Novembro. No evento estarão presentes Carol M. Trivette - doutorada em Desenvolvimento da Criança e Relações Familiares, investigadora e directora do Orelena Hawks do Puckett Intitute, nos EUA - e Marilyn Espe-Sherwindt - doutorada em Educação Especial e directora do Family Child Learning Center, também dos EUA.

Informações
Tel: 239 483 288
E-mail: amp.sede@mail.telepac.pt

terça-feira, outubro 23, 2007

Fórum dos Pais

Uma escola para os pais…
À conversa com especialistas...
...onde se falará de alguns problemas de aprendizagem ou comportamento - dislexia, desatenção, desmotivação, ansiedade, etc, de cuidados e exercícios aconselháveis e de todas as questões que queiram esclarecer.

Última quinta-feira de cada mês, das 19h às 20h.
Começa 25/10/07 .
Traga amigos, professores e explicadores também interessados em saber mais sobre estes temas.

Confirme a sua presença: 10€ (com direito a trazer convidado).

Parque Industrial e Tecnológico
Rua da Agricultura, 177005-340 Évora
266 734 076 ou 933 558 700

segunda-feira, outubro 15, 2007

O MÉTODO MÃE CANGURU




O "método mãe canguru" foi desenvolvido na Colômbia, a partir da década de 70, motivado pela escassez de recursos do sistema vigente na ocasião .
A simplicidade do método aliada a seu baixo custo foram suficientes para que o êxito fosse reconhecido. O "método mãe canguru" consiste na manutenção de um contato íntimo entre a mãe e o recém-nascido pré-termo por períodos prolongados de tempo. Normalmente, os recém-nascidos são liberados para o método após a primeira semana de vida, ao atingirem condições clínicas estáveis, principalmente sob os pontos de vista respiratório e hemodinâmico, independente d idade gestacional e do peso de nascimento; exceção deve ser feita ao recém-nascido pré-termo extremo.


Dentre as vantagens do "método mãe canguru" destacam-se:
. colonização do recém-nascido com a flora da própria mãe, diminuindo o risco de infecção nosocomial;
. aceleração da velocidade de crescimento;
. melhora da termorregulação;
. melhora do padrão respiratório;
. diminuição do consumo de O2;
. diminuição dos episódio de apnéia e de respiração periódica;
. melhora no desenvolvimento neuropsicomotor do recém-nascido; e
. estabelecimento de melhor vínculo afetivo entre mãe e o recém-nascido, com conseqüente aumento da lactação e prolongamento do aleitamento.
Pelo exposto, o "método mãe canguru" foi inicialmente idealizado para ser aplicado a recém-nascidos pré-termo estáveis, já em fase de recuperação, e não tão pequenos e/ ou imaturos. Posteriormente, pela avaliação positiva dos estudos, o "método mãe canguru" foi expandido, sendo utilizado em recém-nascidos pré-termo menores e com certo grau de instabilidade.
Outro fato que merece ser salientado diz respeito à melhora do vínculo mãe-filho, pois em recém-nascidos pré-termo doentes, submetidos a procedimentos invasivos, este vínculo é enfraquecido; na fase de estabilização é importantíssimo seu restabelecimento, podendo o "método mãe-canguru" auxiliar muito nesta situação.
Estudos devem ser conduzidos no sentido de se avaliar a segurança, a tolerabilidade e as vantagens do "método mãe canguru" já nos primeiros dias de vida, principalmente em recém-nascidos pré-termo instáveis, para que a sua rotina seja implantada com sucesso em tais situações.


para mais informações vai ao site:

quarta-feira, outubro 10, 2007

"Síndrome de Asperger: Do diagnóstico à intervenção".

Realiza-se de 12 a 14 de Novembro a reunião "Síndrome de Asperger: Do diagnóstico à intervenção", organizado pela Sociedade Científica Síndrome de Asperger, que conta com os principais especialistas em desenvolvimento e intervenção.
A primeira reunião da Sociedade Cientifica Sindrome de Asperger propõe três dias de intenso trabalho e discussão sobre o diagnóstico diferencial de Sindrome de Asperger e sobre o modelo de intervenção proposto por uma vasta equipa de técnicos de ensino especial e reabilitação e psicologia clínica e educacional.
O primeiro dia é dedicado à discussão dos critérios classificativos, ao diagnóstico diferencial e à apreciação da comorbilidade. Pediatras do Desenvolvimento partilham as suas ideias e experiências sobre os critérios classificativos e sobre a comorbilidade com outras perturbações do desenvolvimento.
O segundo e terceiro dias são dedicados à apresentação dos Programas estruturados. São apresentados por uma vasta equipa à muito dedicada ao desenvolvimento de programas de intervenção baseados nas competências dos individuos com Sindrome de asperger.
Serão apresentados Programas dedicados à promoção das competências académicas, da autonomia e das competências sociais.
Para mais informações, poderão consultar o programa detalhado e outras informações em
http://www.nasturtium.com.pt/detalhes_f.php?id=28
.

segunda-feira, outubro 08, 2007

SER CRIANÇA

"Ser criança é acreditar que tudo é possível.
É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco
É se tornar gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos
Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.
É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.
Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.
Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser."
(Gilberto dos Reis)

domingo, outubro 07, 2007

Do prazer de brincar ao prazer de aprender

Algumas ideias que nos ajudam a perceber as brincadeiras das crianças de outra forma...

Existe uma relação estreita entre o brincar e a aprendizagem. Se no passado estes termos eram dicotômicos e se contradiziam, no mundo contemporâneo se entrelaçam.Nos dias de hoje. onde as exigências cognitivas são precoces, a criança perde o espaço do brincar para o espaço da aprendizagem interfererindo na dinâmica natural do desenvolvimento psicológico da criança.
- Como acontece a transição do prazer do brincar para o prazer de aprender?
- Por que a criança brinca?
- Aprender o quê ?

A criança brinca para compreender o mundo, brinca para se compreender no mundo na interação com os outros.

- O que é brincar?
O brincar é viver, é o prazer da ação, é a vivência da dimensão psíquica nas relações da criança com o mundo. Ao brincar a criança vive o prazer de agir simultaneamente com o prazer de projetar-se no mundo em uma dinâmica interna que promove a evolução e a maturação psicomotora e psicológica da criança.

O brincar se apropria de fantasmáticas inconscientes por meio da ação. Através da observação do brincar da criança podemos avaliar a dimensão inconsciente da criança que auxilia a compreensão da evolução do sujeito.

De O a 3 anos de idade a criança brinca buscando o prazer de construir e desconstruir. Esta vontade de agir não pode ser considerada, neste momento, como um reflexo de agressividade porque esta forma de brincar transita em uma dimensão inconsciente.

A criança demonstra neste período o prazer de ficar em pé: rolar, balançar e cair. Trata-se de uma percepção rítmica ligada à construção e desconstrução que é anterior à percepção espacial. Nesta fase também apresenta o prazer de ser envolvida ao brincar no meio de tecidos: encaixar-se, esconder e ser descoberta, perseguida sem ser pega. Poderá também demonstrar interesse ao identificar-se com agressores que causam medo. Demonstra prazer em reunir e separar, entrar e sair e encher e esvaziar.

Estas brincadeiras de O a 3 anos descritas acima defino como BRINCADEIRAS DE REASSEGURAMENTO PROFUNDO que podem perdurar até um pouco mais de 3 anos. Porque fazem referência aos primeiros contatos humanos que põem em evidência a relação da criança com seus pais.

A partir dos 3 anos inicia-se a fase de identificação nas formas do brincar que identifico como JOGO DE REASSEGURAMENTO SUPERFICIAL a criança começa então a discriminar o masculino do feminino e criar personagens onipotentes que transitam em uma dimensão ilusória para desenvolver a ação em um universo ainda incompreensível. Neste momento a criança vivência na interação com o outro a ação e a ilusão do ser, dando aos poucos a forma de si própria como sujeito.

Através do processo de identificação e da interação com o outro a criança aprende a realizar um distanciamento emocional ao expressar conteúdos psicológicos por meio de objetos, percurso este. importante a ser vivenciado pela criança que através de personagens pode expressar seus medos e angústias proporcionando com esta experiência um conforto emocional.

- O que é Reasseguramento?
Reasseguramento é o resultado de uma dinâmica de prazer que permite à criança atenuar suas angústias interiores como: o medo de ser destruída (sentimento que é presente desde os primeiros meses de vida), o medo de ser agredida, de ser abandonada e de ser castrada.

A dimensão simbólica da criança começa a ser desenvolvida desde os primeiros momentos da vida da criança. O bebê procura os braços da mãe e se assegura no abraço. A partir do momento que a mãe oferece um paninho ou um objeto a criança transfere na interação com este objeto a sensação de prazer do carinho da mãe vivenciado anteriormente. Desta forma, aprende a buscar forma de prazer simbolicamente.

Os distúrbios no desenvolvimento da aprendizagem estão intimamente ligados a falta de asseguramento. A angústia surge quando a criança não é protegida das agressões interiores e exteriores. A angústia das crianças que não tiveram a oportunidade de asseguramento é real traduzida, muitas vezes, por meio de dores corporais que podem limitar a construção psíquica da criança.

A construção psíquica da criança se realiza por meio da fantasmática.

O Jogo de Reasseguramento Superficial sucede o jogo de Reasseguramento Profundo. Se a criança não vivência de forma substancial a primeira fase não poderá realizar a segunda. O brincar desenvolve o interesse da busca de fontes de prazer e promove a descentração tônico-emocional. Se a criança vive a brincadeira, participa das iniciativas das outras crianças, compartilhando com elas as emoções, o peso das angústias e o peso da afetividade. Esta interação favorece a atenção no outro e propicia, paulatinamente, uma descentralização em si própria. A criança ao se identificar com o outro coloca-se no lugar dele abstraindo-se de si própria. Este distanciamento de si como o centro de atenção é que permite o olhar da criança sobre si mesma.

O brincar permite o diálogo verbal e não verbal do corpo e da psique. Através do brincar a criança vive e deixa emergir uma dimensão inconsciente por meio da liberação dos afetos. Brincando ela dá forma ao afeto recebido dos pais e cria o seu próprio afeto, por meio de representações inconscientes. (Afeto = conteúdos emocionais recebidos e registrados na memória inconsciente e consciente).

Através do corpo em movimento, a criança expressa sua dimensão inconsciente. A motricidade é o meio entre o continente da inconsciência e a percepção do agora (consciência).

O corpo é o primeiro objeto transicional pelo fato de permitir à criança colocar em evidência o prazer que foi vivido com o outro no passado. Através do corpo ela interpreta e analisa estes conteúdos inconscientes que definimos como "fantasmática".

O brincar promove a comunicação, a verbalização, a criação e o desenvolvimento da função simbólica: a capacidade de representar formas conscientes (casa,objetos e situações) e a capacidade de expressão da fantasmática. A representação simbólica é vivenciada de forma verbal e não verbal, através de associações com as experiências vividas. Ex: Um menino e uma almofada. A almofada representa o carro e ele o motorista e a ação total a identificação do pai dirigindo o automóvel. Com a boca ele produz o barulho do motor e o seu corpo se ativa psicomotoramente.

No prazer do brincar existe sempre a presença do outro de forma simbólica. Esta é a síntese do reasseguramento.

A representação do brincar evolue com o desenvolvimento da psique. Com 3 e 4 anos diante de uma brincadeira de lobo a criança entra no jogo e é tomada pela sua fantasmática de a feto e angústia. Com 5 e 6 anos na brincadeira de lobo ela responde à brincadeira com um certo distanciamento. Com 7 anos ela diz: - Hoje vamos brincar de lobo e acaba não brincando porque o simples fato de evocar é suficiente para o reasseguramento. Ela age com o lobo de forma mental. Portanto no brincar há uma evolução da representação por meio do corpo para a representação mental.

Este é o paradigma que une e desenvolve o prazer do brincar para o prazer da aprendizagem. A aprendizagem é um prolongamento de uma dinâmica de prazer que vai do corpo ao pensamento. O prazer da aprendizagem ocorre no nível inconsciente e consciente.

O prazer de aprender começa bem cedo quando a criança com quase um ano começa a se apoiar para buscar ficar em pé sozinha, sem a ajuda dos pais ou qualquer adulto do seu lado. Realizando tentativas e caindo, ela estará aproveitando a aprendizagem postural e as compensações. Buscando posições de segurança e equilíbrio, ela vai tomando consciência do desencadeamento postural. A repetição na aprendizagem é fundamental porque através de uma dinâmica de prazer a criança vai aos poucos, memorizar o movimento e as posturas, o que vai permitir ela se apoiar nos pés e conseguir a tensão tônica suficiente para dizer: - Eu consigo; eu existo.

A condição da aprendizagem motora está intimamente ligada à possibilidade da ação e ao prazer da conquista dela. Se os pais não dão essa liberdade necessária à experimentação, a criança poderá, mais tarde, apresentar limitações psicomotoras intransponíveis pelo fato de ter sido impossibilitada de vivenciar o desequilíbrio, cair e aprender como buscar soluções para este desequilíbrio.

As crianças, por perseverança inata vão adquirindo confiança por meio das tentativas: porque é pela ação que a criança aprende o prazer de existir e adquirir confiança em si mesma.

Assim como a criança encontra a segurança afetiva através do brincar, ela vai conquistando, aos poucos, o mundo em função da sua ação. Para descobrir o que está no alto. ela vai estender o próprio corpo para alcançar o que quer. Através da sensação do corpo na exploração do espaço e na descoberta da massa dos objetos é que ela vai ativar sua habilidade tônica para pegar o que é pesado e o que é leve. Conquistando a habilidade tônica, ela aprende a tocar, acariciar, transpondo-se, inconscientemente, da forma como foi tocada e acariciada.

A mão é um prolongamento da boca como se a criança que agride com as mãos agrediu o peito da mãe. Neste sentido, a disgrafia tem ligação com a dificuldade da linguagem. A mão é a inteligência inconsciente das primeiras vivências da criança.

CONCLUSÃO:
A aprendizagem está ligada a descentração tônico-emocional conquistada nos jogos de reasseguramento superficial que dependem da vivência dos jogos de reasseguramento profundo ligadas à expressão e vivência do corpo psicomotor.

Ao brincar com os outros, a criança percebe o mundo exterior dos indivíduos que proporciona à ela parâmetros emocionais e fantasmáticos.

Aos 6 anos a criança normal deve perceber o mundo exterior descentrando-se tônico-emocionalmente ao brincar. Quando isto não ocorre elas deixam de perceber os seus afetos e permanecem projetando sua visão interna do mundo, fortemente ligada às emoções ao analisar o mundo real. No contexto piagetiano. não conseguem ultrapassar do estágio pré-operatório para o pensamento operatório formal.

A prática psicomotora tem como objetivo auxiliar o processo de descentração tônica do ambiente egocêntrico próprio das crianças de 4 e 5 anos de idade.

Na prática terapêutica psicomotora a criança é convidada a passar diferentes níveis simbólicos através do movimento, grafismo e atividades plásticas de construção e verbalização.Através destas experiências a criança toma consciência da sua produção como corpo e percurso de linguagem promovendo a descentração tônica.

Através da prática psicomotora promove-se a linguagem espontânea da criança, capaz de colocar palavras sobre emoções vividas. Por meio da linguagem e do exercício da mesma promove-se a maturação do conhecimento. Ex: se a criança salta 50 vezes sobre um tapete vermelho e não se coloca emocionalmente por meio da verbalização a criança não pode ter acesso à linguagem e conseqüentemente não pode ter acesso à simbologia e á cognição. Há uma coerência entre o corpo e a cognição assim como há uma coerência entre da maturação psicológica com a via motora compreendida na expressão psicomotora de conteúdos inconscientes e conscientes.

A terapêutica psicomotora visa promover o contato da criança com seus próprios afetos através da expressão, ativando conteúdos fantasmáticos na dinâmica da experimentação da ação necessária para a aprendizagem da representação simbólica e da criação da imagem mental dos objetos. A prática busca favorecer a passagem da criança para o nível operatório formal, no desenvolvimento do pensamento abstrato momento este onde a criança obtém a base cognitiva necessária para o processo de alfabetização e introdução no ensino regular.


Maria Carolina Sá Moreira Oliveira
Participante da I Jornada
Arte Educadora/Especialista em Reabilitação
Pós graduanda em Psicomotricidade

http://www.psicomotricidade.com.br/sp/texto_do_prazer_de_brincar.htm

quinta-feira, outubro 04, 2007

Massagem

é um tipo de massagem milenar indiana, fortemente influenciada pelas tradições do Yoga e da Medicina Ayurvédica, sendo especialmente indicada para os bébés.
Foi o Dr. Frederick Leboyer, um obstetra francês, que observou, em Calcutá, uma mãe massajando o seu bébé, tendo posteriormente trazido essa informação para o ocidente. Assim, baptizou essa sequência de movimentos com o nome daquela mulher: Shantala.
A massagem Shantala implica uma sequência de toques efectuados no bébé com carinho, mas também com sequência e técnica específica. É uma técnica que fomenta o desenvolvimento emocional do bébé.
Sendo esta uma massagem especialmente vocacionada para bébés, é fácil perceber que o poder das mãos é extremamente importante.
Os movimentos devem ser feitos com firmeza, aumentando naturalmente a pressão dos dedos. Os movimentos são sempre feitos do centro para as extremidades ou de baixo para cima. E deve-se começar sempre no lado esquerdo e acabar no lado direito, pois segundo a medicina oriental este é o sentido da energia no corpo humano.
Esta massagem deve ser feita num ambiente calmo, silencioso ou com uma música ambiente bem tranquila.
Neste tipo de massagem é comum utilizar-se óleos vegetais puros e naturais ligeiramente aquecidos. O óleo funciona como um óptimo condutor de movimentos, evitando atritos na pele sensível do bébé.
No final da massagem, deve dar-se um banho ao bébé de modo a proporcionar a continuidade do efeito de relaxamento pretendido.
A Massagem Shantala aplica-se exclusivamente a recém-nascidos a partir de 1 mês de idade, podendo aplicar-se também aos bébés e a crianças.

A Massagem Shantala é bom para:

- Relaxamento;
- Redução de tensões e bloqueios;
- Melhoria da frequência cardíaca;
- Melhoria do funcionamento do aparelho locomotor;
- Alívio de insónias;
- Equilíbrio energético;
- Melhoria das sensações de segurança e auto-estima.





O cantinho da leitura

Porque Não Conseguimos Ser os Pais que Queremos?

Acabe com os velhos hábitos e seja feliz com os seus filhos



de Charles H. Elliott, Laura Smith



Preço: EUR 3,00

Editor: AMBAR
ISBN: 9724304078
ISBN-13: 9789724304076
Ano de Edição: 2001
N.º de Páginas: 246
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 15 x 23 x 2 cm



http://www.webboom.pt/ficha.asp?ID=66153

segunda-feira, setembro 10, 2007

"um bebé é...
Um mágico que transforma um casal numa família
Um ser humano com sede de amor
Um espírito que só pede para descobrir o mundo
Um pequeno ser que começa a sua grande aventura humana.
Uma criança é...
Na maioria das vezes, fonte de admiração para os pais
Por vezes, um reaccionário que os faz perder as estribeiras
Um construtor do futuro
Um grande mestre da vida.
Os pais são...
Antigas crianças que por vezes esqueceram o que é a infância
Aprendizes que descobrem dia após dia o seu papel de pais
Cépticos que perguntam frequentemente se agiram bem
Guias, fontes de amor, modelos
E, sobretudo, as pessoas mais importantes
Na vida dos eu filho. "
FERLAND, Francine, O desenvolvimento da criança-Do berço à escola, Lisboa, climepsi editores, 2006

quarta-feira, setembro 05, 2007

Perturbações do Espectro do Autismo e Modelos de Ensino Estruturado

No dia 7 e 8 de Setembro, em Évora irá decorrer um Curso sobre Autismo que a DREALENTEJO vai organizar.
Para mais insformações consultar o site da DREALENTEJO

domingo, agosto 19, 2007

Autismo

Dois deliciosos videos de um menino com autismo chamado Quinn.






Numa tentativa de ajudar a compreender melhor esta perturbação.

quarta-feira, julho 25, 2007

O PIPREM vai de férias


O PIPREM deseja boas Férias cheias de brilho e de cor***

O cantinho da leitura

“Um Livro para Todos os Dias”
Cada manhã traz-nos sempre um dia por estrear, um dia por abrir, um dia por desembrulhar… Mais tarde, quando fazemos o balanço dos dias, encontramos dias para todos os gostos, desde aqueles verdadeiramente memoráveis, aos que passam por nós quase sem darmos por eles. Um livro pelo qual desfilam muitos dias e momentos, capazes de nos transportar através da memória dos nossos próprios dias. Um livro para crianças crescidas e também para adultos que gostam de livros ilustrados. Uma boa ideia para oferecer no Dia do Pai ou da Mãe ou num aniversário de um amigo. Uma edição do Planeta Tangerina, com textos de Isabel Martins e ilustrações de Bernardo Carvalho. Há dias tão grandes que parecem um mês inteiro Há dias que passam num abrir e fechar de olhos.

http://www.guiadafamilia.com

terça-feira, julho 24, 2007

A criança e a linguagem



Nos primeiros anos de vida de uma criança a atenção dos pais relativas ao desenvolvimento do seu bebé centram-se ao nível das capacidades motoras, cognitivas e de comunicação.
Entre os sete e os catorze meses os primeiros passos e as primeiras palavras são, para os pais, sinais indicadores e tranquilizantes de um desenvolvimento de acordo com as suas expectativas.
A aquisição da fala/linguagem desenvolve-se desde o nascimento pela interacção pais/bebé, no qual o contacto e a relação afectiva estabelecida através do tacto, da voz, do olhar, do gesto e do olfacto são extremamente importantes. Estas aquisições são um processo crescente de uma série de aprendizagens ao nível das capacidades de compreensão e expressão da linguagem pelo uso dos sons da fala nas palavras e nas frases.


As fases do desenvolvimento
Durante o desenvolvimento da criança observam-se uma série de comportamentos comunicativos que por si só não se consideram linguísticos e contudo são determinantes no processo de aquisição da linguagem, sendo bastante evidentes logo desde os primeiros meses de vida do bebé:
- Choro
- Sorriso
- Expressões faciais ou corporais de agrado e desagrado
- Olhar (contacto visual)
- A atenção a vozes
- A atenção à música e ao canto
- Reacções a gestos ou expressões do adulto

Durante este desenvolvimento ocorrem também diversas etapas linguísticas que se dividem em duas fases:
A FASE PRÉ-LINGUÍSTICA
Ocorre desde o nascimento até aproximadamente aos 9 meses:
- Até 7/8 semanas: o bebé manifesta as suas necessidades e transmite o seu mal-estar através de gritos e “barulhos”.
- Entre as 8/20 semanas: o bebé começa a produzir sons (lalação) e já começa a repetir sons produzidos pela mãe nas suas brincadeiras.
- A partir do 4º mês: a troca da lalação aumenta e aparecem os sons pr/br e o balbucio repetido pá-pá/bá-bá.


A FASE LINGUÍSTICA
Começa por volta dos 9/12 meses, é marcada pelo aparecimento da 1ª palavra e pelo desaparecimento da lalação
Entre os 12/18 meses:
- Produz um pequeno número de palavras
- Compreende a ordem “não”
Entre os 18/22 meses:
- O vocabulário aumenta entre 20 a 200 palavras
- Surge a palavra-frase (uma palavra pode ter o significado de uma frase: “quéa”- “quero água”-que se pode prolongar até aos 2 anos
- Começa a utilizar a palavra “não”
- Surgem as primeiras frases de duas palavras: “tem xixi”
- Aponta para objectos nomeados
- Compreende perguntas simples: “O papá?”

Entre os 22/27 meses:
- O vocabulário cresce entre 300 a 400 palavras
- Surgem mais frases de duas palavras
- Começam a surgir as primeiras frases de três palavras (ainda imaturas)

Entre os 27/36 meses:
- O vocabulário cresce entre 1000 a 2000 palavras
- Nomeia pelo menos uma cor
- Distingue o tamanho das coisas
- Começa a construir frases cada vez menos imaturas, mais longas e complexas utilizando artigos e algumas formas verbais
- Já relata experiências recentes e descreve acontecimentos simples
- Compreende frases mais complexas, por exemplo de duas ordens:” Põe a colher em cima da mesa e dá a prato”
A partir dos três anos de idade os elementos essenciais da linguagem já estão adquiridos, a partir desta idade a criança vai enriquecer o seu vocabulário e aperfeiçoar a construção gramatical das frases.

ATRASO NA AQUISIÇÃO DA FALA/LINGUAGEM
COMO IDENTIFICAR?
Cada criança tem um ritmo de tempo próprio e diferente de todas as outras, o que para uma pode ser adquirido na altura certa ou um pouco mais cedo, para outra pode ser adquirido um pouco mais tarde, sem que por isso seja considerado um atraso.
Há que respeitar o desenvolvimento de cada criança dando-lhe tempo para as suas aquisições, Contudo desde a nascença podem ocorrer uma série de sinais indicadores de eventuais dificuldades no desenvolvimento da linguagem:
- Fraco contacto visual
- Fraca ou nenhuma reacção aos sons, musica ou canto
- Fraca ou nenhuma reacção aos estímulos ou às interacções dos pais
Ou a partir de determinado momento, os pais poderão começar a aperceber-se de outras dificuldades que prejudiquem tanto a compreensão do discurso da criança como a sua capacidade de expressão.

Existem alguns sinais que poderão alertar os pais para eventuais atrasos no desenvolvimento da fala e/ou linguagem, que podem ser facilmente detectados quando a partir dos três anos ainda se verifique:
- Vocabulário reduzido
- Frases curtas e muito imaturas
- Dificuldade na elaboração de frases e na descrição de acontecimentos recentes
- Discurso infantil: fala “à bebé” (expressões como: o popó, o piupiu, o quáquá, o dói-doi etc)
- Discurso de fraca inteligibilidade
- Alterações na articulação dos sons da fala com demasiadas trocas e omissões
- Dificuldade na compreensão de pedidos, perguntas etc

COMO ACTUAR
Os pais, ao suspeitarem de dificuldades na fala e ou linguagem da sua criança, deverão não só estar atentos para o tipo de dificuldades, como também, avançar no sentido de pedir um esclarecimento mais especifico nesta área. Uma série de medidas podem ser tomadas, nomeadamente:
- Falar com o pediatra da criança
- Recorrer a um terapeuta da fala para a avaliação das capacidades comunicativas e linguísticas da criança
- Encaminhar para a consulta de Otorrinolaringologia (ORL) para o despiste de eventuais dificuldades de audição
- Encaminhar para a consulta de desenvolvimento ou recorrer a um psicólogo para avaliação do desenvolvimento global da criança (por vezes as dificuldades de linguagem estão associadas a atrasos globais de desenvolvimento)
- Estar atenta a programas de rastreio de perturbações da fala e linguagem, desenvolvidos por centros especializados como o programa desenvolvido pelo Centro de Desenvolvimento Infantil – Estimulopraxis, que avança agora com esta nova resposta aos pais.
A avaliação da criança é realizada por terapeutas da fala que se deslocam às escolas e jardins-de-infância no sentido de sensibilizar, prevenir e orientar as famílias e os profissionais de educação.

COMO INTERVIR
Em simultâneo, uma série de estratégias podem e devem ser aplicadas em casa, com os pais e até no jardim-de-infância ou escola, de forma a facilitar e contribuir para o sucesso no desenvolvimento da fala/linguagem da criança:
- Falar muito com ela estabelecendo ao mesmo tempo contacto visual;
- Falar de forma clara e simples utilizando frases curtas
- Nomear frequentemente o nome de objectos da casa, peças de vestuário, partes do corpo, nomes de animais etc.
- Pedir-lhe também para identificar e nomear esses mesmos objectos
- Não corrigir, a criança, todas as vezes que fala mal, em vez disso deve-se repetir aquilo que disse mas de forma correcta
- Cantar
- Contar histórias de forma lúdica e divertida
- Ajudar a criança a verbalizar pedidos, evitando fazer-lhe de imediato aquilo que pede por meio de gestos ou sons
- Procurar não corrigir todos os erros
- Reforçar os esforços com elogios

É IMPORTANTE SABER
Que os pais que falam muito com os seus filhos, que lhes lêem, ensinam canções e que aproveitam uma variedade de situações do dia a dia para a estimulação constante da linguagem, exercem uma forte influência no seu desenvolvimento,
Que a entrada para o jardim-de-infância, o contacto constante com uma série de estímulos verbais que se estabelecem e desenrolam de forma muito natural e espontânea, quer com o educador quer com as outras crianças da sala, promove não só o desenvolvimento das suas capacidades comunicativas e linguísticas, como também, as aquisições fundamentais para o seu desenvolvimento global.
Que aos seis anos de idade, com a entrada para o 1º ano da escola, um atraso no desenvolvimento da linguagem pode dificultar as aprendizagens da leitura e da escrita.
fonte:sapobebe

Para a cama!

Um dos principais problemas que enfrenta a família ao instituir as rotinas clássicas resvala na falta de sentido ou noção do tempo por parte das crianças
As crianças aprendem, pela própria prática, algumas rotinas que as acompanharão durante boa parte da infância, com escassas variantes.
Para conseguir a incorporação destes hábitos é fundamental que os pais dêem pautas claras, já que as instruções contraditórias ou muito variáveis impedem a criança de compreender quando é necessário respeitar as ordens e quando podem solicitar as excepções.
Os pais e as pessoas que cuidam da criança são quem introduz as rotinas, e têm uma influência decisiva na organização infantil. Não obstante, a carência da noção do tempo por parte das crianças pode dificultar a tarefa.


Perdidos no tempo
Os bebés vão aceitando, pouco a pouco, a divisão do seu dia em dois grandes ciclos: o tempo de sono e o tempo de vigília.
Dentro desses ciclos, rapidamente se diferenciam outros dois aspectos: o de satisfação e o de necessidade, geralmente ligados à sensação de uma barriguinha cheia ou vazia.
Para compreender a particular maneira como as crianças vivem a passagem de tempo, é conveniente pensar numa situação semelhante à de um adulto no deserto.
Sem sinais, este viajante imaginário estaria perdido. O espaço que visualiza é aparentemente igual. Há areia e dunas por todo o lado, e o céu tão pouco anuncia limites.
Muitos exploradores que finalmente encontraram a sua saída confessam ter caminhado em círculo sem nenhuma orientação, apesar de gozar da função de todos os sentidos. Assim, como os extraviados no espaço, podemos imaginar as crianças "perdidas no tempo".



Tempos modernos
Hoje em dia, coexistem numa mesma família ritmos e rotinas diferentes. Além disso, a ordem do lar é bem diferente da de algumas décadas atrás.
A mesa servida ao meio-dia em ponto, a hora das crianças irem para a cama, o dia para se cortar o cabelo ou ir fazer visitas, já não existem como algo fixo e tradicionalmente aceite.
Nestes tempos de mudança, algumas rotinas que representavam verdadeiros momentos de união familiar suprimiram-se. A expansão da televisão como uma protagonista mais dentro da vida quotidiana significou uma revolução na ordem comunicativa e na organização familiar.
O programa da família cruzou-se, de imediato, com programas impostos pelo exterior, e muitas rotinas quebraram-se ou desapareceram porque são contrárias aos novos hábitos, agora regidos pelos horários dos programas de televisão.


Fora de tempo
Os pais que trabalham todo o dia conhecem muito bem este sentimento tão especial que mistura a obrigação e o direito de se realizar pessoalmente, com a culpa e a pena por perder o contacto com os filhos.
Pode existir um juízo menos preparado para exercer a autoridade que alguém que se sente assim? Além do mais, as crianças maiores de três anos, embora tenham aprendido os gestos sedutores e os protestos acompanhados por choro, são adversárias difíceis de vencer.
Estes opositores infantis, obstinados, encantadores e irritantes alternadamente, têm nos pais "culpados" insuspeitos aliados.
Interiormente, os adultos justificam a contrariedade das crianças, poderíamos dizer que "lhes dão razão". Os pais sentem, de algum modo, a ânsia por satisfazer os seus próprios desejos: porque não um pouco mais?




Um pouco mais...
O poder paterno e materno dá lugar às permissões especiais, às excepções, e abre a possibilidade tão gratificante de ver o resplendor dos sorrisos dos que são desculpados, e de receber os beijos e abraços dos pequenitos que gozam do indulto.
Nesses momentos, os pais sentem que o tempo para desfrutar dos filhos é breve e que esse espaço de gratidão e prazer não custa realmente nada, apenas uma permissão extra "por esta vez".
No entanto, é importante ter em conta que se as instruções dos pais não são claras ou se contradizem, às crianças tornar-se-á difícil perceber quando é necessário respeitar as ordens e quando podem solicitar as excepções.
Na incerteza própria da evolução somam-se assim as incertezas que fomentam os princípios da educação exageradamente flexíveis. Àquele viajante do deserto que imaginávamos soma-se-lhe um contexto privado de orientação, com sinais confusos, enganadores e imprevisíveis.



Almas em conflito
Muitíssimas acções que os pais realizam para felicitar ou corrigir os filhos são relativamente simples. Em geral, a simplicidade provém da falta de oposição infantil.
À medida que os filhos crescem e a sua personalidade se vai estruturando, os pais encontrarão dificuldades mais ou menos sérias para fazer valer os seus critérios perante eles.
Sabe-se que estas formas de conflito familiar são inevitáveis, já que provêm da particular relação que se estabelece entre pessoas adultas e pessoas em formação.
Muitas vezes dizemos que alguém tem uma personalidade infantil quando pretende obstinadamente realizar os seus desejos sem aceder ao razoável nem aceitar os argumentos dos demais.
Efectivamente, são estas as características que prevalecem durante grande parte da infância: os mais pequenos são ansiosos e intolerantes, carecem de paciência e devem ainda aprender a esperar.

Com opinião própria
Quando têm menos de três anos, as crianças respondem às negativas dos seus pais com espantosas birras e choros ou ofendidos amuos.
Embora estas reacções sejam muito aparatosas, não representam ainda uma conduta incorrigível que faça temer problemas agravados no futuro.
O realmente comovedor e desconcertante para os pais é a atitude das crianças capazes de expressar um argumento e opor-se com uma postura (mais ou menos lógica) às indicações adultas.
Geralmente, qualquer papá ou mamã que com carinho dá uma ordem ao seu filho, sabe resolver um conflito provocado pelas crianças que ainda não raciocinam.
No entanto, aos mesmos pais pode ser complicado opor-se a crianças que expõem o seu modo de ver as coisas.



Decisões democráticas
Se os pais se propuseram conseguir a participação dos pequenitos através de uma educação democrática, as suas metas em comum têm de incluir a compreensão dos processos que conduzem a certas atitudes de rebeldia ou desafio à autoridade ou à sensatez dos mais velhos.
Na realidade, estas condutas respondem tanto à imaturidade infantil como à relação com os pais e com as autoridades da escola.
Ao argumento esgrimido pela criança deverá opor-se outro, neste caso dos adultos. Mas, para que seja aceite pela criança, o argumento do adulto deverá contar com os ingredientes necessários.
Sem estas condições, a questão converter-se-á num diálogo estéril. Diz-se que o que não sabe argumentar grita, e isso é, efectivamente, o que acontece quando aumenta o nível de confrontação e tudo pode terminar na imposição dos pais e a forçada obediência dos filhos.
Isto não seria grave se não fosse porque, muito possivelmente, esta cena desagradável para todos se repetirá uma e outra vez a menos que se quebre o circuito da incompreensão.



Para a cama!
Ao contrário dos adultos, os pequenitos são de rápida recuperação. Nem todas as crianças dormem 8 a 10 horas, e podem estar muito despertas ou muito sonolentas na hora de se levantarem para irem para a escola.
Os mais dorminhocos não têm interesse em despertar apesar dos frequentes chamamentos da mamã, e os truques habituais como pôr música fracassam perante a chamada do sono.
Além do mais, ainda que se levantem obrigados, o rendimento durante a manhã não costuma ser o melhor. Estas situações são um bom exemplo de que as horas dedicadas ao descanso e à recuperação de energia são insuficientes.
Para conseguir um clima que estimule as crianças a ir para a cama, é fundamental que exista pelo menos uma hora antes de enviá-los para dormir um período de calma e baixa dos estímulos.
Devido ao facto de alguns jogos, como os electrónicos e ainda os corporais entre irmãos e pais serem particularmente excitantes para os mais pequenos, deverão evitar-se na hora de ir dormir, o mesmo que o computador e a televisão, já que tão pouco são inocentes quando de estímulos se trata.



O terceiro excluído
Entre os três e os seis anos, em plena etapa do popular "complexo de Édipo", as crianças resistem a deixar os pais sozinhos porque intuem sobre a sua intimidade e desejam interferir.
O papá e a mamã aproveitam para trocar os seus mimos na hora a que estão mais relaxados por terem terminado as suas obrigações diárias, e provavelmente ambos estejam à espera deste momento para estar juntos.
É fundamental para a personalidade das crianças e para a sua integração social que experimentem sobre si mesmas o carinho dos seus pais, mas é igualmente importante que os vejam a trocar gestos de amor entre eles.
Além do mais, pode ser contraproducente pretender que a criança vá dormir justamente a meio destas cenas, porque o sentimento de ser o "terceiro excluído" será mais forte.


Copiar a natureza
A natureza dispôs sabiamente a descida paulatina da luz e os sons quando, ao entardecer, o crepúsculo precede a chegada da noite.
Também o amanhecer é um crescente despertar e não há nada abrupto no repetido ciclo do dia e da noite. Parece que a preparação prévia é necessária tanto para adormecer como para acordar, e o mundo animal e o vegetal ensinam-nos muito se aprendermos a observá-lo.
As crianças também necessitam de receber sinais claros e constantes que indiquem que a actividade está para cessar ou começar. Assim será mais fácil para elas adequar-se às rotinas e convertê-las em hábitos saudáveis.
O relógio biológico humano também necessita destas rotinas para que o organismo consiga adaptações não traumáticas e reservar assim o máximo da energia útil.



A adaptação à mudança
Muitos pais não entendem a enorme diferença que existe entre a capacidade de adaptação dos adultos e das crianças.
Os adultos são capazes de abandonar o computador e preparar-se para ir ao cinema em poucos minutos, ou mudar o programa previsto cancelando um convite ou indo dormir.
As crianças não têm ainda a capacidade para resolver satisfatoriamente as mudanças repentinas. Se estão excitadas por estímulos diversos custa-lhes muito desprender-se deles com tranquilidade e sem mau humor.
Por isso, necessitam de certos passos prévios que lhes anunciem, não só através das palavras mas também de factos visíveis, as coisas que estão para acontecer.
Quando estes sinais prévios mudam a cada dia ou demasiado rápido, os pequenitos experimentam sensações semelhantes às do nosso explorador perdido.
Se as horas para ir dormir ou realizar as refeições principais variam frequentemente, o relógio biológico falhará, a incerteza impedirá a estruturação dos horários e perturbará a personalidade da criança.



As rotinas
As crianças necessitam de receber sinais claros e constantes que indiquem que a actividade está para cessar ou começar.
Assim, será mais fácil para elas adequar-se às rotinas e convertê-las em hábitos saudáveis. Antes que as crianças aprendam a ler o relógio pode-se armar uma esfera simples (de cartolina de diferentes cores) para lhes ensinar as "porções" em que se divide o dia.
Vê-lo graficamente pode fazê-las compreender e aceitar melhor as rotinas quotidianas. Nesse relógio primário marcar-se-ão também os sectores de tolerância, como podem ser os que antecedem o almoço, o jantar e o descanso.



Alguns conselhos para optimizar as mensagens
- As palavras não serão suficientes se não tiverem um suporte real em que as crianças se possam apoiar para entender.
- O ideal é ensiná-las desde pequenas que o dia e a noite foram criados para realizar diferentes actividades.
- É útil explicar-lhes que todos necessitamos de descansar para poder brincar, estudar e estar contentes.
- É oportuno assinalar a conduta dos animais aproveitando as visitas ao jardim zoológico, e explicando que cada um tem os seus tempos para dormir e estar acordado.
- Mediante a observação é possível ensinar as crianças a diferenciar as rotinas dos cachorros e dos seus pais, e permitir-lhes entender que os adultos permanecem despertos muitas vezes, enquanto cuidam dos seus filhos, assim como acontece com a sua própria família.
- Desde muito pequenas as crianças podem compreender a diferença entre a semana e o fim-de-semana (que geralmente têm rotinas muito diferentes), se os pais os habituam a identificar um e outro. Fazer estas distinções favorece a aquisição de rotinas especiais sem criar a ideia de desorganização.


(fonte:bebe.sapo)

sexta-feira, julho 13, 2007

Audição Parlamentar - IP

A Subcomissão para a Igualdade de Oportunidades da Assembleia da República vai organizar uma Audição Pública, subordinada ao tema "As crianças e a igualdade de oportunidades: riscos múltiplos, necessidades especiais", no próximo dia 16 de Julho de 2007, com início às 9 horas e 30 minutos, na Sala do Senado da Assembleia da República.
Nesta Audição vai ser debatida a Intervenção Precoce.
a ordem de trabalhos é a seguinte:

09.30 Horas
Abertura
§ Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias
§ Presidente da Comissão de Educação, Ciência e Cultura
§ Presidente da Comissão de Saúde
§ Presidente da Comissão deTrabalho e Segurança Social

10.00 Horas
§ Juiz Conselheiro Armando Leandro (Presidente da CNPCJP)
§ Dra. Isabel Chaves de Almeida (Instituto de Segurança Social), Representante do MTSS
§ Dra. Filomena Pereira (Serviços de Educação Especial), Representante do ME
§ Dra. Beatriz Calado (Direcção Geral da Saúde), Representante do MS
Moderação: Subcomissão para a Igualdade de Oportunidades

11.30 Horas
§ Dr. Joaquim Gronita (FENACERCI)
§ Dra. Luísa Trindade (CERCIMOR)
§ Dra. Leonor Carvalho (ANIP)
§ Dr. Luís Borges (HPC)
Moderação: Subcomissão para a Igualdade de Oportunidades

14.30 Horas
§ Dr. Boavida Fernandes (HPC)
§ Prof. Dra. Ana Maria Serrano (UM)
§ Dra. Cristina Miranda (ARS Alentejo)
§ Prof. Dr. Vítor Franco (UE)
Moderação: Subcomissão para a Igualdade de Oportunidades

16.00 Horas
§ Sr. Rui Manuel Manito (1ª Subscritor da Petição nº 148/X/1ª)
§ Prof. Dra. Júlia Pimentel (ISPA)
§ Prof. Dra. Ana Isabel Mota Pinto (UP)
§ Prof. Dr. Luís de Miranda Correia (UM)
§ Prof. Dra. Ana do Vale (UM)
Moderação: Subcomissão para a Igualdade de Oportunidades


17.30 Horas
§ Apresentação de conclusões pela Subcomissão para a Igualdade de Oportunidades

§ Encerramento por Sua Excelência o Ministro dos Assuntos Parlamentares

quarta-feira, julho 04, 2007

Feira de Santo António em Reguengos de Monsaraz

A equipa esteve presente nas festas da cidade, no pavilhão da nossa entidade promotora- Santa Casa da Misericórdia















Da esquerda para a direita, a psicóloga Carla Ferro,
a assistente social Helena Augusto e a terapeuta da fala Ana Raquel

segunda-feira, julho 02, 2007

o cantinho da Leitura

O QUE AS CRIANÇAS NOS ENSINAM
Piero Ferrucci

Sinopse: "(...) viver com os nossos filhos enriquece-nos e transforma-nos. É como frequentar um curso de estudo acelerado que nos faz passar pelas principais experiências da vida com uma compreensão mais profunda e uma atenção mais intensa do que habitualmente: a beleza, o amor, a inocência, a brincadeira, a dor, a morte, tudo é iluminado por uma nova luz." Escrito por um conceituado psicólogo, Piero Ferrucci, este livro revela-nos uma abordagem inteligente e plena de alma e afectividade sobre a experiência profundamente transformadora da paternidade. Os planos universal e pessoal coabitam, complementando-se, nestas páginas incólumes, e estereótipos ou falsos sentimentalismos que nos mostram de que modo o convívio com as crianças pode construir uma oportunidade única de crescimento interior. Uma viagem cativante, íntima e amplamente informativa ao universo das crianças, que desperta o desejo de reaproximação à beleza e inocência, à realidade surpreendente e intensa do mundo infantil.

http://www.editpresenca.pt/

O GRANDE LIVRO DA CRIANÇA

Sinopse: T. Berry Brazelton, um pediatra norte-americano de renome, descreve o processo complexo da evolução de uma criança desde a sua gestação até aos 6 anos. Este livro está organizado em três partes temáticas:- pontos de referência do crescimento comportamental e emocional: o sono, a alimentação, aprender a andar, comunicação, disciplina, auto-estima e sexualidade;- factores desfavoráveis ao desenvolvimento: alergias, enurese, choro, depressão, divórcio, manipulação emocional, receios, doenças, rivalidade entre irmãos e não aceitação da escola;- factores favoráveis ao desenvolvimento: o papel do pai e da mãe, dos avós e dos amigos.Um livro onde os temas são apresentados em forma de consulta, onde cada questão é resolvida à medida que surge nas visitas do bebé ao consultório, em jeito de conversa informal mas muito meticulosa esclarecedora em relação a todas as dúvidas e precauções dos pais. Ao mesmo tempo são feitos acompanhamentos e aconselhamentos relativos às três áreas mais relevantes do desenvolvimento - o motor, o cognitivo e o emocional.

http://www.editpresenca.pt/


AS DEZ REGRAS DE OURO PARA PAIS
Kevin Steede

Sinopse: A maior parte dos pais deseja desempenhar um papel activo e eficaz na educação dos filhos, mas, nos dias que correm, acabam muitas vezes por relegar o seu papel de educadores para segundo plano, já que despendem grande parte do seu tempo nos compromissos diários. Nesse sentido, este manual incide sobre os problemas mais comuns com que a maioria dos pais se debate e as estratégias a seguir na resolução dessas problemáticas. No final dos capítulos é incluída uma checklist dos pontos essenciais neles tratados, bem como um autoteste para se assegurar de que os fixou. E lembre-se: o sucesso na educação dos seus filhos passa por um envolvimento total da sua parte, por isso evite os dez erros mais comuns que muitos pais cometem e que são aqui analisados.

http://www.editpresenca.pt/

quarta-feira, junho 20, 2007

Curso teórico-prático sobre a Clínica do Desenvolvimento Infantil - A Fenomenologia Desenvolvimental

Realiza-se nos dias 27 e 28 de Setembro de 2007, no Auditório da Casa da Música em Óbidos, o Curso teórico-prático sobre a Clínica do Desenvolvimento Infantil - A Fenomenologia Desenvolvimental.

A abordagem clínica das Perturbações do Desenvolvimento Infantil exige um conhecimento profundo da nosologia e da nosografia desenvolvimentais, com particular ênfase para os Défices Cognitivos, para as Perturbações Específicas da Linguagem, para as Perturbações do Espectro do Autismo, para as Dificuldades de Aprendizagem (Dislexia, Disgrafia e Discalculia), para a Perturbação da Coordenação Motora e para as Perturbações da Atenção.
Mas a abordagem clínica das Perturbações do Desenvolvimento Infantil exige, também, conhecimentos muito sólidos em matéria de semiologia desenvolvimental, área que não tem sido suficientemente tratada em reuniões da especialidade.

Relativamente ao flapping dos braços, por exemplo, poderíamos, de uma forma sumária, levantar as seguintes questões:
É sempre patológico? Não sendo sempre patológico, até que idade se poderá observar? Quais são as características diferenciais deste sinal relativamente a outros muito similares? Em que perturbações do desenvolvimento infantil poderá este sinal ocorrer e qual o seu relevo nosológico?
Relativamente à Desatenção, sabe-se que este sintoma e sinal poderá ocorrer, entre outras hipóteses, na Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção, no DAMP, nas Perturbações do Espectro do Autismo, nos Défices Cognitivos, na Perturbação Cognitiva Não-Verbal, na Depressão, na Perturbação Bipolar da Infância, na Perturbação Múltipla e Complexa do Desenvolvimento e nas Perturbações Psicóticas. Poderemos, então, levantar algumas questões:
De um ponto de vista semiológico, poderá haver diferentes Desatenções? Poderá a Desatenção corresponder a uma entidade independente? Poderão ser propostas diferentes modelos de intervenção, em função das características semiológicas da Desatenção?
Consulte o programa do curso em http://www.nasturtium.com.pt/detalhes_f.php?id=25
Com os melhores cumprimentos.
Teresa Condeço
NASTURTIUM
WWW.NASTURTIUM.COM.PT

conferencia PERTURBAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL: DO DIAGNÓSTICO À INTERVENÇÃO

O Centro de Desenvolvimento Infantil de Braga e a Associação do Minho de Portadores de Trissomia 21, têm o prazer de convidar Vossa Excelência para a Conferência "PERTURBAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL: DO DIAGNÓSTICO À INTERVENÇÃO", dirigida pelo Dr. Miguel Palha, Pediatra do Desenvolvimento e director clínico do Centro de Desenvolvimento Infantil - DIFERENÇAS, no dia 25 de Junho de 2007, das 21h.30 às 23h.30, no Auditório do Instituto Português da Juventude, na Rua de Sta Margarida nº 6.
A inscrição é gratuita, mas obrigatória.
Para mais informações, visite www.cdibraga.com
O quê
Reunião
Quando
2007-06-25 de 21:30 até 23:30
Onde
Auditório do Instituto Português da Juventude, na Rua de Sta Margarida nº 6
Nome
CDI Braga Francisca Portugal Dra. Mª José Costeira
Email para contacto
cdibraga@hotmail.com
Telefone para contacto
961235497 939727582 936611069

sábado, junho 16, 2007

AS CRIANÇAS E OS LIVROS: ALGUNS CONSELHOS PARA OS PAIS

Muito se tem escrito e dito sobre a importância dos professores, educadores e bibliotecários no desenvolvimento do gosto pelo livro e pela leitura nas crianças e jovens. No entanto, o papel da família torna-se também fundamental, não só no acompanhamento da aprendizagem da leitura e da escrita, mas no fazer despertar na criança o GOSTO pelo livro desde a mais tenra idade.

Torne a leitura uma prática em casa: deixe que os seus filhos o vejam ler.

Arrume os livros em lugares acessíveis: deixe que eles mexam nos seus livros, mesmo que não os saibam ler.

Leia-lhes livros em voz alta: as crianças aprendem a ler por ouvirem ler bem.

Se o seu filho pequenino pedir para lhe ler sempre o mesmo livro, faça-o, mesmo que isso o aborreça a si: a repetição ajuda-os a adquirir memorização e a noção de sequência.

Encontre tempo para a leitura no dia-a-dia familiar – crianças que lêem pelo menos meia hora por dia serão potenciais bons leitores.

Leve-os à biblioteca municipal da sua região: nela encontrarão actividades ligadas ao livro e à leitura, exposições e um sem-número de livros para toda a família.

Entre com os seus filhos nas livrarias como entra em outras lojas.

Compre ou requisite sempre livros adaptados à idade dos seus filhos — peça conselhos aos bibliotecários e aos livreiros.

Nos aniversários dos amiguinhos, ofereça livros: os seus filhos perceberão que o livro pode ser um objecto de prazer.

http://www.iplb.pt

domingo, junho 10, 2007

Correr em Família no 12º Grande Prémio de Atletismo da cidade de Reguengos

A manhã de Domingo estava nublada, mas foram muitas as pessoas (perto de mil referia a organização) que se reuniram na Praça central da cidade de Reguengos para correrem no 12º Grande Prémio de Atletismo desta linda localidade.
Como não puderíamos ficar de fora desta iniciativa local, o PIPREM aliciou algumas familias a participarem na actividade do Correr em Família que está inserida no Grande Prémio de Atletismo. E foi ver pais, filhos, irmãos, uma madrinha e alguns dos técnicos do PIPREM equipados a rigor, com ténis, fato de treino, uma t-shirt do PIPREM e o número individual de participante, prontos para percorrerem 3 kms.
Uns correram mais, outros optaram por andar durante o percurso, mas o que é certo é que todos chegámos ao fim! :) Demos os parabéns ao Ruben e aos pais, que, do nosso grupo, foram os primeiros a cortar a meta.
Aqui ficam as fotos para mais tarde recordar!
Da esquerda para a direita Henrique, Inês e Ruben.

A familia Ferro.

A pequena Inês e a sua mãe Arnaldina, do lado esquerdo, e a Educadora Zézinha, à direita.

Da esquerda para a direita, a psi Vânia e as educadoras Zé e Zézinha.

A repetir para o próximo ano!

terça-feira, junho 05, 2007

DEBATE PARLAMENTAR PETIÇÃO INTERVENÇÃO PRECOCE

Boa tarde,

Informo todos os destinatários desta mensagem electrónica, que a petição que certamente muitos de Vós subscreveram, pela melhoria da intervenção precoce na infância em Portugal, será discutida em plenário da Assembleia da República no próximo dia 15 de Junho de 2007 pelas 10h00.

Melhores Cumprimentos,
Rui Manito
Grupo Misto de Pais e Técnicos pela Intervenção Precoce
Telem. 96 258 98 22

sexta-feira, junho 01, 2007

SER CRIANÇA



"Ser criança é acreditar que tudo é possível.

É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco

É se tornar gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos

Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.

É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.

Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.

Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser."


(Gilberto dos Reis)

Sabias que, como criança, tens direitos?
Em 1959 a ONU (Organização das Nações Unidas) escreveu e aprovou a "Declaração dos Direitos da Criança".
Esta declaração é composta por 10 artigos, muito simples, que dizem respeitos ao que podes fazer e ao que as pessoas responsáveis por ti devem fazer para que sejas feliz, saudável e te sintas seguro.(É claro que tu também tens responsabilidades para com as outras crianças e para com os adultos para que também eles gozem dos seus direitos.)
Vamos conhecer os 10 princípios da "Declaração..."?


Princípio 1ºToda criança será beneficiada por estes direitos, sem nenhuma discriminação de raça, cor, sexo, língua, religião, país de origem, classe social ou situação económica. Toda e qualquer criança do mundo deve ter seus direitos respeitados!


Princípio 2ºTodas as crianças têm direito a protecção especial e a todas as facilidades e oportunidades para se desenvolver plenamente, com liberdade e dignidade. As leis deverão ter em conta os melhores interesses da criança.


Princípio 3ºDesde o dia em que nasce, toda a criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, ou seja, ser cidadão de um país.


Princípio 4ºAs crianças têm direito a crescer e criar-se com saúde. Para isso, as futuras mães também têm direito a cuidados especiais, para que seus filhos possam nascer saudáveis. Todas as crianças têm também direito a alimentação, habitação, recreação e assistência médica.


Princípio 5ºCrianças com deficiência física ou mental devem receber educação e cuidados especiais exigidos pela sua condição particular. Porque elas merecem respeito como qualquer criança.


Princípio 6ºToda a criança deve crescer num ambiente de amor, segurança e compreensão. As crianças devem ser criadas sob o cuidado dos pais, e as mais pequenas jamais deverão separar-se da mãe, a menos que seja necessário (para bem da criança). O governo e a sociedade têm a obrigação de fornecer cuidados especiais para as crianças que não têm família nem dinheiro para viver decentemente.


Princípio 7ºToda a criança tem direito a receber educação primária gratuita, e também de qualidade, para que possa ter oportunidades iguais para desenvolver as suas habilidades.E como brincar também é uma boa maneira de aprender, as crianças também têm todo o direito de brincar e de se divertir!


Princípio 8ºSeja numa emergência ou acidente, ou em qualquer outro caso, a criança deverá ser a primeira a receber protecção e socorro dos adultos.


Princípio 9ºNenhuma criança deverá sofrer por negligência (maus cuidados ou falta deles) dos responsáveis ou do governo, nem por crueldade e exploração. Não será nunca objecto de tráfico (tirada dos pais e vendida e comprada por outras pessoas).Nenhuma criança deverá trabalhar antes da idade mínima, nem deverá ser obrigada a fazer actividades que prejudiquem sua saúde, educação e desenvolvimento.


Princípio 10ºA criança deverá ser protegida contra qualquer tipo de preconceito, seja de raça, religião ou posição social. Toda criança deverá crescer num ambiente de compreensão, tolerância e amizade, de paz e de fraternidade universal.


Se tudo isto for cumprido, no futuro as crianças poderão viver em sociedade como bons adultos e contribuir para que outras crianças também vivam felizes!


este texto foi retirado do site


DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Dia Mundial da Criança não é só uma festa onde as crianças ganham presentes.
É um dia em que se pensa nas centenas de crianças que continuam a sofrer de maus tratos, doenças, fome e discriminações (discriminação significa ser-se posto de lado por ser diferente).
Sabias que o primeiro Dia Mundial da Criança foi em 1950?
Tudo começou logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945.Muitos países da Europa, do Médio Oriente e a China entraram em crise, ou seja, não tinham boas condições de vida.
As crianças desses países viviam muito mal porque não havia comida e os pais estavam mais preocupados em voltar à sua vida normal do que com a educação dos filhos. Alguns nem pais tinham!
Como não tinham dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes durante muitas horas e a fazer coisas muito duras.
Sabias que mais de metade das crianças da Europa não sabia ler nem escrever? E também viviam em péssimas condições para a sua saúde.
Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver o problema. Foi assim que nasceu a UNICEF.Mesmo assim, era difícil trabalhar para as crianças, uma vez que nem todos os países do mundo estavam interessados nos direitos da criança.
Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo.
Este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano!
Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a:- afecto, amor e compreensão;- alimentação adequada;- cuidados médicos;- educação gratuita;- protecção contra todas as formas de exploração;- crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.
Sabias que em só nove anos depois, em 1959 é que estes direitos das crianças passaram para o papel?
A 20 de Novembro desse ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança".Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz.
Claro que os Dia Mundial da Criança foi muito importante para os direitos das crianças, mas mesmo assim nem sempre são cumpridos.
Então, quando a "Declaração" fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a "Convenção sobre os Direitos da Criança", que é um documento muito completo (e comprido) com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos (tem 54 artigosEstão escritos de uma forma mais simples para tu os perceberes melhor.
Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional!


Dia Mundial da Criança em Portugal

Logo desde o início da comemoração do Dia Mundial da Criança, a 1 de Junho, Portugal participou logo nessa celebração.
Os governantes portugueses achavam importante colaborar em tudo o que mostrasse que se preocupavam com o bem-estar das nossas crianças!
No entanto, por causa do regime de Salazar, ao princípio nem tudo correu bem.Apoiava-se a "Declaração dos Direitos da Criança", mas não se fazia nada para que os seus 10 importantes princípios fossem cumpridos.
Depois do 25 de Abril, o Dia da Criança foi mais festejado e os pequenos portugueses tiveram direito a leis próprias que ficaram escritas na Constituição da República!
Estas leis estavam relacionadas com a educação, saúde e família.
A 21 de Setembro de 1990, pouco depois da " Convenção dos Direitos da Criança" se tornar uma lei internacional, Portugal ratificou o documento.Ou seja, comprometeu-se a cumprir o que lá está escrito e obedecer aos seus 54 artigos.
Isto significa que o governo português deve fazer todo o possível para que as crianças beneficiem dos direitos que estão na "Convenção...".
Infelizmente, mesmo com a "Convenção dos Direitos da Criança", ainda existem crianças:- que sofrem maus tratos;- com má alimentação;- que são obrigadas a trabalhar como adultos;- que não vão à escola.
Apesar de vivermos numa sociedade muito evoluída, a preocupação com as crianças tem de continuar.
Porque ainda há muitos países do mundo onde os mais pequenos continuam a trabalhar muitas horas, sem ir à escola e ganhando quase nada.
Sabias que em Portugal ainda existem centenas de crianças nesta situação?Todos podemos contribuir para mudar isto.
Ajuda os pais, mas não faltes à escola: cria um futuro melhor para ti!

este texto foi retirado do site:
http://www.junior.te.pt

segunda-feira, maio 14, 2007

Um Livro - um sorriso!!!


Se tens livros em casa e não sabes o que fazer com eles?!!



Manda para o PIPREM (Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz Av. Dr. António José de Almeida, 14 Ap. 61 7200-372 Reguengos de Monsaraz), pois há muitos pais que não têm possibilidades de comprar livros para os seus filhos (dos 0 aos 6 anos) e com a TUA ajuda podemos ver um sorriso a nascer!


Contamos contigo!!!

segunda-feira, maio 07, 2007

Um dia especial


Antes

Depois

No dia 4 de Maio o PIPREM quis proporcionar à mãe Natividade um dia diferente!


Fomos à esteticista e ao cabeleireiro... as imagens falam por si!!


(É tão bom ver o brilhozinho nos olhos da nosa mãe...e o sorriso que contagia os nossos corações!)


Queremos agradecer a colaboração do salão Dade Migueleito Cabeleireiros e da cabeleireira Clarinha, pois sem vossa ajuda este dia não teria sido possível!










História do dia da MÃE

Há historiadores que reclamam as comemorações do Dia da Mãe às mais antigas festividades decorrentes na Grécia antiga, aquando da Festa da Primavera, na qual se honrava a Mãe dos Deuses - Rhea. Na mitologia grega, Rhea foi a mãe de Zeus e irmã de Kronos, considerada como uma das mais influentes deusas em Creta, Arcadia e Phrygia. Assim como a deusa Gaia, Rhea seria também considerada a mãe de todos os Deuses.Também em Roma, a Mãe era celebrada em honra de Cybele, a mãe dos deuses romanos, mesmo antes do nascimento de Cristo.

No século XVII, a Inglaterra popularizou o "Domingo da Mãe" nos dias que antecediam o Domingo de Páscoa, como homenagem a todas as mães de Inglaterra, sendo mesmo concedido um dia de folga para que se celebrasse este dia na sua plenitude.O Cristianismo instituiu a festa da "Igreja Mãe", verdadeira força espiritual capaz de proteger os homens de todos os males. Habitualmente, esta festa da Igreja fora sendo associada também à celebração do "Domingo da Mãe".Também no continente Americano, mais concretamente nos Estados Unidos, as comemorações do Dia da Mãe foram sugeridas, pela primeira vez, por Julia Ward Howe no ano de 1872, um dia cujo significado fora assumidamente associado a um dia de Paz contra o flagelo da Guerra Civil.Porém, o verdadeiro Dia da Mãe é comumente associado a Anna Jarvis.Aos 41 anos de idade, Jarvis perdera a sua mãe. Com sua irmã Elisinore, sentiram a sua grande e irremediável perda levando-as a reflectir sobre o facto de não existirem demonstrações concretas de apresso para com as mães.Anna Jarvis decidiu fazer algo, na esperança de que a celebração de um dia dedicado à Mãe iria estimular a estima e consideração dos filhos para com os seus pais, para além de incentivar os laços familiares.Mas foi em 1907 que Anna empreendeu o esforço necessário à instituição do Dia da Mãe. Com a ajuda de seus amigos, empreendeu uma campanha por correio com vista a obter apoio de congressistas, políticos influentes e personalidades da sociedade norte-americana, com o objectivo de ser oficialmente declarada uma data comemorativa do Dia da Mãe.Os seus esforços goraram o efeito desejado, e foi a 10 de Maio de 1908 que, pela primeira vez, numa cerimónia religiosa, Anna Jarvis honrou sua Mãe.Para adornar a cerimónia foram utilizados cravos vermelhos, a flor favorita da mãe de Anna. Desde então, os cravos vermelhos converteram-se no símbolo da mães em vida e os cravos brancos o símbolo das mães que já partiram.A primeira proclamação do Dia da Mãe deu-se três anos depois, em 1910, instituída pelo Governador do Estado da Virgínia, Estados Unidos. Um ano depois, o Dia da Mãe foi a pouco e pouco sendo comemorado em todas as partes do mundo, desde o México, Canadá, Japão, no Continente Africano e na América do Sul.Em Dezembro de 1912 foi criada a Associação do Dia Internacional da Mãe com vista à promoção generalizada desta efeméride tão especial em todo o mundo.Em Portugal, o Dia da Mãe foi comemorado, em tempos idos, no dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, a Padroeira de Portugal. Também o Dia 13 de Maio é ainda hoje associado às comemorações da Mãe. Porém, actualmente foram instituídas as comemorações do Dia da Mãe, no primeiro Domingo do mês de Maio.

Fonte: AEIOU

quarta-feira, maio 02, 2007

Minutos de Leitura

A editora Minutos de Leitura tem estórias de encantar... passe por lá em:



"Os nossos livros reflectem a inocência e a imaginação das crianças, através de temas com os quais elas se identificam, com muito humor e uma atitude desmistificadora dos seus medos, e, sempre, com ilustrações maravilhosas e imaginativas, ajudando assim os pais a educar e a comunicar melhor com os seus filhos. Queremos transmitir uma boa atitude!"

o cantinho da Leitura

A partir desde mês o PIPREM irá sugerir aos nossos leitores alguns livros recomendados para pais, que podem ajudá-los na arte de educar, de brincar e de estar...

O Pequeno DitadorDa criança mimada ao adolescente agressivo de Javier Urra

Editor: Esfera dos Livros
Colecção: Psicologia e Saúde
ISBN-13: 9789896260538
Ano de Edição: 2007
N.º de Páginas: 412
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 16 x 24 x 3 cm

Sinopse
Ouvimos falar de violência na escola, vemos notícias de professores que não conseguem controlar alunos indisciplinados, de crianças que humilham e maltratam os seus colegas. Mas há uma nova realidade, invisível, fechada em quatro paredes que é fundamental enfrentar: os pais são vítimas da violência dos filhos dentro das suas próprias casas. Actualmente existem casos de filhos que batem nos pais. Crianças mimadas, sem limites, a quem tudo se consente, que organizam a vida familiar, dão ordens aos pais, chantageiam quem os tenta controlar. Crianças que se tornam jovens agressivos, que enganam, ridicularizam os maiores, que não hesitam em roubar a carteira da mãe. Adolescentes que desenvolvem condutas violentas e marginais. Em suma, filhos que impõe a sua própria lei. É preciso educar no respeito e afecto, transmitir valores, falar com as crianças, ouvi-las, ensiná-las a aceitar as frustrações, impor limites e exercer a autoridade sem medo. É preciso recorrer a ajuda especializada sem vergonha.

Livro de Reclamações das Crianças de Eduardo Sá
Editor: Oficina do Livro
Colecção: Comportamento
ISBN-13: 9789895552481
Ano de Edição: 2007
N.º de Páginas: 104
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 15 x 21 x 1 cm
Sinopse
Mal sabem os pais o que as crianças são capazes de dizer sobre as pessoas crescidas.
Os pais são a entidade reguladora das reclamações das crianças. São, digamos assim, rezingões como elas. Tão depressa são os “donos da bola” dos caprichos como os mais habilidosos “números 10” da pieguice e da lamúria. Os pais são o rei leão, quando se trata de proteger, ou um bambi carinhoso, quando um filho os aninha num abraço. E imaginam que o mundo das crianças seria mais fácil se alguém as equipasse com um manual de instruções. Mal sabem os pais o que as crianças (mesmo as mais pequeninas) são capazes de dizer sobre as pessoas crescidas. Neste livro só lhe damos o mapa do tesouro. Logo que o sinta, por entre as palavras das crianças, faça o favor de o procurar pelos seus dedos. No espaço que vai entre os olhos dos seus filhos e o seu coração.

Excerto da obra“Um adulto é uma pessoa que trabalha para comprar um carro todo equipado. De resto, é uma pessoa igual às outras.”Luís, 10 anos
“Os adultos dizem para nós não gritarmos mas, depois, são eles que gritam. Às vezes, a minha mãe diz: «João, não grites que me dói a cabeça!» e depois chama-me
«JOOÃÃÃÃÃÃOOOOO».João, 10 anos
“Eu acho que os adultos, às vezes, vivem muito separados uns dos outros.”Inês, 10 anos
Favorecer a Auto-Estima dos 0 aos 6de Danielle Laporte
Editor: Climepsi Editores
Colecção: Crescer & Viver
ISBN-13: 9789727962475
Ano de Edição: 2007
N.º de Páginas: 96
Dimensões: 16 x 23 x 1 cm
Sinopse
As experiências de êxito constituem um importante contributo adicional na regulação narcísica e reforço da auto-estima: sucesso físico, intelectual e afectivo; sobretudo, este último. «Gostam de mim; sou gostável e gostado» – eis o que cada um deseja e precisa para se sentir bem consigo mesmo: o ser amado acima de tudo.Na infância, a avaliação da auto-imagem é feita pelos outros; chama-se a isto narcisismo dependente (dependente do olhar do outro) ou locus de regulação da auto-estima externo. Com o desenvolvimento psicológico, no adulto, o locus de regulação da auto-estima é interno, ou seja, predomina o narcisismo autárcico ou autogovernado.
António Coimbra de Matos, do «Prefácio»